Economia
Umidade e a temperatura ameaçam exportação de alimentos
Economia
Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), as exportações do agronegócio brasileiro movimentam US$ 169 bilhões anuais. No entanto, os recordes de produtividade contrastam com um gargalo silencioso e crônico: o desperdício na cadeia logística. Estudos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apontam que cerca de 13% dos alimentos produzidos mundialmente são perdidos entre a colheita e o varejo, sendo as falhas de infraestrutura e o transporte inadequado os principais vilões.
Nas longas rotas do comércio exterior, a manutenção das condições ideais de transporte vai muito além de evitar o perecimento visível. “O agronegócio brasileiro é uma potência no campo, mas a logística internacional exige uma precisão quase laboratorial,” afirma Afonso Moreira, presidente e CEO da AHM Solution. “Não basta apenas produzir com excelência; é preciso garantir que o alimento chegue ao destino final com a mesma integridade com que saiu do campo. É uma questão de reputação de marca e de segurança alimentar global”.
Embora a oscilação térmica (excursão de temperatura) seja o risco mais conhecido, o controle de umidade também define o sucesso de fretes de longa distância. Durante viagens transoceânicas que duram semanas, as embarcações passam por variações climáticas extremas. Esse choque térmico gera o fenômeno conhecido como “chuva de contêiner” ou condensação interna.
Quando a umidade evapora do próprio produto, do palete de madeira ou das embalagens de papelão e encontra as paredes frias do contêiner, ela condensa e goteja sobre a carga. O resultado é devastador: proliferação de mofo e fungos, oxidação de tampas metálicas, amolecimento de caixas de papelão (causando o colapso do empilhamento) e, inevitavelmente, o descarte sanitário nos portos de destino.
Para os exportadores, o controle preventivo dessas variáveis se traduz em retorno financeiro. No setor alimentício, alguns clientes da AHM Solution registram reduções nas taxas de descarte e perdas logísticas logo no primeiro mês após a adoção dos dispositivos, assegurando o controle total da qualidade até o destino.
“O mercado ainda subestima o impacto da umidade, tratando-a como um imprevisto inevitável, quando na verdade ela é um risco previsível e gerenciável. A cadeia do frio precisa evoluir para o conceito de gestão de atmosfera de carga. Temperatura e umidade andam juntas”, pontua Moreira.
Do campo ao exterior
Para blindar as cargas perecíveis (setores alimentício, químico e biotecnológico), o setor de logística de exportação vem adotando tecnologias de monitoramento de precisão que funcionam como “caixas-pretas” do transporte marítimo e rodoviário. A AHM Solution oferece dispositivos de baixo custo e fácil utilização. “Nossa missão é democratizar a segurança logística. Qualquer operador, em qualquer etapa da cadeia, consegue implementar e interpretar nossos indicadores sem barreiras técnicas”, diz Moreira.
O executivo cita algumas soluções para o controle de perdas, que fazem parte do portfólio da empresa:
- Monitoramento de Excursão Térmica: Dispositivos químicos e digitais inovadores, como o WarmMark, WarmMark Duo, WarmMark Long Run, e o Cold Chain Complete, registram com exatidão se a carga foi exposta a temperaturas acima do limite permitido e por quanto tempo.
- Proteção contra Congelamento: Ferramentas como o ColdMark e o FreezeSafe garantem que alimentos sensíveis ao frio extremo não sofram queima por congelamento imprevisto.
- Tecnologia para Proteína e Frutos do Mar: O Indicador de Temperatura para Frutos do Mar ShockWatch oferece uma resposta visual direta para um dos segmentos mais rigorosos do comércio exterior.
- Rastreabilidade Digital Contínua: Equipamentos como o MaxiLog Alert e o TempU fornecem relatórios detalhados de dados, cruciais para auditorias e conformidade com normas internacionais.
Novas soluções para umidade
A AHM Solution está ampliando seu portfólio com soluções de umidade desenvolvidas especificamente para as demandas severas do agronegócio e de alimentos perecíveis. A nova linha atua no monitoramento e controle preventivo da atmosfera interna das embalagens e contêineres, integrando o diagnóstico visual — como os cartões indicadores de umidade que mudam de cor para apontar níveis críticos de saturação — a novas tecnologias de barreira e absorção para conter a condensação antes que ela danifique a carga.
“Garantir a temperatura é apenas metade do trabalho. Nosso foco é entregar previsibilidade total aos exportadores. O futuro da logística de alimentos pertence a quem domina os dados de ponta a ponta da cadeia,” conclui Moreira.
Sobre a AHM Solution
A AHM Solution é uma empresa de soluções tecnológicas para proteção de cargas e pessoas na cadeia logística, incluindo monitoramento de impacto, temperatura e umidade. A companhia auxilia indústrias de grande porte e operadores logísticos a garantirem a integridade de seus produtos, otimizando processos e eliminando o risco de avarias do armazenamento ao transporte internacional.
Mais informações disponíveis em: https://www.ahmsolution.com.br/
Economia
Brasil cria 121,3 mil postos de trabalho em setembro, aponta Caged
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quarta-feira (4), apontam que 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em setembro. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
O saldo é 24,7% maior em relação a agosto, quando o país criou 161 mil empregos.
A criação de empregos caiu 43,5% em comparação a setembro do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 214,6 mil postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de setembro desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.
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Acumulado
De janeiro a setembro, o Caged registrou queda de 27,9% no acumulado de vagas formais:
- 1.248.914 (nove meses de 2026);
- 1.731.398 (nove meses de 2025).
Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.
Setores
Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. Só a agropecuária demitiu mais do que contratou.
- Serviços: 81.241 postos;
- Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 19.285;
- Comércio: 15.697;
- Construção civil: 9.468;
- Agropecuária: -4.381.
Tradicionalmente, o mês de setembro é fraco para a agropecuária, por causa do início do plantio. No entanto, representa alta na atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal.
Destaques
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de atividades administrativas e serviços complementares, com a abertura de 18,3 mil postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 15,4 mil vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 13,2 mil postos.
Na indústria, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para fabricação de produtos alimentícios (17 mil), fabricação de veículos automotores (2,1 mil) e coleta, tratamento, disposição de resíduos e recuperação de materiais (1,48 mil).
No comércio, o maior gerador de empregos foi o comércio varejista (9,43 mil), seguido por comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas (3,87 mil.
Na construção, os destaques foram obras de infraestrutura (4,66 mil) e serviços especializados para construção (3,9 mil).
Regiões e estados
Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em setembro.
Veja abaixo o desempenho de cada região:
- Nordeste: 49.142 postos;
- Sudeste: 39.404;
- Norte: 14.748;
- Sul: 9.949;
- Centro-Oeste: 7.894.
Na divisão por unidades da Federação, 26 registraram saldo positivo. Apenas o Rio Grande do Sul demitiu 2, 9 mil a mais do que contratou. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (19,3 mil), Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil).
As unidades da Federação com o menor saldo de abertura de empregos formais em setembro foram Acre (235), Goías (307) e Maranhão (654).
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Rio Grande do Sul, as demissões decorrem do fim da safra de fumo e da retração no comércio varejista.
Salário médio
O salário médio real de admissão em setembro totalizou R$ 2.429,41. Isso representa:
- redução de R$ 1,10 (-0,05%) em relação a agosto (R$ 2.430,51);
- aumento de R$ 44,90 (1,88%) em relação a setembro de 2025 (R$ 2.384,51).
Carteira assinada
Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou setembro em 48,35 milhões, alta de 0,25% em relação a agosto e de 1,65% em relação ao mesmo mês do ano passado.
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