Economia
Projeto Águias concede 200 bolsas para capacitação de jovens
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Com o início das aulas do ciclo 2026, o Projeto Águias, iniciativa da Wizard by Pearson, avança em sua proposta de transformar realidades por meio da educação e preparar jovens em situação de vulnerabilidade para o mercado de trabalho. Lançado há cerca de 1 ano, o programa recebeu mais de 2.400 inscrições e selecionou 200 participantes de 12 estados brasileiros. Ao longo de até dois anos, esses jovens, entre 15 e 21 anos, percorrem uma trilha que vai além do ensino de inglês, integrando capacitação técnica, mentorias e orientação de carreira.
A jornada foi estruturada para promover impacto concreto, combinando formação acadêmica com desenvolvimento pessoal e conexão com o mundo profissional. Todos os participantes selecionados recebem bolsa integral para estudar em unidades franqueadas da Wizard by Pearson, com carga estimada de 140 horas/aula. A iniciativa já mobiliza mais de 100 escolas e cerca de 40 voluntários, com a meta de alcançar mais de 3 mil jovens até 2030.
As aulas contam com metodologia Wizard, além de materiais didáticos e acompanhamento contínuo, baseado em avaliações formativas, relatórios de desempenho e suporte pedagógico. Logo no início, os alunos realizam o “Placement Test”, que define o nível adequado de entrada, e, ao final de cada ciclo, passam pelo “Benchmark Test”, que mede a evolução no idioma. Ao concluir o programa, o objetivo é atingir o nível A2+ (pré-intermediário), garantindo capacidade de comunicação em situações cotidianas e profissionais.
No último dia 10 de junho, a iniciativa foi homenageada pela Câmara Britânica no “Jantar em Celebração dos 110 anos da Câmara Britânica | Conexão ESG Brasil-Reino Unido” por seu impacto social. Fernando Lugó, diretor de Marketing da Pearson Latam, ressalta que o alcance do Águias vai além da sala de aula: “O Águias nasce com o propósito de preparar jovens para o futuro, conectando educação, desenvolvimento de habilidades e empregabilidade. Estamos falando de formar profissionais mais completos, com visão de carreira e capacidade de se inserir em um mercado cada vez mais exigente e dinâmico”.
Os participantes foram selecionados em todas as regiões do país: Sudeste (73%), Sul (11,5%), Nordeste (10%), Norte (3%) e Centro-Oeste (2,5%). Segundo Lugó, o projeto também fortalece o papel da Pearson como agente de transformação social. “Temos a oportunidade de acompanhar toda essa trajetória, desde a formação até a conexão com o mercado de trabalho, atestando de perto a evolução desses jovens e contribuindo para ampliar suas perspectivas”, completa.
A importância do projeto ganha ainda mais força diante de dados recentes. De acordo com a pesquisa Idiomas e Habilidades, realizada pela Pearson em parceria com a Opinion Box, que ouviu mais de 7 mil brasileiros, 47% apontam o aprendizado de idiomas como essencial para o desenvolvimento de habilidades-chave, como a comunicação verbal. Além disso, oito em cada dez entrevistados acreditam que dominar uma segunda língua amplia competências profissionais. Já o levantamento do Senai e do Sesi, com apoio da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), mostra que 79% dos jovens pretendem continuar estudando, enquanto 88% aceitariam participar de cursos técnicos ou formações gratuitas — um indicativo claro da busca por qualificação.
Foco em empregabilidade e carreira
O Projeto Águias inclui um programa estruturado de mentorias voltado ao desenvolvimento pessoal, planejamento de carreira e preparação para o mundo do trabalho. Conduzidas pela equipe da Flow.Ers e por voluntários da Pearson, as sessões acontecem de forma individual ou em pequenos grupos, oferecendo orientação prática e contato direto com experiências profissionais inspiradoras.
Após a formação, os participantes contam com o suporte da PROA por até seis meses, com foco na inserção no mercado por meio de conexões com empresas parceiras. O acompanhamento se estende por até três anos, contribuindo para a construção de trajetórias consistentes. “O Projeto Águias demonstra impacto social relevante ao alcançar jovens de faixas de renda mais baixas e contribuir para a mobilidade social”, acentua Fernando Lugó.
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Arquitetura Vintage resgata a identidade das casas no Brasil
O mercado brasileiro de materiais de construção e acabamento registra expansão consistente, impulsionado pela valorização do patrimônio arquitetônico e pela demanda por acabamentos de referência histórica. Conforme apontam as tendências de decoração para 2026, o setor vive uma transição em que “as pessoas querem sentir que moram em uma casa com narrativa”, consolidando o movimento do maximalismo afetivo.
Esta busca por ambientes que se tornam espaços biográficos valoriza elementos de autenticidade, como o uso de materiais naturais e metais com acabamentos clássicos, corroborando a demanda crescente por componentes de alto padrão e referência histórica em projetos de interiores.
