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a vida de Da Cunha em videogame
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Unir a trajetória real de um parlamentar com a linguagem dos videogames parece uma tarefa ambiciosa, mas é exatamente o que faz “Da Cunha: O Caminho do Guerreiro”, um jogo independente brasileiro que acaba de ser lançado gratuitamente para navegador. A obra percorre, em cinco capítulos interativos, a vida do deputado federal Delegado Da Cunha, desde os tatames da Baixada Santista até os corredores do Congresso Nacional — e ainda avança para um futuro distópico, onde a luta pela justiça se reinventa. A produção já chama a atenção pela originalidade com que mistura gêneros e narrativa.
Do judô ao quartel: os dois primeiros atos
A primeira fase coloca o jogador em um dojô, controlando o próprio Da Cunha criança em um combate de judô. Usando os botões de defesa e ataque, é preciso aplicar a disciplina que o esporte ensina: esperar o momento certo para bloquear e contra-atacar. Cada vitória desbloqueia uma nova página da biografia, revelando desde a infância humilde em Santos até a frustração de ver o sonho olímpico escapar por um erro administrativo no quartel.
O segundo capítulo transpõe essa mesma disciplina para o ambiente militar. Em uma fase de plataforma com obstáculos, o jogador precisa correr, saltar e se equilibrar por cenários do 2º Batalhão de Infantaria Leve (2º BIL), onde Da Cunha serviu como oficial temporário por oito anos. Lembrando Pitfall, ele pula sobre arames farpados, jacarés e pântanos como desafios de habilidade.
Patrulhando a Zona Leste de São Paulo
O terceiro ato muda completamente de tom. No comando de uma viatura com visão aérea, o jogador patrulha a Zona Leste de São Paulo em uma mecânica que lembra o primeiro “Grand Theft Auto”, mas com uma diferença crucial: aqui, se está do lado da lei. Sob as ordens do Delegado Da Cunha — que se comunica por rádio ao longo da missão —, é preciso interceptar veículos suspeitos usando manobras táticas e o uso inteligente da sirene.
“Queríamos resgatar a nostalgia do gênero top-down, mas subvertendo a lógica da violência. Não há armas de fogo. O jogador precisa imobilizar os criminosos pela condução, e o acionamento da sirene tem um papel estratégico: ligada, ela imobiliza os inimigos próximos e afasta civis, mas alerta os bandidos; desligada, permite uma aproximação furtiva”, explica a equipe de desenvolvimento.
A progressão da fase reflete a ascensão na carreira policial: começa-se enfrentando olheiros do tráfico e “aviõezinhos”, passando pelos gerentes do crime organizado e culminando na captura do líder da organização. Ao final, a mensagem de rádio de Da Cunha resume o espírito da missão: “Agora vamos mudar a lei em Brasília pra ele continuar preso”.
A batalha parlamentar: o plenário como campo de guerra
O quarto capítulo é também um dos mais surpreendentes. Quando a história atinge a esfera política, o jogo se transforma em um “tower defense” (defesa de território) ambientado no Congresso Nacional. O objetivo é aprovar o Projeto de Lei 3780/2023 — um PL real, que propõe o endurecimento das penas para roubos e furtos — enquanto ondas de inimigos simbólicos tentam desidratar a proposta.
A mecânica é uma metáfora precisa do processo legislativo. O jogador constrói “torres” que representam estratégias reais de atuação parlamentar: a “Argumentação Jurídica” dispara citações e jurisprudências contra as divergências; a “Mobilização Popular” gera dano em área, simulando a pressão das redes sociais; e os “Dados Técnicos” causam impacto massivo, como um estudo comparado que convence os indecisos.
Os adversários também são figurativos: “Divergências” são oponentes comuns, “Obstruções” são requerimentos que atrasam a tramitação, e os temidos “Chefes de Emenda” tentam suprimir trechos inteiros do projeto, reduzindo a eficácia da lei. Para vencer, é preciso gerenciar recursos limitados e evoluir as torres ao longo de 15 ondas — uma alusão às sucessivas comissões pelas quais um projeto precisa passar até chegar à votação em plenário.
“O jogo foi pensado para ser divertido e nostálgico, mas também para mostrar, de forma prática e intuitiva, como funciona o complexo percurso de uma lei no Brasil. O jogador se diverte defendendo o PL e, no processo, entende o que é uma emenda supressiva ou um pedido de vista”, comenta a equipe.
