Mato Grosso
Polícia Militar prende três pessoas com drogas e arma de fogo em Água Boa
Mato Grosso
Policiais militares do 16º Batalhão prenderam dois homens e uma mulher pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma, em ações registradas na noite deste sábado (7.2), no município de Água Boa. Nas ocorrências, foram apreendidas porções de diversas drogas e uma pistola.
Na primeira ocorrência atendida, a equipe do 16º BPM recebeu denúncias sobre um local com grande movimentação de usuários de drogas que poderia ser um ponto de venda de entorpecentes. Os policiais foram ao endereço e encontraram três suspeitos na frente da casa, que fugiram ao ver a aproximação da PM.
Os militares seguiram os suspeitos e conseguiram deter dois homens. Com eles, foi apreendida uma bolsa de viagem que estava com 25 porções de maconha, oito porções de cocaína e comprimidos de ecstasy, além de balanças de precisão e materiais utilizados no tráfico de entorpecentes. A dupla recebeu voz de prisão e foi conduzida à delegacia da cidade.
Já na segunda ocorrência, uma outra equipe do batalhão realizava patrulhamento na rodovia MT-240 quando se deparou com uma caminhonete que reduziu a velocidade ao se aproximar do bloqueio policial. Diante da suspeita, os policiais foram até o veículo e fizeram abordagem.
A caminhonete estava sendo conduzida por uma mulher, que revelou que levava dentro do carro uma arma de fogo sem registro. Os militares fizeram uma vistoria no carro e localizaram uma pistola de calibre .380 carregada com 17 munições.
A suspeita recebeu voz de prisão da PM e foi conduzida para a delegacia de Água Boa para registro da ocorrência e demais providências.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Rotina escolar revela desafios e aprendizados na inclusão de alunos com autismo
“Cada dia é um novo cenário. Há momentos de tranquilidade, mas também situações difíceis, com comportamentos que exigem preparo e sensibilidade. A gente precisa estar pronta o tempo todo.” A avaliação é da coordenadora Cícera Maria dos Santos, de 46 anos, que participou, na tarde de quinta-feira (16), do projeto “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), e compartilhou a realidade vivida na gestão da Escola Municipal Esmeralda de Campos Fontes, no bairro Ribeirão da Ponte, em Cuiabá, com cerca de 300 alunos.
Durante os debates promovidos na Igreja Lagoinha, a coordenadora avalia que muito mais do que números podem traduzir, a rotina é marcada pela diversidade de comportamentos, especialmente entre alunos com transtornos globais de desenvolvimento.
“A escola busca oferecer suporte contínuo, com apoio da equipe pedagógica e diálogo constante com as famílias. Cada aluno tem sua particularidade, e isso exige um olhar atento todos os dias”, destaca, pontuando que o evento trouxe um olhar diferenciado sobre o caso de um aluno de oito anos. “Ele é não verbal e muitas vezes age com violência, mas aqui, me questionei sobre o que essa criança gosta? Uma reflexão que faço após as palestras”.
Nesse contexto, o envolvimento familiar é considerado essencial. Muitas vezes, a unidade precisa convocar responsáveis para orientações e alinhamentos, principalmente quando ainda não há laudos formais. “Incentivamos a busca por acompanhamento especializado. A escola não consegue sozinha. É um trabalho conjunto entre escola, família e comunidade”, reforça.
A necessidade de qualificação constante também é destacada por profissionais da educação. Para a Cuidadora de Aluno com Deficiência (CAD) Laura Cristina Dias da Mata, de 47 anos, que atua há cinco anos na rede, ainda há um longo caminho a percorrer. “Compreender os alunos é uma bagagem muito importante, mas ainda falta conhecimento. Não só na minha escola, mas em todas. Precisamos ampliar essa formação dentro das unidades”, afirma, reforçando a necessidade de processos formativos, como o TJMT Inclusivo.
Já Déborah Rodrigues da Silva, de 22 anos, que iniciou como CAD em 2025, avalia que o aprendizado adquirido nas capacitações tende a impactar diretamente o cotidiano. “Na capital já existe um acompanhamento maior, e isso ajuda. Acredito que esse conhecimento vai fazer diferença no dia a dia com as crianças”, pontua.
O TJMT Inclusivo reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso com a acessibilidade e o respeito à neurodiversidade. A iniciativa segue diretrizes da Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O evento é coordenado pela Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Escola dos Servidores, Prefeitura de Cuiabá e Igreja Lagoinha, reunindo educadores, gestores e instituições em torno do fortalecimento de uma educação mais inclusiva.
Confira também:
Autor: Patrícia Neves
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
Email: [email protected]
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