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Reforma tributária cria incentivo fiscal para contratos PJ

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Lei Complementar nº 214, de 16 de janeiro de 2025, que regulamentou a reforma tributária sobre o consumo no Brasil, instituiu o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) em substituição gradual ao PIS, Cofins, ICMS e ISS. O novo modelo opera sob o princípio da não cumulatividade: empresas que tomam serviços de prestadores pessoa jurídica (PJ) com nota fiscal regularmente emitida poderão utilizar os tributos pagos como crédito, reduzindo o valor a recolher em suas operações.

Para empresas que contratam prestadores PJ em escala, a mudança representa um incentivo fiscal que depende diretamente da qualidade da documentação. Segundo a regulamentação detalhada no Portal da Reforma Tributária, o artigo 348 da LC nº 214/2025 estabelece que 2026 funciona como período de adaptação: IBS e CBS já devem ser registrados nos documentos fiscais, mas os contribuintes ficam dispensados do recolhimento efetivo. Após esse período de adaptação, o recolhimento passa a ser obrigatório e os créditos terão efeito financeiro direto.

A reforma também alterou a dinâmica para prestadores PJ enquadrados no Simples Nacional. Conforme previsto na LC nº 214/2025, empresas optantes pelo Simples podem aderir ao regime híbrido, recolhendo IBS e CBS por fora do Documento de Arrecadação do Simples (DAS). Nessa modalidade, a nota fiscal emitida pelo prestador PJ passa a gerar crédito para a empresa contratante. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indicam que 5,5 milhões de profissionais saíram diretamente do regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para contratos PJ entre 2022 e 2025. A escala dessa migração amplia tanto o volume de notas fiscais que as empresas contratantes precisam processar quanto o potencial de créditos a serem aproveitados — desde que a Folha PJ esteja documentada.

A tomada de crédito sobre serviços de prestadores PJ exige que a empresa contratante mantenha três elementos documentais em ordem, conforme previsto na legislação: nota fiscal de serviço eletrônica (NFS-e) emitida pelo prestador com dados corretos, Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) do prestador ativo e regular, e pagamento vinculado à nota fiscal correspondente. Se qualquer desses elementos estiver ausente ou inconsistente, o crédito não pode ser aproveitado.

Fábio Rodrigues, especialista em gestão operacional de prestadores PJ com 22 anos de experiência em consultoria e fundador da Managefy, plataforma de gestão de prestadores PJ para empresas, identificou um padrão que pode dificultar o aproveitamento desses créditos. Em levantamento conduzido com 68 empresas contratantes entre 2024 e 2025, 100% relataram que o pagamento a prestadores PJ não é vinculado sistematicamente à nota fiscal em algum momento do ciclo mensal. “A empresa que não vincula pagamento à nota fiscal perde o direito ao crédito. A Folha PJ estruturada resolve isso como parte do processo”, afirma Rodrigues.

O conceito de Folha PJ, que descreve o ciclo completo de recebimento de nota fiscal, validação de dados, aprovação e pagamento rastreável, ganha uma nova dimensão com a reforma tributária, segundo Rodrigues. Empresas que processam a Folha PJ de forma estruturada geram automaticamente a trilha documental que a legislação exige para a tomada de créditos. Empresas que processam pagamentos via planilha, e-mail ou transferências bancárias sem referência à nota fiscal não conseguem comprovar o vínculo entre serviço tomado e tributo recolhido.

A transição regulatória em curso no Brasil — que inclui tanto a reforma tributária quanto a definição de critérios para contratos PJ pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Tema 1389 — reforça a necessidade de documentação fiscal estruturada por parte das empresas contratantes. O período de adaptação previsto na LC nº 214/2025 para 2026 oferece uma janela para estruturar a Folha PJ antes de o crédito tributário entrar em vigor. Plataformas dedicadas ao ciclo PJ já operam com fluxos que vinculam nota fiscal, validação de dados e pagamento de forma rastreável. Empresas com compliance PJ estruturado se posicionam para aproveitar créditos tributários e atender aos critérios documentais que os tribunais avaliam. Segundo o levantamento da Managefy, a maioria das empresas analisadas ainda não dispõe desse processo. A Folha PJ estruturada deixa de ser apenas questão operacional e se torna requisito fiscal.

Website: https://managefy.com.br/pagamento-pj/



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Assessoria de imprensa fortalece reputação na era da IA

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O comportamento de busca está mudando. Se antes consumidores recorriam exclusivamente aos mecanismos tradicionais de pesquisa, hoje as ferramentas de inteligência artificial como ChatGPT, Gemini e Copilot estão se consolidando como novos ambientes de descoberta de marcas, serviços e instituições. Pesquisa da McKinsey revela que 44% dos usuários de buscas baseadas em IA já consideram essas plataformas sua principal fonte de informação, à frente dos mecanismos de busca tradicionais e até dos próprios sites das marcas.

A relevância da assessoria de imprensa ganha uma nova dimensão com o avanço das plataformas de inteligência artificial. Segundo pesquisa da Muck Rack sobre as fontes utilizadas por plataformas de inteligência artificial, mais de 84% dos conteúdos citados pelos sistemas analisados são provenientes de mídia espontânea (earned media), reforçando a importância da presença em veículos independentes e fontes confiáveis.

A presença em veículos jornalísticos segue sendo um dos principais fatores de construção de credibilidade e validação pública, elementos que influenciam a percepção de valor das marcas. “Estamos em uma fase em que não basta apenas estar presente nas redes sociais. A reputação passa a ser construída a partir de múltiplos sinais de credibilidade, incluindo reportagens, entrevistas, artigos especializados e outras fontes consideradas confiáveis pelo mercado”, afirma Adriana Fernandes, sócia-fundadora da Trópico Comunicação.

O que muda para as marcas

Para as empresas, a mudança representa uma ampliação do conceito de reputação digital. Se antes o foco estava em SEO, redes sociais e presença nos mecanismos de busca tradicionais, agora passa a ser fundamental construir autoridade em fontes externas capazes de validar a marca perante diferentes públicos e perante os novos ambientes de inteligência artificial.

“A lógica continua sendo a mesma: quem é reconhecido como fonte confiável tende a ganhar mais relevância. O que muda é que agora essa percepção não influencia apenas pessoas, mas também sistemas que organizam e apresentam informações aos usuários”, explica Adriana Fernandes.

A mídia espontânea ganha um papel ainda mais estratégico. Reportagens, entrevistas, artigos de opinião e participações em veículos especializados ajudam a construir sinais de autoridade que fortalecem a reputação institucional. Diferentemente dos conteúdos produzidos pelas próprias empresas, as menções em veículos independentes carregam um elemento adicional de validação, já que passam pelo olhar editorial de jornalistas e especialistas.

A construção de reputação passa a ser um dos principais ativos competitivos da era da inteligência artificial. “Estamos entrando em um cenário em que a autoridade não será medida apenas pela presença digital de uma marca, mas também pela qualidade das fontes que falam sobre ela. A assessoria de imprensa passa a ocupar um papel ainda mais estratégico nesse processo”, conclui Fernando Oller, sócio-diretor da Trópico Comunicação.



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