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Mato Grosso

Magistrados retomam atividades do Doutorado em Direito voltado ao aperfeiçoamento das instituições

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Mato Grosso

As atividades presenciais da turma do Doutorado em Direito ofertado pela Faculdade Autônoma de Direito de São Paulo (Fadisp), em parceria com o Poder Judiciário de Mato Grosso, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e o Ministério Público Estadual, foram retomadas nesta sexta-feira (20 de março), na Escola Superior de Contas Benedicto Sant’Ana da Silva Freire, em Cuiabá. Ao todo, 18 magistrados(as) integram a turma do programa de pós-graduação stricto sensu.

A abertura contou com a presença de magistrados, docentes e doutorandos, entre eles o diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal, que integra a turma do doutorado. Segundo ele, a formação acadêmica avançada é um pilar essencial para o fortalecimento das instituições públicas e para a entrega de decisões mais seguras à sociedade.

“É o que vai dar segurança à própria sociedade, por meio do estudo contínuo dos magistrados. O conhecimento é infinito, é um processo ininterrupto. Para que qualquer instituição tenha sustentabilidade, ela necessariamente passa pelo conhecimento”, afirmou.

O desembargador ressaltou ainda que a parceria entre Esmagis-MT, TCE-MT e Ministério Público Estadual representa um modelo eficiente de cooperação institucional. “Essa integração é altamente saudável. Você divide custos, fortalece as instituições e atende a todas elas. Temos encontrado grandes parceiros nessa caminhada”, completou.

Soluções mais eficazes

A professora doutora Cíntia Brunetta, docente do Programa de Mestrado e Doutorado da Fadisp e juíza federal, conduzirá neste módulo o Seminário de Pesquisa em Ciência do Direito. Ela destacou a relevância do doutorado interinstitucional para a construção de soluções conjuntas no sistema de justiça.

“Esse doutorado, que envolve alunos de diversas instituições, tem um caráter muito interessante no diálogo e na construção de soluções conjuntas. As demandas da sociedade são tão complexas que é muito difícil resolvê-las apenas com uma canetada. O diálogo interinstitucional é extremamente relevante”, afirmou.

A magistrada também ressaltou a importância da pesquisa acadêmica para transformar a prática judicial. “Um mestrado ou doutorado permite ao magistrado pensar o Judiciário de forma diferente, propor intervenções doutrinárias que impactem a sociedade. Esse curso, voltado à melhoria das instituições, é fundamental.”

Oportunidade única

Para a juíza Alethea Assunção Santos, coordenadora do Grupo de Estudos da Magistratura e juíza auxiliar da Vice-Presidência do TJMT, o convênio firmado pela Esmagis-MT representa um marco na formação dos magistrados do Estado. “A Fadisp é um centro de excelência em ensino jurídico. Ter a oportunidade de cursar um doutorado desse nível aqui em Cuiabá, sem precisar se afastar da jurisdição, é realmente um privilégio”, afirmou.

A magistrada reconheceu o desafio de conciliar a rotina judicial com as exigências acadêmicas, mas destacou o apoio institucional. “Estamos na reta final das aulas, já pensando na redação da tese. É um desafio grande, mas, com o apoio dos colegas e dos professores da Esmagis, sabemos que teremos sucesso.”

Pesquisa aplicada à realidade

O juiz Cássio Luis Furim, do Juizado Especial de Sinop, ressaltou que o curso tem impacto direto na atuação profissional dos magistrados. “O doutorado tem como uma de suas linhas principais a eficiência administrativa. Os problemas reais do Judiciário são levados para a sala de aula, estudados teoricamente e transformados em soluções práticas”, explicou.

Ele destacou ainda a qualidade da formação oferecida. “É uma gratidão imensa à Esmagis e ao Tribunal de Contas. É uma formação acadêmica de primeira linha, com alto nível técnico. Estamos muito satisfeitos com essa oportunidade.”

No âmbito do Judiciário, participam do programa de pós-graduação stricto sensu: Agamenon Alcântara Moreno Júnior, Alex Nunes de Figueiredo, Alethea Assunção Santos, Ana Cristina Silva Mendes, Antônio Fábio da Silva Marquezini, Bruno D’Oliveira Marques, Caio Almeida Neves Martins, Cássio Luis Furim, Fabio Petengill, Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva, Gonçalo Antunes de Barros Neto, Helena Maria Bezerra Ramos, Jamilson Haddad Campos, Jeverson Luiz Quintieri, Luís Aparecido Bortolussi Júnior, Márcio Vidal, Ramon Fagundes Botelho e Serly Marcondes Alves.

Programação

A programação começou hoje com o Café com a Coordenação, conduzido pelos professores doutores Guilherme Amorim e William Galle Dietrich, em um momento de alinhamento institucional e diálogo sobre o andamento das pesquisas e das atividades do curso.

Na sequência, os doutorandos participaram da disciplina “Função Social dos Institutos de Direito Público”, ministrada pelo professor doutor Rafael Soares da Fonseca. Já, no período vespertino e no sábado, a professora Cíntia Brunetta conduzirá o Seminário de Pesquisa em Ciência do Direito.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mato Grosso

Lúdio altera projeto para garantir licitação no BRT e gratuidade a estudantes e pessoas com deficiência na região metropolitana

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) articulou a apresentação, na sessão plenária de quarta-feira (17), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), de uma proposta para garantir licitação para operar o Bus Rapid Transit (BRT), e também criar gratuidade a estudantes e pessoas com deficiência no transporte intermunicipal na Baixada Cuiabana.

As mudanças constam no substitutivo nº 4 ao Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 48/2025 , enviado pelo governo do estado para criar o Plano de Mobilidade da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá. Lúdio conseguiu a assinatura de outros 13 deputados no substitutivo assinado como lideranças partidárias.

“O substitutivo que eu apresento agora retoma o texto original proposto pelo governo, para que seja feita uma licitação para a operação do BRT, e não fique margem para que o contrato seja feito sem licitação. E estamos retomando também o conteúdo de uma emenda anterior, para garantir gratuidade a pessoas com deficiência e a estudantes, respeitando o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos. Quero agradecer aos 13 colegas deputados que assinaram o substitutivo para que ele possa tramitar, porque o projeto já passou pela primeira fase de votações, e passa agora pela segunda e última votação”, afirmou Lúdio na tribuna da Assembleia Legislativa.

O texto de Lúdio retoma a proposta original do governo e inclui um parágrafo único no artigo nº 14. O novo trecho diz que, na execução do plano de mobilidade da região, “fica assegurada a gratuidade tarifária no transporte público coletivo às pessoas com deficiência, seus acompanhantes e aos estudantes regularmente matriculados na educação básica e superior”. Com o novo substitutivo, o PLC nº 48/2025, que tramita em urgência urgentíssima, deverá ser analisado novamente pela Comissão de Infraestrutura Urbana e de Transporte, e pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação.  

Lúdio havia alertado para diversos problemas no substitutivo nº 3 ao projeto original do governo estadual. Essa versão previa que os “serviços de transporte coletivo e mobilidade urbana na Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá”, como é o caso do BRT, poderia “ser absorvido pelo contrato vigente MIT-1 Categoria Básica, que abrange todos os Municípios da Região Metropolitana”, sem prever licitação.

O “MIT-1 Categoria Básica” é o lote 1 do Mercado Intermunicipal de Transporte de Passageiros (MIT) que abrange a Baixada Cuiabana, ou Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, incluindo as linhas de ônibus entre os municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger.



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