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Primavera do Leste entra para a história com a inauguração do primeiro terminal ferroviário da região

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Primavera do Leste vive mais um capítulo histórico em sua trajetória de desenvolvimento. Neste sábado (20), será inaugurado o primeiro terminal ferroviário da região, um empreendimento que representa um dos maiores avanços logísticos de Mato Grosso nas últimas décadas e reforça o protagonismo do município no cenário econômico estadual e nacional.


Instalado às margens da BR-070, entre os municípios de Primavera do Leste, Campo Verde e Dom Aquino, o novo terminal foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, ampliando significativamente a capacidade de escoamento da produção agrícola mato-grossense e reduzindo custos logísticos para produtores e empresas.


Construído em uma área de aproximadamente 200 hectares, o complexo conta com cinco tombadores, capacidade para descarregar até 35 caminhões por hora e sistema de carregamento ferroviário de até 16 vagões por hora. A estrutura também dispõe de quatro balanças rodoviárias, capacidade de armazenagem estática de 42 mil toneladas, estacionamento para até 250 caminhões e edificações de apoio destinadas aos motoristas.


Além dos impactos na logística e na competitividade do agronegócio, o empreendimento também contribui diretamente para a geração de emprego e renda. Durante o pico das obras, mais de 800 trabalhadores foram mobilizados entre empregos diretos e indiretos. Com o início das operações, a expectativa é de que cerca de 200 postos de trabalho permanentes sejam mantidos.


A chegada do terminal ferroviário representa um divisor de águas para Primavera do Leste, consolidando o município como um dos principais corredores logísticos do Centro-Oeste e fortalecendo sua posição estratégica para atração de novos investimentos, expansão industrial e desenvolvimento econômico sustentável.


A inauguração reúne autoridades estaduais, municipais, representantes do setor produtivo e lideranças empresariais, marcando o início de uma nova fase para a infraestrutura de transporte e para o crescimento econômico da região.

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Instalação de Núcleo do INPA em Sinop poderá fortalecer pesquisa e inovação

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Durante o VIII Simpósio da Amazônia Meridional em Ciências Ambientais (SIMAMCA) – realizado em Sinop entre os dias 10 e 13 de junho – ocorreram discussões acerca da possível instalação de um Núcleo de Apoio do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) no município. A iniciativa, ainda em fase de diálogo e planejamento, representa uma oportunidade para ampliar a presença da ciência e da inovação no norte de Mato Grosso.

A proposta foi comentada pelo diretor do INPA, Henrique Pereira, que destacou o papel estratégico de Sinop para o desenvolvimento de pesquisas na Amazônia Meridional. Segundo ele, o município já participa de programas nacionais coordenados pelo Instituto e reúne condições favoráveis para receber uma estrutura permanente de apoio às atividades científicas.

“Nós já estamos em Sinop através de vários programas nacionais que o INPA coordena, como o Programa de Pesquisas em Biodiversidade. Também estamos discutindo a retomada de Sinop no mapa do Programa LBA [Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia], que trabalha com monitoramento climático por meio de torres micrometeorológicas. Estamos dialogando com a UFMT, com a Prefeitura, com instituições estaduais e federais para fortalecer o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação nesta região do sul da Amazônia”, explicou.

De acordo com o diretor, o Núcleo de Apoio funcionaria como uma base de suporte aos projetos e programas científicos desenvolvidos pelo INPA, contando com equipe própria, além da atuação integrada à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e aos programas de pós-graduação existentes no município.

Henrique ainda lembrou que o INPA já conta com Núcleos de Apoio como esse em outras localidades do Brasil: Boa Vista (RR), Santarém (PA), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC). “E nós queremos que Sinop também seja um dos locais onde isso seja uma realidade concreta. Estamos nos preparando para criar o Núcleo do Amapá e, na próxima etapa, assim esperamos, que seja aqui em Mato Grosso”, informou.

Mais oportunidades para a região

Além de fortalecer a produção científica local, a implantação de um Núcleo de Apoio do INPA em Sinop pode ampliar a formação de profissionais especializados, atrair investimentos para pesquisas e contribuir para o desenvolvimento de estudos voltados à biodiversidade, ao clima e ao uso sustentável dos recursos naturais da Amazônia.

Outro benefício apontado pelo Instituto é a possibilidade de ampliar o monitoramento ambiental e climático na região, fortalecendo a geração de dados científicos que auxiliam na tomada de decisões e na elaboração de políticas públicas.

Henrique ressaltou a receptividade encontrada durante as discussões realizadas em Sinop. “É um processo complexo, que envolve mudança estrutural na organização do INPA, envolve investimentos, mas ter uma definição política é fundamental. Eu vim aqui para ouvir, para dialogar e eu posso lhe garantir que o que eu percebi e recebi aqui foi total apoio. Nós conversamos com secretários municipais, com representantes de secretarias estaduais, com a reitora da UFMT e daqui eu recebi apoio. Isso nos dá a certeza de que seremos bem-vindos e que, daqui, surge realmente uma perspectiva de cooperações que certamente serão muito frutíferas”, concluiu.

A secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Rúbia Naves, destacou que a Prefeitura vê a proposta como uma oportunidade para ampliar o desenvolvimento regional. “Sinop tem se consolidado como um importante polo de desenvolvimento. Já somos referência educacional. Iniciativas como essa contribuem para ampliar conhecimentos e pesquisas científicas, que irão agregar no desenvolvimento da nossa cidade e região”, afirmou.

A instalação do Núcleo de Apoio em Sinop, quando concretizada, propiciará que Mato Grosso – pertencente à Amazônia Legal – conte com uma estrutura permanente de apoio do INPA, ampliando sua presença na região e fortalecendo as pesquisas científicas e o desenvolvimento regional.

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