Sorriso
Líderes do Jardim Carolina, Topázio e Rota do Sol dialogam com o prefeito
Sorriso
Programa da Casa dos Conselhos traz os líderes comunitários para falar sobre demandas do Município
Em uma nova rodada do “Fala, Prefeito”, nesta quarta-feira (8 de abril), o prefeito Alei Fernandes, e o vice, Acacio Ambrosini, tiraram o início da manhã para ter um “dedinho de prosa” com três presidentes de bairros. E calhou, que, nesta data, todos que acumulam a função de líderes comunitários são também servidores públicos: Luana Aparecida Carvalho Walter, que atua na Ouvidoria e presidente a Associação de Moradores do Jardim Carolina; Rafael Silva Maniezo, que trabalha na Secretaria da Mulher e da Família (Semfa) e preside a Associação dos Moradores do Residencial Topázio; e Rômalo Bessa, presidente da Associação de Moradores do Rota do Sol, e que trabalha no gabinete do pregeito.
“É muito gratificante ver o trabalho do líder comunitário, que reúne os anseios de todo um grupo para tornar melhor o local onde vivem, e, neste dia especialmente, ver que nossos servidores públicos acabam seguindo com o trabalho de atender ao cidadão para além da rotina de trabalho, fazendo esta função de forma voluntária”, destacou o prefeito Alei Fernandes.
Jardim Carolina
De cara, a presidente do Jardim Carolina, Luana Carvalho, já recebeu boas notícias. “Já dei o start para que seja instalado um polo cultural para atender as crianças e adolescentes do bairro”, antecipou Alei, explicando que o prédio que abrigava a Escola Municipal Gente Sabida deve ser adaptado para poder abrigar as aulas de música, dança, teatro e pintura, ministradas pela equipe da Secretaria Municipal de Cultura (Semct) e quem feito a diferença para milhares de crianças e adolescentes em vários pontos do Município.
Também foram abordadas outras demandas relevantes à comunidade, como a disponibilização de uma área de lazer, melhorias na mobilidade urbana e o planejamento de uma revitalização no bairro assim que o prolongamento da Avenida Noemia Dalmolin for concluído.
Topázio
A necessidade urgente de melhorias na rede de coleta de esgoto sanitário foi o tema que abriu o diálogo entre o líder comunitário. “É uma questão que já foi levada à Águas de Sorriso, ao NIF [o Núcleo Integrado de Fiscalização] e ao Ministério Público”, informou Rafael, acrescentando que, para que o problema de vazamento do esgoto seja sanado definitivamente, será necessária uma rede coletora mais robusta.
Além da necessidade de melhoria na rede de esgoto, o líder comunitário também listou a importância da limpeza de terrenos baldios e a melhoria na sinalização dos nomes das ruas, deficitária no bairro. O prefeito antecipou que a sinalização viária será melhorada de forma global em toda a cidade, em um projeto “macro”, incluindo já sinalização de trânsito e de pontos turísticos.
“Já quanto à notificação de terrenos sujos, estamos com um processo em andamento de geotecnologia e, em breve, as notificações serão muito mais ágeis”, respondeu, complementando que o Executivo deve também encaminhar à Câmara um projeto de lei para que os proprietários de terrenos baldios plantem grama nestes imóveis, garantindo assim ambientes mais limpos e evitando todos os problemas que um lote sujo pode ocasionar, como ser berço para animais peçonhentos e insetos, como o mosquito da dengue, atrapalhar o trânsito, principalmente nas esquinas, e, até mesmo, servir de abrigo para pessoas mal intencionadas.
Rota do Sol
Pautas como saúde, assistência aos idosos e a feira livre conduziram o bate-papo entre o prefeito e o líder comunitário. Rômalo destacou a importância de se ampliar a recepção da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro, melhorando assim a acolhida aos pacientes que buscam atendimento no local.
O cuidado com os idosos, com a disponibilização de atividades no bairro mesmo, já que, para algumas pessoas, já com mobilidade reduzida, fica difícil participar da rotina do Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCPI) Sebastião Martini.
Reforço na sinalização de trânsito e a implantação de duas novas rotatórias também fez parte da lista de pedidos do representante do Rota do Sol.
Fala, Presidente
Originalmente realizado às quintas-feiras, nesta semana o “Fala, Presidente” foi alterado para se adaptar à agenda do prefeito. O bate-papo, organizado pela Casa dos Conselhos, aumenta a proximidade entre a Administração Municipal e a comunidade, funciona como uma busca-ativa de demandas e ajuda a construir soluções coletivamente.
Sorriso
Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro
Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.
Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).
Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.
Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.
Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.
Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.
“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.
Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.
Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.
Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.
Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.
Sobre o ISPN
O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.
A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).
Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.
Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.
Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.
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