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Saúde

Levantamento aponta os 100 melhores hospitais públicos do país

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Saúde

Levantamento nacional inédito mostra os 100 melhores hospitais públicos do Brasil. Embora ainda haja maior número no estado de São Paulo, onde estão concentrados 30 dos 100 melhores, 19 deles aparecem no levantamento com distribuição semelhante.

O estudo foi feito pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross) em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), Instituto Ética Saúde (IES), Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). O levantamento é uma fase classificatória do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, iniciativa conjunta das cinco entidades. A premiação vai ocorrer em maio deste ano.

Para o médico sanitarista Renilson Rehem, ex-presidente do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross) e coordenador do trabalho, destacar os hospitais e falar de melhores hospitais públicos é uma forma de apoiar o sistema público e, com isso, contribuir com o desenvolvimento do SUS. 

“O mais importante não é tanto o ranking, mas o destaque dos melhores hospitais. Ao fazer isso, estamos dando uma pauta positiva para os hospitais públicos que normalmente vivem mais com pautas negativas, considerando as dificuldades que enfrentam”, disse à Agência Brasil. 

A pesquisa avaliou acreditação hospitalar-  processo voluntário de avaliação e certificação dos serviços de saúde – taxas de ocupação e de mortalidade, disponibilidade de leitos de terapia intensiva e tempo médio de permanência dos pacientes internados como critérios principais.

Depois de São Paulo, com 30% dos melhores hospitais públicos brasileiros, Goiás se destaca com 10% do total. Na sequência vêm Pará (7%), Santa Catarina (7%), Pernambuco (6%), Rio de Janeiro (6%), Paraná (5%), Amazonas (3%), Bahia (3%), Distrito Federal (3%), Maranhão (3%), Minas Gerais (3%), Ceará (2%), Distrito Federal (2%), Espírito Santo (2%), Mato Grosso do Sul (2%), Rio Grande do Sul (2%), Tocantins (2%), Piauí (1%), Rio Grande do Norte e Sergipe (1%).

Disparidade

A disparidade em relação a São Paulo ocorre, segundo os realizadores, porque o estado tem mais hospitais públicos que atendem integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), seja em termos proporcionais ou em números absolutos. No estado, 17 das 30 instituições destacadas são estaduais, sendo as demais municipais.

A lista das unidades indicadas considerou serviços hospitalares dos governos federal, estadual ou municipal, com assistência 100% pelo SUS, portanto sem nenhum tipo de atendimento por operadora de saúde, ou que se enquadrasse ou como hospitais gerais, tanto adultos quanto pediátricos, ou como hospitais especializados nas áreas de ortopedia, oncologia, cardiologia e maternidade.

Entre agosto de 2024 e julho de 2025, todos os hospitais públicos tinham mais de 50 leitos e produção registrada no Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do Ministério da Saúde. Hospitais psiquiátricos e de longa permanência não foram incluídos no estudo.

 

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Saiba como manifestar intenção de doar órgãos por meio de cartórios

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Mais de 32 mil brasileiros já utilizaram cartórios de notas para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos, desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024.

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.

Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.

Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.

A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.

Oferta e demanda

Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa. 

São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.

Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.

Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.

Autorização familiar

Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.

Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.

É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão. 

“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.

No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.

 

Fonte: EBC Saúde

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