Economia
Ecora abre grupos de trabalho para o mercado de carbono
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A Ecora, certificadora brasileira de créditos de carbono apresentada na COP30 por Bradesco, BNDES e Fundo Ecogreen, abriu inscrições para a formação de dois novos Grupos de Trabalho (GTs) voltados ao desenvolvimento de conhecimento técnico e ao fortalecimento do mercado brasileiro de carbono. As chamadas públicas contemplam as áreas de Agricultural Land Management (ALM) e de Resíduos Sólidos Urbanos e Aterros (GT-RSUA), consideradas estratégicas para o avanço da descarbonização e da economia de baixo carbono no país.
A iniciativa integra o programa permanente de Grupos de Trabalho da Ecora, criado para reunir especialistas, empresas, universidades, organizações da sociedade civil e representantes do poder público na discussão de desafios e oportunidades do mercado de carbono. O objetivo é produzir conhecimento técnico, compartilhar experiências e desenvolver recomendações que contribuam para o amadurecimento do setor e para a criação de metodologias com DNA 100% brasileiro, alinhadas às características ambientais, produtivas, sociais e econômicas do país.
Os Grupos de Trabalho não possuem caráter regulatório nem deliberativo. Funcionam como fóruns técnicos, independentes e colaborativos voltados à geração de conhecimento, ao intercâmbio de experiências e à construção de recomendações capazes de apoiar o desenvolvimento do mercado brasileiro de carbono.
O lançamento dos novos GTs ocorre em um momento importante para o setor, à medida que o Governo Federal avança na implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE). Nesse contexto, a Ecora destaca que sua iniciativa busca complementar esse processo por meio da produção de conhecimento técnico e da aproximação entre os diversos atores do mercado, sem qualquer atribuição regulatória ou institucional.
A abertura dos novos grupos representa a expansão de uma iniciativa que a Ecora já colocou em prática. Atualmente, a empresa mantém em operação o Grupo de Trabalho de Energia e Resíduos de Biomassa, desenvolvido em parceria com instituições de referência e especialistas convidados. Também conduz um Grupo Técnico dedicado ao desenvolvimento de sua metodologia para REDD, construída de forma colaborativa e submetida recentemente a consultas públicas, reforçando o compromisso da empresa com transparência, participação social e rigor técnico.
A experiência acumulada nessas iniciativas serviu de base para a criação do programa permanente de Grupos de Trabalho da Ecora, que agora se expande para novas áreas consideradas estratégicas para o país.
Cada Grupo de Trabalho será composto por 11 integrantes, representando diferentes segmentos do mercado de carbono. Haverá um representante do setor público, um especialista com mais de dez anos de experiência, um representante de desenvolvedores de projetos, um de compradores de créditos de carbono, um da academia, um de investidores institucionais (asset owners), um de agências de rating, um de associações setoriais, um do terceiro setor, um da sociedade civil e um de organismos de Validação e Verificação (VVBs). A composição busca assegurar diversidade de perspectivas e elevado nível técnico nas discussões.
O cronograma prevê 30 dias para inscrições, por meio do e-mail contato@ecora.green, seguidos por 90 dias de funcionamento dos grupos. Ao final desse período, será publicado um relatório técnico consolidando os principais diagnósticos, recomendações e conclusões elaborados pelos participantes.
Segundo a Ecora, um mercado de carbono sólido depende da construção contínua de conhecimento técnico, da aproximação entre diferentes setores e da redução das incertezas que ainda limitam o desenvolvimento de projetos e a atração de investimentos.
O diretor técnico da Ecora, Francisco Bidone, destaca que a iniciativa busca fortalecer a infraestrutura de conhecimento necessária para o desenvolvimento do mercado brasileiro.”Percebemos que ainda existe uma lacuna de conhecimento e de metodologias capazes de refletir as particularidades da realidade brasileira. O Brasil reúne competências técnicas e científicas reconhecidas em temas como florestas tropicais, restauração de biomas, agricultura tropical, integração lavoura-pecuária, bioenergia e setores industriais estratégicos. É a partir desse conhecimento, construído em diálogo com os principais atores nacionais, que estamos desenvolvendo uma certificadora com DNA 100% nacional, profundamente conectada ao desenvolvimento da economia brasileira de baixo carbono”.