O clímax futurista: a derrubada do veto
A jornada não termina no Plenário. Em um quinto capítulo inesperado, liberado somente após jogar as outras fases, o jogador é transportado para um futuro distópico, onde Da Cunha — agora uma espécie de combatente da resistência — pilota uma nave espacial para destruir as torres do lobby e derrotar o “Grande Veto” presidencial. A fase mistura ação frenética com simbolismo: cada projétil disparado representa um voto, cada torre destruída é um argumento vencido, e o tempo limitado impõe a urgência da articulação política.
A transição do cenário político para a ficção científica não é arbitrária; ela traduz visualmente a ideia de que a luta contra a impunidade é contínua e exige reinvenção. Ao derrotar o veto, o jogador assiste à promulgação da Lei 15.397/2026, e o jogo se encerra com uma lista detalhada das penas endurecidas — uma forma de mostrar que cada decisão na Câmara tem impacto direto na vida das pessoas.
Uma biografia interativa, gratuita e multiplataforma
Com visual em pixel art e trilha sonora original, “Da Cunha: O Caminho do Guerreiro” está disponível gratuitamente para computadores e dispositivos móveis, diretamente no navegador. O jogo não requer instalação e pode ser acessado em qualquer aparelho com conexão à internet.
Ao unir a trajetória pessoal de um parlamentar com a linguagem dos games, o projeto aponta para uma nova forma de comunicação política — uma em que o eleitor não apenas lê sobre as leis, mas as defende com as próprias mãos.
Sobre o Jogo:
– Título: Da Cunha: O Caminho do Guerreiro
– Plataforma: Web (HTML5 / PC e Mobile)
– Gênero: Luta / Plataforma / Ação Top-Down / Tower Defense / Shoot’em up
– Preço: Gratuito
– Acesse: http://delegadodacunha.com/jogo
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Orquestra Chinesa de Shanghai apresenta “Cores da China”
Parte integrante da programação cultural oficial do Ano Cultural Brasil–China 2026, a Orquestra Chinesa de Shanghai chega em julho ao Brasil para suas primeiras apresentações no país. Fundada em 1952, é uma das primeiras orquestras modernas dedicadas à música tradicional chinesa do país.
A turnê passará pelo Rio de Janeiro (30 de julho, Sala Cecília Meirelles), São Paulo (1º de agosto, Teatro B32), Brasília (4 de agosto, Teatro Planalto), Belo Horizonte (6 de agosto, Palácio das Artes), Curitiba (9 de agosto, Capela Santa Maria Espaço Cultural) e Porto Alegre (11 de agosto, Teatro Simões Lopes Neto).
Apresentada por GWM com patrocínio da SPIC Brasil, a turnê é uma realização da Interlúdio, Ministério da Cultura – Governo do Brasil – Do lado do povo Brasileiro, com produção da DELLARTE. Os ingressos já estão à venda em DELLARTE.
O intercâmbio cultural ocorre em um momento de fortalecimento das relações entre Brasil e China, maior parceiro comercial do Brasil desde 2009. Em 2026, a GWM celebra três anos de operação no país, com destaque para a produção local de veículos em Iracemápolis e para a vice-liderança nas vendas de veículos eletrificados no mercado brasileiro.
“A GWM tem orgulho de apoiar iniciativas que aproximam culturas e criam conexões significativas com a sociedade. Receber no Brasil a Orquestra Chinesa de Shanghai, em um momento tão simbólico das relações entre os dois países, reforça nosso compromisso de contribuir para intercâmbios que gerem impacto positivo por meio da cultura”, afirma Thiago Sugahara, Gerente de ESG e Relacionamento com Stakeholders da GWM Brasil.
Cores da China
Cocriado pela Orquestra Chinesa de Shanghai e pelo Tencent Music Entertainment Group, “Cores da China” é um concerto que integra a música tradicional com um olhar contemporâneo sobre a herança cultural do país. O programa estreou no 39º Festival Internacional de Música Primavera de Shanghai, em 2024, abrindo um novo caminho no campo da música tradicional.
Inspirado pela filosofia da civilização chinesa, o concerto extrai a essência das cores tradicionais a partir de poemas chineses antigos de diferentes dinastias, tudo apresentado sob uma ótica que une a história à modernidade.
