Política
Vereadores acompanham inaugurações da nova Escola Estadual e da Delegacia da Mulher em Lucas do Rio Verde
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Os vereadores da Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde participaram, nesta quinta-feira (2), de duas importantes inaugurações que representam avanços significativos para o município nas áreas da educação e da segurança pública. Ao lado de autoridades estaduais e municipais, os parlamentares acompanharam a entrega da Escola Estadual Luiz Carlos Ceconello, no bairro Vida Nova, e da nova Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), no bairro Jardim das Palmeiras.
A primeira agenda do dia foi marcada pela inauguração da Escola Estadual Luiz Carlos Ceconello, construída por meio de parceria entre o Governo de Mato Grosso e a Prefeitura de Lucas do Rio Verde. Durante a solenidade, também foi anunciado que, a partir do segundo semestre deste ano, a unidade passará a funcionar como Escola Estadual Bombeiro Militar Dom Pedro II, atendendo a um antigo anseio da comunidade e ampliando as opções de ensino no município.
Durante o evento, o governador em exercício, Otaviano Pivetta, destacou Lucas do Rio Verde como referência em gestão pública e ressaltou que a qualidade dos serviços oferecidos, especialmente na educação, tem atraído famílias em busca de melhores oportunidades.
Na sequência, os vereadores participaram da inauguração da nova Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, um importante reforço à rede de proteção e enfrentamento à violência contra a mulher em Lucas do Rio Verde.
A unidade, implantada por meio da parceria entre a Prefeitura, o Governo do Estado e a Polícia Judiciária Civil, conta com estrutura moderna e preparada para oferecer atendimento especializado, humanizado e sigiloso às mulheres em situação de violência, além de atender crianças e outros públicos vulneráveis.
O presidente da Câmara Municipal, vereador Airton Callai, ressaltou que a conquista é resultado do esforço conjunto entre os poderes públicos e reconheceu a atuação dos parlamentares que defenderam a implantação da delegacia especializada.
“Quero parabenizar o Executivo pela persistência em viabilizar esse projeto, mas também destacar o trabalho decisivo do vereador Wlad Mesquita, que atua com muita seriedade nessa causa, e da vereadora Débora Carneiro, que sempre esteve na linha de frente buscando mais políticas públicas para garantir atendimento digno às mulheres vítimas de violência. Este é um primeiro passo muito importante para oferecer um atendimento humanizado, com qualidade e o sigilo que elas merecem”, afirmou o presidente.
Airton Callai também destacou que o desafio agora é ampliar as ações voltadas ao acolhimento e à reconstrução da autonomia das mulheres atendidas.
“Mais do que combater a violência, precisamos oferecer novas oportunidades para que essas mulheres recuperem sua dignidade e possam reconstruir suas vidas com independência e segurança”, completou.
A delegada Dra. Paula de Fátima destacou que a nova estrutura representa um importante avanço para o trabalho da Polícia Civil no município.
“É uma delegacia nova, com um espaço amplo, moderno e preparado para acolher as vítimas. Agora contamos com uma estrutura especializada para atender mulheres, crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade. É fundamental que a população denuncie os casos de violência. Muitas ocorrências podem ser comunicadas por qualquer pessoa, de forma sigilosa, pelos canais da Polícia Civil e pelo Disque 180, permitindo que possamos investigar e garantir que a Justiça alcance essas vítimas”, ressaltou.
A participação dos vereadores nas duas inaugurações reforça o compromisso do Legislativo luverdense em acompanhar investimentos que impactam diretamente a qualidade de vida da população, fortalecendo políticas públicas voltadas à educação, à segurança e à proteção social.
Política
“Brasil não vai abandonar a mesa”, diz ministro sobre taxação dos EUA
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira (2) que o Brasil corre contra o tempo e vai insistir na negociação com o governo dos Estados Unidos para evitar sofrer taxação extra de produtos brasileiros vendidos para os americanos.
Segundo Márcio Elias, o governo tem que trabalhar com muita firmeza, seguindo a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Nunca abandone a mesa de negociação”, reproduziu a fala de Lula. “Quem defende o multilateralismo, como o Brasil, tem que saber lutar contra as barreiras que são impostas”, completou.
Márcio Elias, que assumiu a pasta em abril, após renúncia do vice-presidente e então ministro Geraldo Alckmin, passou a ser um dos nomes do governo na mesa de negociação com os americanos.
Nesta quinta-feira (2), ao lado de representantes do Ministério das Relações Exteriores e da assessoria especial da Presidência da República, ele participou de uma reunião virtual com a Representação Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês).
Questões eleitoreiras
Após o encontro, ele conversou com jornalistas e manifestou preocupação com o prazo para se chegar a um acordo.
“O tempo corre contra porque o prazo é 15 de julho”, ressaltou, sobre o prazo para se iniciar a cobrança, acrescentando que algumas questões “poluem o debate” .
Perguntado sobre quais questões, ele respondeu, sem citar nomes, a articulação de integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, aqui no Brasil e nos Estados Unidos.
“O exemplo pode ser também a publicação por quem estava nos Estados Unidos, um ex-deputado federal, se dizendo autor, patrocinador do tarifaço. Ao mesmo tempo, alguém aqui no Brasil celebrando nas redes sociais o fato de ter sido imposto”, citou.
A referência é aos filhos do ex-presidente, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.
Para o ministro, eles não são “capazes de causar algum alvoroço, mas poluem o debate político ou colocam no debate, que é econômico e comercial, um componente político que não deveria estar”.
“Não cabe na mesa de negociação da economia, do comércio bilateral, questões ideológicas, eleitoreiras, pessoalmente oportunistas, isso não tem cabimento”, afirmou.
As declarações de Márcio Elias foram após participar do 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.
Reunião de alto nível
O ministro chegou a atrasar o discurso dele no evento por causa da reunião com os americanos. Segundo ele, esta foi a quarta reunião de alto nível para tratar do tema com o governo estrangeiro. Houve outras oito de nível técnico.
Sobre a reunião virtual desta quinta-feira, o ministro Márcio Elias informou que foram tratados temas como a aproximação das polícias brasileiras e a americana “para combate ao crime organizado transnacional, lavagem de dinheiro e a questão de imigração”.
Também houve conversa sobre a atração de data centers (servidores digitais que processam e armazenam dados) e proteção de patentes. “O Brasil já atua no padrão internacional”, sustentou.
Entenda a ameaça de tarifas
A orientação da USTR para taxar o Brasil , divulgada no início de junho, é resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.
O governo de Donald Trump acusa o Brasil de concorrência desleal no comércio internacional e cita o Pix como uma das práticas que prejudicariam empresas dos EUA. O Brasil rebatou a acusação.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança de Clima, João Paulo Ribeiro Capobianco, participou do encontro no BNDES e refutou outros motivos alegados para taxação, o desmatamento e o comércio ilegal de madeira.
Segundo ele, o desmatamento está controlado , e o país tem rede de rastreamento que impede exportação de madeira ilegal.
“O Ibama libera a exportação verificando toda essa cadeia de custódia, todo o processo regulamentado, registrado”, certificou Capobianco.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, comentou sobre a carta pública enviada pelo secretário de Estado (equivale aos nossos ministros) americano, Marco Rubio, ao pré-candidato Flávio Bolsonaro, no qual agradece o convite para colaborar com a equipe de transição de governo, em uma eventual vitória eleitoral em outubro.
“São informações do Estado brasileiro, de estratégia, de desenvolvimento, da defesa, de tecnologia, da área de energia”, listou.
“É uma afronta à soberania e aos interesses nacionais”, concluiu.
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