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Profissionais liberais, comerciantes, professores, representantes da imprensa e, principalmente, empresários ligados ao agronegócio, prestigiaram o lançamento do livro intitulado “O Empreendedor Incansável”. Assinado pelas jornalistas Izabela Borges e Victória Biasaco a obra narra a trajetória de sucesso do empresário diretor do Grupo Cometa, Francis Maris Cruz.
Realizado na noite de ontem, na sede da Cometa Autocenter, na Avenida São Luiz, em Cáceres, o evento, a exemplo de outros organizados pelo Grupo Cometa, teve cunho filantrópico.
Todo recurso arrecadado com a venda dos livros será revertido para aquisição de cestas básicas, para a campanha de Natal Solidário, que distribui, anualmente – Geralmente nas véspera do Natal -milhares de cestas-básicas a família de baixa renda em Cáceres, Mato Grosso é várias regiões do país.
O empresário deu início à solenidade recordando sua trajetória de vida, desde sua infância de muitas dificuldades, no município de Vicentina, interior de Mato Grosso do Sul, onde sua família possuía um pequeno bar que não tinha, sequer água encanada ou energia elétrica, apelidado de “mela copo”.
A vinda para Mato Grosso, recordou, ocorreu em 1973, quando desembarcou em Mirassol D`Oeste à convite do então amigo Cido Braga. Lá ele abriu uma Auto Peças com o slogan de “Temos de tudo para o seu carro”, mas que na verdade faltava quase de tudo. E que “mascateou” roupas na região.
O sucesso nos negócios, enfatizou, começou a partir de 1976 com o ramo de revenda de motocicletas Honda. Á época instalou lojas de revendas em vários municípios e região, como Ariquemes, Ji-Paraná, Mirassol D`Oeste, Araputanga, Cáceres, Pontes e Lacerda, entre outras.

Já com o slogan “Paixão em Servir” o “Boom” dos negócios, de acordo com a narração do empresário, ocorreu a partir de 1993 com a edição do Plano Real, lançado pelo governo Itamar Franco, implementado pelo então ministro da Fazenda, e posterior presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.
“Foi uma época de ouro. Ampliamos as lojas de revendas de motos para vários municípios e regiões do país. Realmente ganhamos muito dinheiro” relembra assinalando que em seguida o grupo passou a ser também revendedor autorizado da Volkswagen, com lojas em Cáceres e várias cidades”.
Atualmente, além das revendedoras de motocicletas Honda e de veículos Volkswagen e Hyundai o Grupo Cometa, liderado pelo empresário Francis Maris, atua também na cria e melhoramento genético de gado da raça Nelore. Ao longo dos anos já foram contabilizados 35 leilões Nelore Cometa.
Além de lojas em Rondonópolis, Sinop, Tangará da Serra, Ji-Paraná e Vilhena (RO), Francis anunciou, para breve a instalação de lojas revendedoras dos veículos Hyundai em Cáceres e Cacoal. E, para os próximos dias, a inauguração do Free Shop Pantanal, em Cáceres.
E, ainda, atualmente, a convite do governador Otaviano Pivetta, assumiu a direção da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, cujo principal objetivo é atrair investimentos estrangeiros, gerar empregos, aumentar a competitividade industrial e reduzir desequilíbrios regionais.
Na vida pública Francis também se destacou elegendo-se prefeito por dois mandatos consecutivos de 2013 a 2020. Deixando um legado de austeridade e seriedade na causa pública. Deixou o cargo com 74% de aceitação popular.
Francis concluiu a narração de sua trajetória de vida e sucesso, assegurando que “Deus tem nos abençoado, todos os dias me dando sabedoria para conduzir as empresas e um exército de 1.200 funcionários”. Com o lema “Prazer em Servir”, o Grupo Cometa é apontado com um dos maiores da região Centro Oeste, atuando em 5 estados brasileiros.
Cáceres
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Juína, Cáceres e Tangará da Serra serão incorporados à concessão do principal aeroporto do Distrito Federal
Por: EDUARDO GOMES | Diário de Cuiabá
Três aeroportos de Mato Grosso serão incluídos no novo leilão do Aeroporto Internacional de Brasília, marcado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para 17 de dezembro.
Os terminais de Juína, Cáceres e Tangará da Serra fazem parte de um grupo de dez aeroportos regionais que será incorporado ao contrato de concessão do aeroporto da Capital Federal.
Para Mato Grosso, o ponto central do processo não está na troca de controle do terminal de Brasília, mas na estratégia adotada pelo Governo Federal para atrair investimentos privados para aeroportos de menor movimento.
Os três terminais mato-grossenses serão vinculados a um dos maiores aeroportos do país, para tornar economicamente viável sua operação e modernização.

