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Características raras atraem turistas para Poços de Caldas

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Poços de Caldas, em Minas Gerais, voltou ao centro das atenções após estudos recentes confirmarem que a cidade está localizada sobre uma caldeira vulcânica formada há cerca de 80 milhões de anos, ainda no período Cretáceo. O município, conhecido por suas águas termais e clima de montanha, é considerado o único do Brasil situado dentro de um vulcão extinto.

Essa característica geológica rara tem ampliado o interesse de turistas e reforçado a vocação da região para o turismo de natureza e bem-estar. De acordo com Ricardo Aly, diretor da rede Nacional Inn de Hotéis, que integra a unidade Dan Inn Poços de Caldas, o diferencial geológico tem mudado a forma como os turistas enxergam a região.

“A cidade não é só mais um destino de serra. Existe uma curiosidade quase instintiva quando a pessoa descobre que está dentro de uma caldeira vulcânica formada há milhões de anos. Isso, por si só, já cria um interesse diferente, quase um convite à descoberta”, afirma.

Segundo ele, a experiência se torna ainda mais significativa quando o visitante vivencia as águas termais que brotam naturalmente entre 38 °C e 42 °C e observa o relevo circular cercado pela Serra de São Domingos. “Estamos falando de um planalto vulcânico de cerca de 750 km², com características pouco comuns no mundo. Naturalmente, isso desperta interesse, valoriza o destino e coloca a cidade em evidência no turismo nacional”, conta.

Esse novo perfil de turista, em busca de vivências ligadas à natureza e experiências fora do comum, já tem impacto direto na taxa de ocupação dos hotéis da cidade. “O que eu tenho observado é uma ocupação mais distribuída ao longo do ano. A cidade, que está a 1.186 metros de altitude e combina clima de montanha com águas minerais, não depende apenas de datas específicas. Esse novo interesse ajuda a equilibrar melhor a demanda e reduzir a sazonalidade”, explica Aly.

A hotelaria local também tem se adaptado para atender às novas expectativas. “Hoje, não basta oferecer um quarto confortável; o hóspede quer uma experiência completa, alinhada com aquilo que ele veio buscar na cidade. Nesse sentido, muitos hotéis passaram a valorizar mais seus espaços de relaxamento e a conexão com o entorno. Afinal, toda essa riqueza natural, que vem desde a formação vulcânica e favoreceu o surgimento de águas sulfurosas, fontes minerais e paisagens diversas, acaba influenciando diretamente o tipo de experiência oferecida”, sustenta o executivo.

Em 2025, uma pesquisa da Booking.com colocou Poços de Caldas em terceiro lugar no ranking dos destinos mais buscados em Minas Gerais, atrás apenas de Belo Horizonte e Monte Verde. Além disso, um levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) destacou a cidade como a mais desenvolvida de Minas Gerais, reforçando a relevância da região no cenário turístico estadual e nacional.

O turismo de bem-estar, segundo Aly, deixou de ser tendência e se tornou expectativa. “Quem consegue traduzir esse cenário natural em vivências reais, seja por meio de descanso, contato com a natureza ou experiências sensoriais, acaba se destacando”, pontua.

O aumento do fluxo turístico, no entanto, traz consigo o desafio da preservação ambiental. “Na minha visão, esse equilíbrio não é opcional, mas essencial. Poços de Caldas só é o que é hoje por conta dessa formação geológica única, da caldeira vulcânica e de todo o sistema hidrotermal que continua ativo. Preservar isso é, ao mesmo tempo, proteger o meio ambiente e garantir o futuro do turismo”, ressalta Aly.

Para ele, o crescimento pode ser positivo quando bem planejado, já que a valorização das áreas naturais estimula cuidados e monitoramento tanto pelo poder público quanto pela iniciativa privada.

Pensando no futuro, Aly acredita que o grande diferencial estará em transformar a história geológica da cidade em experiência contínua. “Não basta dizer que a cidade surgiu dentro de um vulcão extinto. É preciso fazer o visitante sentir isso em cada detalhe da estadia. Nesse contexto, a hotelaria tem um papel estratégico”, sugere.

