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A 56ª Expocáceres acontece de 24 a 27 de setembro no Parque de Exposições

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Cáceres e Região45 segundos ago

A 56ª Expocáceres acontece de 24 a 27 de setembro no Parque de Exposições
A  56ª Expocáceres acontece de  24 a 27 de setembro, no Parque de Exposições em Cáceres, conforme anunciou ontem a Ditado Produções, empresa organizadora do evento….

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Por Assessoria

O pré-candidato Wellington Fagundes deu mais um passo para colocar a ligação ferroviária entre Cuiabá e Cáceres no centro do planejamento logístico nacional. Em reunião na Diretoria Ferroviária do DNIT, foram apresentados documentos técnicos, nota informativa e mapas que mostram a necessidade de incluir a região oeste de Mato Grosso na malha ferroviária brasileira.

A iniciativa começou ainda em novembro de 2025, quando Wellington solicitou à Consultoria Legislativa do Senado Federal um estudo preliminar sobre a possibilidade de estender a ferrovia de Cuiabá até a região de Cáceres. A nota técnica produzida pela consultoria apontou a relevância da proposta e indicou a necessidade de aprofundar os estudos. Agora, com a abertura do processo administrativo no DNIT, o projeto entra em uma segunda etapa, voltada ao andamento técnico e institucional da proposta.

Os mapas analisados indicam que Mato Grosso será atendido por importantes corredores ferroviários, como a Ferronorte, a FICO e outros projetos voltados ao Norte e ao Médio-Norte do Estado. No entanto, a região de Cáceres ainda aparece fora do planejamento ferroviário estruturado, mesmo tendo papel estratégico para a integração com a Hidrovia Paraguai-Paraná e com a Zona de Processamento de Exportação de Cáceres.

Para Wellington, os mapas deixam claro que há uma lacuna logística no Estado. Enquanto outras regiões avançam com projetos ferroviários e rodoviários, o eixo Cuiabá-Cáceres permanece sem uma solução definitiva de transporte ferroviário. Segundo o senador, essa ausência compromete o desenvolvimento regional e limita o potencial de escoamento da produção mato-grossense.

Durante a reunião, foi aberto um processo administrativo no DNIT para iniciar os estudos sobre a viabilidade da ferrovia. A documentação entregue inclui a nota informativa elaborada pela Consultoria Legislativa do Senado Federal, mapas da malha ferroviária nacional e levantamentos preliminares sobre a importância do corredor Cuiabá-Cáceres.

O objetivo inicial é estruturar um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental, o EVTEA. Esse estudo deverá apontar possíveis traçados, estimar custos, avaliar o potencial de cargas, identificar restrições ambientais e indicar o melhor modelo para tirar o projeto do papel. A ferrovia poderá avançar futuramente por diferentes caminhos, como obra pública, concessão, parceria com o Governo do Estado ou autorização ao setor privado.

Wellington destacou que a ferrovia Cuiabá-Cáceres não deve ser tratada como um ramal, mas como parte de um corredor estratégico para Mato Grosso. A ligação permitiria integrar a capital ao oeste do Estado, fortalecer Cáceres como polo logístico e ampliar a conexão com a hidrovia, que historicamente teve papel fundamental na formação econômica da região.

Os mapas também mostram a importância da multimodalidade. A proposta não se limita à construção de trilhos, mas busca integrar ferrovia, rodovia e hidrovia em um sistema mais eficiente de transporte. Para o senador, esse é o caminho para reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade da produção mato-grossense e garantir desenvolvimento para regiões que ainda não foram plenamente atendidas pela infraestrutura nacional.

A reunião também ocorreu em um momento simbólico: os 50 anos da lei que criou a Ferronorte. Para Wellington, comemorar essa data é reconhecer os avanços, mas também lembrar que o projeto original ainda não foi completamente cumprido. A chegada da ferrovia a Cuiabá e sua possível extensão até Cáceres fazem parte dessa luta histórica.

“Mato Grosso produz em escala mundial, mas ainda tem uma malha ferroviária pequena diante da sua força econômica. Os mapas mostram que precisamos olhar para todo o Estado, especialmente para regiões que ainda ficaram fora dos grandes corredores de transporte. Cáceres precisa estar nesse planejamento”, defendeu Wellington.

Com a abertura do processo no DNIT, a proposta entra agora em uma nova fase técnica. A partir dos estudos, será possível definir os próximos passos, buscar recursos no orçamento e avaliar qual modelo de execução poderá viabilizar a ferrovia.

Para Wellington Fagundes, o mais importante neste momento é transformar a demanda em planejamento oficial. “Estamos dando o segundo passo para que o eixo Cuiabá-Cáceres avance com base técnica, segurança institucional e visão de futuro para Mato Grosso”, afirmou.

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