A iniciativa faz parte do AmpliAR, programa federal destinado a ampliar e modernizar a infraestrutura de aeroportos regionais, especialmente em áreas com maior deficiência de infraestrutura, como a Amazônia Legal.
Além dos três terminais de Mato Grosso, entrarão no contrato Alto Paraíso e São Miguel do Araguaia, em Goiás; Bonito, Dourados e Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul; Ponta Grossa, no Paraná; e Barreiras, na Bahia.
A lógica do modelo é associar aeroportos pequenos, que, isoladamente, despertariam menor interesse econômico das concessionárias, a uma operação de grande porte.
Assim, quem assumir Brasília também ficará responsável pelas obrigações de investimento e operação nos dez aeroportos regionais.
TRÊS CIDADES DE MT – A inclusão de Juína, Cáceres e Tangará da Serra amplia a participação de Mato Grosso no processo de concessões da aviação regional e pode abrir uma nova etapa para terminais localizados em regiões economicamente importantes, mas ainda com oferta limitada de voos comerciais regulares.
Os três municípios funcionam como polos regionais.
Cáceres atende o Oeste de Mato Grosso e está inserida na região de fronteira com a Bolívia.
Tangará da Serra é um dos principais centros econômicos do Médio-Norte, enquanto Juína exerce influência sobre municípios do Noroeste do Estado, região distante dos principais aeroportos com voos regulares.
A entrada desses terminais no bloco não significa, por si só, a criação imediata de novas rotas aéreas.
A operação de voos comerciais dependerá também do interesse das companhias, da demanda de passageiros e das condições técnicas e econômicas de cada ligação.
O que o leilão estabelece é a incorporação dos aeroportos ao contrato e a atribuição ao futuro concessionário das obrigações previstas para infraestrutura e operação.
BRASÍLIA SUSTENTA MODELO – O ativo central do bloco será o Aeroporto Internacional de Brasília, atualmente administrado pela Inframerica.
O novo leilão decorre de uma repactuação da concessão conduzida pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
O processo prevê a venda da totalidade das ações da concessionária e a realização de uma disputa competitiva para definir quem permanecerá responsável pelo aeroporto e, a partir do novo contrato, pelos dez terminais regionais.
A Inframerica terá participação obrigatória no processo, mas poderá perder a concessão caso outra empresa apresente proposta superior.
Segundo a concessionária, o pedido de repactuação ocorreu em razão da baixa demanda registrada no Aeroporto de Brasília nos últimos anos.
A nova concessionária terá de fazer um pagamento de R$ 628,8 milhões, definido como preço de compra.
O valor será corrigido diariamente pela taxa CDI acumulada até o pagamento. A Infraero possui atualmente 49% de participação na Inframerica.
O piso da contribuição variável incidente sobre as receitas brutas da concessão foi estabelecido em 5,13%.
INVESTIMENTOS – Além dos aeroportos regionais, a repactuação prevê novos investimentos em Brasília.
Em abril, o Ministério de Portos e Aeroportos estimava aproximadamente R$ 1,2 bilhão em aportes no terminal durante o período restante da concessão.
Entre as intervenções previstas estão um novo terminal internacional, edifício-garagem, nova via de acesso e aquisição de equipamentos de segurança e inspeção de passageiros e bagagens.
A Anac informou que promoveu alterações nas minutas do edital e do termo aditivo, após receber mais de 140 manifestações durante a consulta pública.
As contribuições envolveram temas como aeroportos regionais, infraestrutura, modelagem econômica, indenizações, governança e divisão de riscos.
Para a agência, a solução pretende recuperar a sustentabilidade econômico-financeira da concessão de Brasília e, simultaneamente, levar investimentos a terminais regionais que teriam menor capacidade de atração de capital se fossem oferecidos separadamente.
DISPUTA SERÁ EM DEZEMBRO – Pelo cronograma, empresas interessadas poderão solicitar esclarecimentos complementares sobre o edital até 23 de outubro.
A documentação e as garantias das propostas deverão ser apresentadas nos dias 9 e 10 de dezembro.
O leilão ocorrerá no dia 17 de dezembro.
Para Mato Grosso, o resultado definirá qual grupo privado passará a responder pelos aeroportos de Cáceres, Tangará da Serra e Juína e pelas obrigações de investimento estabelecidas para cada terminal.
A expectativa em torno do processo estará justamente no alcance dessas intervenções.
A concessão da infraestrutura é apenas a primeira etapa: o impacto efetivo para as três regiões mato-grossenses dependerá dos investimentos realizados, da capacidade dos terminais de receber operações regulares e, posteriormente, da atração de companhias aéreas e novas ligações.
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