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Primavera do Leste entra para a história com a inauguração do primeiro terminal ferroviário da região

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Primavera do Leste vive mais um capítulo histórico em sua trajetória de desenvolvimento. Neste sábado (20), será inaugurado o primeiro terminal ferroviário da região, um empreendimento que representa um dos maiores avanços logísticos de Mato Grosso nas últimas décadas e reforça o protagonismo do município no cenário econômico estadual e nacional.


Instalado às margens da BR-070, entre os municípios de Primavera do Leste, Campo Verde e Dom Aquino, o novo terminal foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, ampliando significativamente a capacidade de escoamento da produção agrícola mato-grossense e reduzindo custos logísticos para produtores e empresas.


Construído em uma área de aproximadamente 200 hectares, o complexo conta com cinco tombadores, capacidade para descarregar até 35 caminhões por hora e sistema de carregamento ferroviário de até 16 vagões por hora. A estrutura também dispõe de quatro balanças rodoviárias, capacidade de armazenagem estática de 42 mil toneladas, estacionamento para até 250 caminhões e edificações de apoio destinadas aos motoristas.


Além dos impactos na logística e na competitividade do agronegócio, o empreendimento também contribui diretamente para a geração de emprego e renda. Durante o pico das obras, mais de 800 trabalhadores foram mobilizados entre empregos diretos e indiretos. Com o início das operações, a expectativa é de que cerca de 200 postos de trabalho permanentes sejam mantidos.


A chegada do terminal ferroviário representa um divisor de águas para Primavera do Leste, consolidando o município como um dos principais corredores logísticos do Centro-Oeste e fortalecendo sua posição estratégica para atração de novos investimentos, expansão industrial e desenvolvimento econômico sustentável.


A inauguração reúne autoridades estaduais, municipais, representantes do setor produtivo e lideranças empresariais, marcando o início de uma nova fase para a infraestrutura de transporte e para o crescimento econômico da região.

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Mato Grosso registra 26 feminicídios em 2026 e junho bate recorde de assassinatos de mulheres

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Maior parte dos crimes foi cometida por maridos que usaram faca como arma.

Dados do Observatório Caliandra revelam que Cuiabá e Várzea Grande lideram ranking de mortes e crimes já deixaram 32 crianças órfãs no estado

Por: VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT

Mato Grosso já contabiliza 26 casos de feminicídios confirmados em 2026. Os dados são do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado (MPMT), e apontam junho como o mês com o maior número de registros desse tipo de crime.

Cuiabá e Várzea Grande ainda lideram o ranking das cidades com mais vítimas de feminicídio. Cada uma registrou, até agora, três ocorrências. Também aparecem na lista Vila Bela da Santíssima Trindade e Tangará da Serra, com dois casos cada.

Já Tapurah, Sinop, São José do Xingu, Rondonópolis, Poxoréu, Porto dos Gaúchos, Nova Maringá, Nova Bandeirantes, Lucas do Rio Verde, Itaúba, Guarantã do Norte, Chapada dos Guimarães, Brasnorte e Castanheira registraram um caso cada.

Um dos últimos casos noticiados pelo  foi a morte da professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, que teve o corpo encontrado na segunda-feira, 29 de junho, em um assentamento na cidade de Castanheira (a 787 km de Cuiabá). Segundo o registro, vizinhos sentiram falta da vítima, que havia saído para os fundos de sua propriedade rural e não retornou.

Durante as buscas, ela foi encontrada dentro de uma represa. Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, foi preso pelo assassinato da mulher, que era sua namorada. Segundo a polícia, o suspeito teria estrangulado e quebrado o pescoço da vítima antes de jogar o corpo em uma represa. O Caliandra incluiu o assassinato dela no banco de dados do estado neste mês de julho.

Nesta semana, também foi confirmada a investigação por feminicídio da morte de Olga Beatriz, de 12 anos, que teria sido asfixiada pelo próprio pai. O inquérito foi concluído e a Polícia Civil indiciou o agressor, morador de Várzea Grande, que está preso preventivamente. O processo está em tramitação. O caso ainda não foi contabilizado nos dados do MPMT.

Ainda conforme o levantamento, facas e objetos semelhantes foram os itens mais utilizados nos crimes. Asfixia e estrangulamento aparecem empatados em segundo lugar. Armas de fogo ocupam a terceira posição, seguidas por atropelamento e espancamento.

Do total de casos, sete mulheres perderam a vida dentro da própria residência. O item “residência” ainda aparece em 13 ocorrências, podendo se referir à casa do criminoso ou a qualquer outro imóvel de familiares ou conhecidos. Quatro mortes ocorreram em ruas e avenidas das cidades.

Desprezo e discriminação pelo fato de serem mulheres, além do sentimento de posse, aparecem como as principais motivações apontadas para os crimes, praticados, em sua maioria, por ex-maridos ou ex-namorados.

Das 26 vítimas, apenas duas tinham medida protetiva ativa e oito haviam registrado boletim de ocorrência contra o agressor antes da morte. Mulheres pardas e com ensino médio completo lideram o perfil das vítimas em Mato Grosso.

Ainda conforme o Observatório Caliandra, 32 crianças ficaram órfãs em decorrência dos feminicídios registrados em 2026.

Denuncie

A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou situações de risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser registrado de forma online, por meio da Delegacia Digital.

Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.

O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes de feminicídio pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelece a Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.

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