Na tradição estética chinesa, as cores carregam significados simbólicos ligados à natureza, espiritualidade, equilíbrio e passagem do tempo, conceitos que servem como eixo poético para o concerto.
“Cores da China” apresenta nove obras originais com distintas concepções artísticas, cada uma inspirada em uma cor tradicional chinesa e interpretada por instrumentos tradicionais que traduzem a beleza das cores por meio da poesia e da música:
A Cor da Primeira Aurora (Sheng) – Inspirada na Ode ao Penhasco Vermelho, de Su Shi, da Dinastia Song do Norte (960–1127)
Amarelo Brilhante (Novo Dizi & Konghou) – Inspirada nos Cinco Sonetos dedicados a Yin Mingzuo após um feliz reencontro, de Li Bai, da Dinastia Tang (608–907)
Vermelho Sensual (Zheng) – Inspirada em Primavera na Torre de Jade, de Yan Jidao, da Dinastia Song (960–1127)
A Cor do Lótus (Ruans) – Inspirada em Yuan Hou, de Long Fu, da Dinastia Yuan (1271–1368)
Roxo Claro (Erhu) – Inspirada em Azaleias, de Liu Chang, da Dinastia Song do Norte (960–1127)
Azul Suave (Pipa) – Inspirada em poemas de Yelü Chucai, da Dinastia Yuan (1271–1368)
Crepúsculo Misterioso (Tambores Chineses) – Inspirada em Celebrando a Longevidade pelos Nobres no Festival Qingming, de Wang Yucheng, da Dinastia Song do Norte (960–1127)
Cor do Chá (Suona) – Inspirada em Despedida do Mestre Liangyu em seu retorno à Montanha Kunlun, de Mei Yaochen, da Dinastia Song do Norte (960–1127)
Cores Elegantes (Conjunto Instrumental) – Inspirada em Contemplando ao Longe, de Zhang Yunlong, da Dinastia Qing (1644–1912)
Turnê Oficial da Programação do Ano Cultural Brasil-China 2026
Apresenta: Ministério da Cultura e GWM
Patrocínio: SPIC
Produção: Dellarte
Realização: Interlúdio, Ministério da Cultura – Governo do Brasil – Do lado do povo brasileiro
Programa: “Cores da China”
Duração: 70 minutos, sem intervalo
Classificação indicativa: 10 anos
Vendas: DELLARTE
Rio de Janeiro
Local: Sala Cecília Meireles – Rua da Lapa, 47 – Lapa
Data: 30/07/2026 – 19h (quinta-feira)
Preço único: R$ 150,00
Ingressos populares: R$ 50,00
São Paulo
Local: Teatro B32 – R. Lício Nogueira, 92 – Itaim Bibi
Data: 01/08/2026 – 20h (sábado)
Preço único: R$ 150,00
Ingressos populares: R$ 50,00
Brasília
Local: Sala Martins Pena – Teatro Planalto: Via N2 Eixo Monumental – Setor Cultural Norte
Data: 04/08/2026 – 20h (terça-feira)
Preço único: R$ 150,00
Ingressos populares: R$ 50,00
Belo Horizonte
Local: Palácio das Artes – Av. Afonso Pena, 1537 – Centro
Data: 06/08/2026 – 20h (quinta-feira)
Preço único: R$ 150,00
Ingressos populares: R$ 50,00
Curitiba
Local: Capela Santa Maria Espaço Cultural – Rua Conselheiro Laurindo, 273 – Centro
Data: 09/08/2026 – 19h (domingo)
Preço único: R$ 150,00
Ingressos populares: R$ 50,00
Porto Alegre
Local: Teatro Simões Lopes Neto – Rua Riachuelo, 1089 – Centro Histórico
Data: 11/08/2026 – horário a confirmar (terça-feira)
Preço único: R$ 150,00
Ingressos populares: R$ 50,00
Sobre a DELLARTE
Uma das maiores produtoras de soluções e eventos culturais do país, atuando na área da música clássica, jazz e artes performáticas há mais de 40 anos, a Dellarte já realizou mais de 1.500 apresentações para mais de 3 milhões de pessoas, trazendo para o Brasil atrações do cenário cultural ao redor do mundo.
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