USO METANOL
Projeto de Dr. João é aprovado na ALMT e fortalece fiscalização contra bebidas adulteradas
Mato Grosso
Para o deputado Dr. João, os episódios recentes reforçam a urgência de uma legislação mais rigorosa, clara e eficaz para proteger a saúde da população.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou, em segunda votação, durante a sessão plenária desta quarta-feira (22), o Substitutivo Integral ao Projeto de Lei nº 1553/2025, de autoria do deputado estadual Dr. João (MDB), que fortalece a prevenção, a fiscalização e a repressão à adulteração, falsificação e comercialização irregular de bebidas alcoólicas no estado.
A aprovação ocorre em um momento crítico, marcado por novos casos graves e mortes causadas por intoxicação por metanol em Mato Grosso.
Para o deputado Dr. João, os episódios recentes reforçam a urgência de uma legislação mais rigorosa, clara e eficaz para proteger a saúde da população. Segundo ele, a proposta foi construída com base em diálogo técnico com entidades representativas do setor produtivo, como a Federação das Indústrias de Mato Grosso e a Fecomércio, o que permitiu aprimorar o texto e garantir segurança jurídica.
O Substitutivo Integral define com mais precisão os conceitos de bebida adulterada, falsificada ou de procedência duvidosa e estabelece responsabilidades distintas para fabricantes, distribuidores, transportadores e comerciantes. A diferenciação evita punições indevidas e dá mais objetividade às ações de fiscalização.
O projeto também cria o Plano Estadual de Vigilância de Bebidas, prevendo atuação integrada entre Vigilância Sanitária, Procon, Secretaria de Fazenda e forças de segurança. Estão previstas fiscalizações conjuntas, coleta de amostras para análises laboratoriais, rastreabilidade por cruzamento de dados, campanhas educativas permanentes e a criação de um canal estadual de denúncias com garantia de sigilo.
As penalidades foram reorganizadas e endurecidas, com multas que variam conforme a gravidade da infração. Para infrações leves, os valores vão de R$ 12 mil a R$ 500 mil. Para infrações graves, de R$ 500 mil a R$ 5 milhões. Já para infrações gravíssimas, as multas podem chegar a R$ 50 milhões. Em situações de risco iminente à saúde pública, o texto autoriza medidas cautelares imediatas, como apreensão de lotes suspeitos, interdição temporária de estabelecimentos e comunicação ao Ministério Público.
A proposta ainda determina a criação de um portal digital com dados atualizados sobre fiscalizações, apreensões, materiais informativos e alertas regionais. Para o parlamentar, a transparência é fundamental para orientar consumidores e proteger comerciantes que atuam dentro da legalidade.
“O que estamos vendo com os casos de metanol não é apenas um crime econômico, é uma ameaça direta à vida das pessoas. Esse projeto reforça a prevenção, fortalece a fiscalização e cria uma legislação moderna, firme e justa para Mato Grosso”, afirmou Dr. João.
“É muito importante a celeridade deste processo na nossa Casa de Leis, principalmente pelo fato de que no fim de ano o consumo de bebidas alcoólicas deste tipo aumenta, o que pode acarretar em novos casos graves em caso de intoxicação por produtos adulterados”, destacou.
De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas de intoxicação por metanol podem surgir entre 12 e 24 horas após o consumo e se assemelham a uma ressaca comum, incluindo dor abdominal, alteração da visão, náusea e confusão mental. Diante desses sinais, a orientação é procurar atendimento médico imediato e informar o consumo de bebida alcoólica.
Com a aprovação em segunda votação, o projeto segue agora para sanção do governo.
Mato Grosso
Rodoviários do Rio participam de audiência de conciliação
Rodoviários e patrões de empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro participam nesta quarta-feira (15), às 11 h, de mais uma audiência de conciliação na sede do Tribunal Regional do Trabalho a 1ª Região (TRT-RJ) para chegar a um acordo sobre o reajuste da categoria.
A data-base dos rodoviários é 1º de julho. Para a campanha salarial em andamento, o Sindicato dos Rodoviários do Rio e o patronal Rio Ônibus já fizeram três rodadas de negociação no TRT-RJ, sem chegar a um acordo.
Durante as negociações mediadas pela Justiça do Trabalho, a categoria flexibilizou a reivindicação de reajuste salarial de 17% para 12% (dividido em parcelas), mas as empresas ofereceram 4,5%. Antes, o Rio Ônibus havia ofertado 4,39%.
O desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic), pediu que os patrões aumentem a oferta de reajuste para 5%, o mesmo valor pago as categorias de rodoviários das cidades de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Paralisação
No dia 27 de junho, o Sindicato dos Rodoviários ajuizou o dissídio coletivo de greve e de natureza econômica. Na mesma data, o TRT-RJ, considerou a greve legal e concedeu liminar autorizando o início da paralisação. Determinou a manutenção de, no mínimo, 50% da frota operacional em cada linha e itinerário, sob pena de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento da medida.
Dois dias depois, no dia 29 de junho, os rodoviários do município do Rio de Janeiro iniciaram a paralisação. No dia 2 de julho, suspenderam o movimento, a pedido do TRT-RJ, mantendo o estado de greve, para que o sindicato patronal aumentasse a proposta de reajuste, mas não houve acordo.
Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial, valorização dos pisos remuneratórios, ampliação do auxílio-alimentação para R$ 1 mil e o pagamento do intervalo para refeição como hora extraordinária.
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