A Ecora informa que novos Grupos de Trabalho serão constituídos progressivamente, acompanhando as principais agendas da economia de baixo carbono brasileira. A expectativa é consolidar uma rede permanente de especialistas capaz de produzir conhecimento aplicado, fortalecer a confiança dos agentes econômicos, estimular novos investimentos e contribuir para o desenvolvimento de metodologias genuinamente brasileiras, alinhadas às vocações e às necessidades do país.
Economia
Óleo e Gás em expansão alavanca vagas remotas de engenharia
O setor brasileiro de óleo e gás natural atravessa um momento de produção recorde e pico de investimentos. O ano de 2026 deve registrar aportes estimados em US$ 21,3 bilhões e o maior volume de empregos da série projetada: 483 mil postos de trabalho. Os dados são do Outlook IBP 2025–2029, do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).
A produção já reflete esse aquecimento. Ainda segundo a publicação do IBP, em outubro de 2025 o país superou a marca de quatro milhões de barris por dia, recorde que posiciona o Brasil entre os principais produtores globais, enquanto o petróleo bruto encerrou o ano como o principal item da pauta de exportações brasileiras pelo segundo ano consecutivo, com US$ 44,6 bilhões em receita.
De acordo com Mariana Lobato, diretora de Gente e Cultura da Infotec Brasil, esse volume eleva a demanda por profissionais especializados em engenharia e projetos industriais em todo o país; não apenas nas regiões de extração, mas também em disciplinas como elaboração de projetos, documentação técnica e gestão de ciclo de vida de ativos, funções que podem ser exercidas em modelo home office.
“O trabalho remoto ampliou de forma decisiva o nosso acesso a talentos em diferentes regiões do Brasil, o que nos permite atrair profissionais altamente qualificados sem a limitação geográfica dos grandes centros”, declara a executiva da Infotec Brasil — companhia que presta serviços de engenharia, manutenção, logística, supply chain e gestão de operações industriais de alta complexidade, incluindo refinarias.
Mais de 100 vagas de trabalho remoto abertas
Para responder a essa demanda, a Infotec Brasil anuncia a abertura de mais de 100 vagas para os cargos de Engenheiro Projetista e Desenhista Projetista, em regime 100% remoto, com foco em projetos de refinarias e contratação imediata em todo o território nacional.
O processo seletivo contempla, após inscrição online, a realização de testes técnicos e entrevistas. Os requisitos detalhados de cada cargo estão disponíveis na plataforma de carreiras da Infotec Brasil.
As vagas têm como foco pessoas com trajetória consolidada na elaboração, revisão e atualização de documentação técnica, análise de soluções para problemas complexos e acompanhamento do ciclo de vida de projetos. A empresa também considera competências comportamentais no processo: comunicação clara, capacidade de trabalho em times remotos, senso de responsabilidade e compromisso com segurança e meio ambiente.
Mercado aquecido e perspectivas para engenheiros
Para a área de engenharia e projetos industriais, o cenário dos próximos anos é de alta demanda. A escassez de especialistas, estimada em quase 50% nas posições técnicas de maior complexidade, segundo o presidente do IBP, Roberto Ardenghy, indica que o mercado deverá absorver pessoal qualificado com rapidez.
Para Mariana Lobato, o movimento já é percebido no dia a dia do setor. “Observamos uma procura crescente por profissionais capazes de atuar em projetos de refinaria, offshore e em unidades industriais, com foco em eficiência operacional, segurança e conformidade com normas técnicas, o que reforça a necessidade de times especializados e multidisciplinares”, afirma.
“Na Infotec Brasil, esse cenário se traduz em um aumento contínuo do nosso portfólio de projetos e na abertura de novas posições”, conclui.
Mais informações sobre as vagas estão disponíveis na plataforma de carreiras da Infotec Brasil.
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