Política
Projeto que reconhece Associação Luverdense de BMX como entidade de Utilidade Pública avança na Câmara Municipal
Política
A Comissão de Títulos e Honrarias da Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde aprovou parecer favorável ao Projeto de Lei nº 29/2026, de autoria do vereador Jackson Lopes, que declara de Utilidade Pública Municipal a Associação Luverdense de BMX Lucas Riders.
A proposta tem como objetivo reconhecer oficialmente os relevantes serviços prestados pela entidade ao município, por meio do desenvolvimento de atividades esportivas, sociais e educacionais voltadas à formação de crianças, adolescentes e adultos.
Fundada em fevereiro de 2022, a Associação Luverdense de BMX Lucas Riders é uma entidade sem fins lucrativos que surgiu a partir da mobilização de pais, atletas e apoiadores da modalidade BMX, com o propósito de fortalecer e ampliar a prática esportiva em Lucas do Rio Verde.
Embora sua formalização seja recente, a história da associação está diretamente ligada à trajetória do BMX no município, iniciada em 1992 com a criação do primeiro Biciclube local pelo pioneiro Eromar de Castro Gomes, conhecido como “Gringo”. Seu legado permanece vivo por meio da Pista Municipal de BMX que leva seu nome e segue sendo referência para atletas e praticantes da modalidade.
Atualmente, a associação atende mais de 80 atletas, desde crianças a partir dos três anos de idade até competidores das categorias master, promovendo inclusão social, formação esportiva e desenvolvimento humano. Em parceria com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, a entidade contribui para consolidar Lucas do Rio Verde como uma das principais referências do BMX em Mato Grosso.
De acordo com a justificativa apresentada pelo vereador Jackson Lopes, a equipe acumula resultados expressivos no cenário estadual, sendo considerada a mais vitoriosa do Estado nos campeonatos estaduais da modalidade realizados desde sua fundação.
Além do destaque em Mato Grosso, os atletas da Lucas Riders também vêm representando o município em competições nacionais e internacionais. Entre os anos de 2022 e 2025, a equipe conquistou 23 troféus em Campeonatos Brasileiros, além de participar de disputas em países como Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Estados Unidos e Dinamarca.
A justificativa do projeto também ressalta que o trabalho desenvolvido pela associação vai além das pistas. A entidade promove ações voltadas à cidadania, saúde, educação e inclusão social, utilizando o esporte como ferramenta de transformação social.
Entre as atividades desenvolvidas estão palestras e ações educativas sobre prevenção às drogas, combate ao alcoolismo, saúde emocional, nutrição esportiva, desenvolvimento infantojuvenil e capacitação técnica, beneficiando atletas, familiares e a comunidade em geral.
Com a aprovação pela Comissão de Títulos e Honrarias, o Projeto de Lei nº 29/2026 segue sua tramitação legislativa e deverá ser apreciado pelas demais comissões competentes antes de ser encaminhado para votação em plenário.
Política
Pedro Taques afirma que denúncia à PGR deu origem à investigação da PF sobre acordo de R$ 308 milhões entre Governo de MT e Oi
Ex-governador diz que representação criminal do seu escritório originou a Operação Heritage. Mauro Mendes nega irregularidades e fala em disputa política
A investigação da Polícia Federal sobre o acordo de aproximadamente *R$ 308 milhões* firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi S.A. voltou ao centro do debate político nesta quinta-feira, (6-8)
Em coletiva de imprensa acompanhada pela equipe do *Espia News*, o pré-candidato ao Senado da República *Pedro Taques*, afirmou que a representação criminal apresentada por seu escritório à Procuradoria-Geral da República (PGR) foi o ponto de partida para a apuração que culminou na deflagração da *Operação Heritage*.
Segundo Taques, a denúncia foi construída a partir da análise de documentos que, na avaliação dele, apontam possíveis irregularidades na celebração do acordo entre o Estado e a operadora de telefonia.
*Como surgiu o caso*
O acordo investigado envolve uma disputa tributária entre o Governo de Mato Grosso e a Oi S.A., encerrada por meio de um acordo administrativo que movimentou cerca de R$ 308 milhões.
Na coletiva, Pedro Taques afirmou que o Estado possuía decisões judiciais favoráveis e que, por isso, não haveria fundamento jurídico para a celebração do acordo da forma como ocorreu. Segundo ele, a legislação estadual que criou a Câmara de Resolução Consensual de Conflitos, a *Consenso-MT*, não autorizaria esse tipo de negociação envolvendo créditos tributários.
O ex-governador também disse que sua equipe identificou movimentações financeiras consideradas suspeitas envolvendo fundos de investimento ligados aos valores pagos no acordo. As informações foram reunidas em uma representação encaminhada à PGR, que posteriormente resultou na abertura das investigações pela Polícia Federal.
*O que disse Pedro Taques*
Durante a coletiva, Taques fez duras críticas ao acordo firmado pelo Governo do Estado e afirmou que:
– *A investigação da PF teve origem* na representação criminal apresentada por seu escritório;
– *O acordo com a Oi foi ilegal*, em sua avaliação;
– *Houve falhas nos critérios* utilizados para definir os valores envolvidos;
– *O fluxo dos recursos públicos precisa ser esclarecido* pelas autoridades responsáveis.
O ex-governador destacou ainda que as medidas cautelares da Operação Heritage foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal após manifestação da Procuradoria-Geral da República.
*O que investiga a Polícia Federal*
A Operação Heritage apura se houve irregularidades na negociação envolvendo recursos públicos destinados ao acordo com a Oi.
Entre os crimes investigados estão: *organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso de informação privilegiada*.
Até o momento, a investigação segue em andamento e não há condenação de qualquer investigado.
*O que diz Mauro Mendes*
*Mauro Mendes nega todas as acusações.*
Em manifestações públicas, o ex-governador afirma que o acordo foi celebrado dentro da legalidade, com respaldo técnico e jurídico, e sustenta que a investigação esclarecerá a regularidade dos atos praticados durante sua gestão. Mendes também atribui as acusações ao ambiente de disputa política.
*Investigação continua*
A Polícia Federal prossegue com a coleta de provas e a análise dos documentos apreendidos durante a Operação Heritage.
A existência da investigação não representa condenação, e todos os investigados têm assegurados os direitos ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.
O *Espia News* continuará acompanhando o andamento do caso e trará novas informações à medida que houver manifestações oficiais das autoridades e das partes envolvidas.
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