Redes como a Nacional Inn buscam integrar conforto, localização, experiências e atividades ligadas às águas termais, ao clima de montanha, à natureza e às paisagens moldadas ao longo de milhões de anos.

Para saber mais sobre hospedagem em Poços de Caldas, basta acessar: https://www.nacionalinn.com.br/hoteis/dan-inn-pocos-de-caldas



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Acessibilidade na CASACOR SP garante experiência para PCDs

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A CASACOR São Paulo 2026, a maior mostra de arquitetura, design, arte e paisagismo das Américas, realizará nesta edição um conjunto de ações voltadas à acessibilidade, atendendo visitantes com deficiência motora, visual e auditiva. O evento, realizado de 10 a 20 de outubro de 2026 no Centro de Exposições da cidade, contará com percursos adaptados, rampas, elevadores, banheiros acessíveis e recursos de comunicação na Língua Brasileira de Sinais (Libras), seguindo as diretrizes do Desenho Universal e mantendo a certificação da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) obtida nos três últimos anos.

O percurso acessível inclui rampas de inclinação adequada, circulação livre para cadeiras de rodas e elevadores que dão acesso a sete ambientes diferentes. Cada um desses espaços recebeu equipamentos de acessibilidade que permitem a visita a mezaninos e aos níveis superiores sem comprometer o conceito arquitetônico dos projetos. Nove banheiros foram adaptados, oferecendo cabines exclusivas, áreas familiares e, em alguns casos, instalações para crianças e pessoas de baixa estatura.

Diversos projetos da mostra incorporam recursos de acessibilidade como parte da linguagem dos ambientes. Entre eles, destaca‑se o “Nota em Linhas”, de Rafaella Manso, que dispõe de elevador para o pavimento superior; o Restaurante Raiz, de Marta Martins, que integra soluções de acessibilidade ao seu layout; “A Poética do Ritmo”, de Isabella Nalon, concebido para receber visitantes por meio de elevador; e a Casa da Marcenaria Brasileira, de João Panaggio, equipada com plataforma elevatória para percursos completos. Outros ambientes, como o banheiro Galeria (Carlos Navarro) e o Spa Raízes (Marcos Serrano Miralles), também contam com adaptações específicas.

Além das adaptações físicas, a edição 2026 oferece recursos para pessoas com deficiência visual e auditiva. Mapas táteis, audiodescrição e carrinhos motorizados estão disponíveis ao longo do circuito. O atendimento em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para visitantes surdos é realizado em parceria com a ICOM, empresa especializada em comunicação acessível.

A CASACOR recebeu, pelo terceiro ano consecutivo (2024‑2026), o Selo de Acessibilidade da CPA, em razão de recursos como rampas, elevadores, mapas táteis e audiodescrição. Darlan Firmato, Diretor de Operações da CASACOR São Paulo, afirmou que a preocupação com a inclusão tem mais de duas décadas: “A CASACOR busca ser acessível há 21 anos, carregando, nessa missão, pioneirismo e a obrigação universal de fazer da maior plataforma de arquitetura, design, arte e paisagismo das Américas um exemplo ao receber bem pessoas com deficiência motora, visual e auditiva”.

Silvana Cambiaghi, arquiteta e consultora de acessibilidade da mostra desde 2005, destacou que a acessibilidade não é tratada como adaptação pontual, mas como conceito integrado ao planejamento e à montagem dos ambientes: “Transformar a CASACOR em uma mostra acessível é um processo que começa muito antes da abertura ao público. A acessibilidade deve estar presente em todas as fases, do projeto à execução, com base nos princípios do Desenho Universal”, ressaltou, citando a participação do engenheiro Oswaldo Rafael Fantini e dos arquitetos Luis Fernando Estuqui e Marina Rangel.

A iniciativa reforça a trajetória iniciada em 2006, quando foram implementadas as primeiras adaptações – rampas, nivelamento de pisos, banheiros acessíveis e calçada tátil – e consolida a CASACOR como referência nacional em arquitetura universal.



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