O movimento, liderado pelas gerações X e Millennials, é documentado pelo relatório Pinterest Predicts 2026, que aponta altas expressivas em buscas por termos como “latão aesthetic” (+35%), “banheiro em mármore” (+80%) e “carrinho de bar antigo” (+100%). Fabricantes especializados, como a Mac Metais Vintage, registram aumento expressivo em consultas de arquitetos e designers, sinalizando uma transformação estrutural de comportamento, não uma tendência passageira.
Esse reposicionamento cria condições objetivas para o crescimento da demanda por componentes com referência histórica, peças que não concorrem por custo, mas por densidade técnica, simbólica e pela capacidade de conferir ao ambiente caráter que a produção seriada de ciclo curto não reproduz.
No cenário global, o segmento de arquitetura e requalificação do ambiente construído registra crescimento consistente: segundo levantamento da Grand View Research, o mercado global de serviços de arquitetura foi estimado em US$ 411,67 bilhões em 2025 e deve alcançar US$ 605,62 bilhões até 2033, crescendo a uma taxa média anual de 5%. Esse avanço é impulsionado pela urbanização acelerada e pela demanda crescente por ambientes com maior qualidade técnica, eficiência e identidade formal consolidada.
“A especificação de metais de linha histórica deixou de ser uma escolha meramente estética e passou a ser avaliada como um critério técnico de projeto. Componentes com maior densidade material e referência formal consolidada demonstram desempenho superior em ciclos longos de uso”, observa Márcio Magri, CEO da Mac Metais Vintage, fabricante especializada em metais sanitários de linha histórica com sede em São Paulo.
Esse comportamento não se restringe à aquisição de peças antigas, mas abrange a demanda crescente por produtos novos que reproduzam com fidelidade técnica e formal os vocabulários construtivos de períodos anteriores, distinção relevante para o segmento de metais sanitários e acabamentos de linha histórica, cujo crescimento está ancorado na fabricação especializada e na especificação arquitetônica, não no mercado de segunda mão. “O que observamos nos últimos dois anos não é uma moda passageira. É uma mudança de mentalidade. O proprietário que reforma um imóvel histórico hoje entende que a escolha do metal, da louça, do acabamento sanitário interfere diretamente na identidade do espaço e no valor que esse espaço vai carregar ao longo do tempo”, afirma Márcio Magri. Em entrevista recente, o executivo detalha como esse movimento tem transformado o perfil da demanda no segmento. “Existe uma lacuna entre o que as pessoas querem encontrar e o que a produção em massa oferece”, completa.
Como explorado em análise recente sobre o banheiro que conta uma história, cada detalhe, da torneira ao sifão aparente, constrói uma narrativa silenciosa sobre escolhas e referências de quem habita o espaço. O registro contemporâneo desse movimento pode ser acompanhado no perfil da Mac Metais no Instagram. Projetos que articulam vocabulário histórico e linguagem contemporânea evidenciam as propriedades formais e simbólicas de materiais como bronze, latão maciço e porcelana de procedência artesanal, componentes cuja densidade material e continuidade formal distinguem-se tecnicamente dos produtos de fabricação seriada.
O dado de longevidade reforça a racionalidade por trás da escolha estética. Conforme documentado em estudo sobre a ergonomia clássica dos metais do passado, misturadores com volante em cruz, bicos extensores e sifões aparentes foram projetados originalmente para resistir ao tempo e criar experiência tátil duradoura; razão pela qual arquitetos de alto padrão continuam elegendo essas peças geração após geração.
No acervo visual do Pinterest da Mac Metais, essa trajetória é observável na continuidade do uso de determinados vocabulários formais, dos projetos de grande escala às intervenções residenciais contemporâneas ao longo de sucessivas décadas e contextos arquitetônicos distintos.
O movimento não se restringe ao universo dos imóveis tombados ou aos projetos de grande orçamento. Como detalhado na análise “Do Palácio ao Lavabo — o Resgate da Estética Vintage em Ambientes Íntimos“, a democratização do repertório histórico alcança proprietários que buscam memória e identidade sem demandar reforma estrutural completa. A orientação técnica para arquitetos e designers que especificam esses componentes pode ser encontrada no guia “Como Especificar Metais Sanitários para Clientes“, referência que evidencia como o segmento amadureceu do ponto de vista técnico para atender à crescente demanda profissional.
No Brasil, fabricantes especializados em componentes em bronze para arquitetura clássica registram aumento expressivo nas consultas provenientes de arquitetos e designers que atendem proprietários de imóveis históricos, sobretudo em centros urbanos com alta concentração de edificações do período eclético e modernista.
O movimento de retomada de referências históricas no ambiente sanitário reflete uma reorientação mais ampla do mercado de acabamentos, na qual critérios de identidade formal, densidade material e longevidade técnica passam a estruturar decisões de projeto ao lado e, por vezes, à frente dos tradicionais parâmetros de custo e praticidade.
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