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Economia

Preservação dos oceanos exige ações colaborativas

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O Barômetro Starfish 2026, relatório anual sobre a saúde dos oceanos publicado na revista científica State of the Planet, indica que a degradação dos ambientes marinhos continua avançando em diversos indicadores ambientais. O estudo, lançado em 2025 durante a terceira Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos, revela que as respostas de governos, instituições e mercados ainda estão abaixo da escala considerada necessária pelos especialistas.

A análise, organizada em cinco dimensões – estado do oceano, pressões humanas, impactos sociais, esforços de proteção e oportunidades para a humanidade – mostra que um quarto dos primeiros mil metros da coluna d’água dos oceanos já está submetido a múltiplas pressões simultâneas, como aquecimento, acidificação, perda de oxigênio e outras alterações associadas às mudanças climáticas.

Vininha F. Carvalho, economista, ambientalista e editora da Revista Ecotour News & Negócios, destaca que o desconhecimento da sociedade reforça a urgência de ampliar a sensibilização e o engajamento das pessoas sobre o oceano. “O desconhecimento da sociedade reforça a urgência de ampliar a sensibilização e o engajamento das pessoas sobre o oceano”, afirmou.

A pesquisa “Oceano sem Mistérios: A relação dos brasileiros com o mar – Evolução de Cenários (2022–2025)”, realizada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza em cooperação com a UNESCO, o Maré de Ciência e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), entrevistou 2 mil pessoas. Os resultados indicam que apenas 30% reconhecem a influência direta de suas atitudes na saúde do oceano, 23% acreditam que o impacto é indireto e 3% não souberam responder.

A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que, até 2030, será considerada a Década do Oceano, período destinado a promover a cooperação internacional voltada à gestão e preservação dos recursos naturais de zonas costeiras.

A High Ambition Coalition, coalizão formada por mais de 50 países, propõe o fim da poluição plástica até 2040, com disposições obrigatórias para restringir plásticos desnecessários, evitáveis ou problemáticos, além de investimentos na economia circular. O papel do Brasil nas negociações ainda não está definido.

Vininha F. Carvalho conclui que a proteção dos oceanos é essencial para garantir a sustentabilidade do planeta, ressaltando a necessidade de medidas concretas diante do aumento alarmante de temperaturas e níveis marítimos.



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Trabalhadores nascidos em setembro e outubro recebem abono salarial

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Os trabalhadores nascidos em setembro e em outubro que ganharam até R$ 2.766 com carteira assinada em 2024 recebem nesta quarta-feira (15) o abono salarial de 2026. Neste quarto lote, serão liberados R$ 5,4 bilhões para 4.339.996 beneficiários.

O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, conforme a quantidade de meses trabalhados em 2024 . O calendário segue de forma escalonada ao longo de 2026, de acordo com o mês de nascimento.

Quem recebe neste lote

Do total de contemplados em maio:

• 3.840.487 são trabalhadores da iniciativa privada, inscritos no Programa de Integração Social (PIS), com pagamento feito pela Caixa Econômica Federal, somando R$ 4,8 bilhões;

• 499.509 são servidores públicos, inscritos no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), pagos pelo Banco do Brasil, com total de cerca de R$ 600 milhões.

Quem tem direito ao Abono Salarial

Tem direito ao benefício o trabalhador que:

• Está inscrito no Pis/Pasep há pelo menos cinco anos;

• Trabalhou com carteira assinada por no mínimo 30 dias em 2024;

• Recebeu remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base;

• Teve os dados corretamente informados pelo empregador no e-Social.

Instituído pela Lei nº 7.998/90, o abono salarial pode chegar até a um salário mínimo, proporcional ao período trabalhado. Os recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com a habilitação feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Como o pagamento é feito

Para trabalhadores da iniciativa privada (PIS)

• A Caixa Econômica Federal realiza o pagamento prioritariamente por:

• Crédito em conta corrente ou poupança da Caixa;

• Depósito em Poupança Social Digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.

Quem não possui conta pode sacar:

• Com Cartão Social e senha em lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes CAIXA Aqui;

• Nas agências, com documento oficial com foto;

• Sem cartão, por meio de biometria cadastrada.

Para servidores públicos (Pasep)

O Banco do Brasil faz o pagamento por:

• Crédito em conta bancária;

• Transferência via TED ou Pix;

• Saque presencial nas agências, para quem não é correntista e não possui chave Pix.

Como consultar

Os trabalhadores podem verificar informações sobre valor, data e habilitação pelos seguintes canais:

• Aplicativo Carteira de Trabalho Digital;

• Portal Gov.br;

• Telefone 158 (Ministério do Trabalho);

• Aplicativos Caixa Tem e Benefícios Sociais Caixa;

• Atendimento Caixa ao Cidadão: 0800-726-0207.

A expectativa é que, em 2026, cerca de 22,2 milhões de trabalhadores recebam o abono salarial.



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