Cáceres
PL deverá substituir a pré-candidatura à deputado estadual do empresário Ricardo Castella
Cáceres
Região tem grande parte da produção estadual de cana, algodão e bovinos. São 31 mil empregos industriais e ZPE atrai investimentos

MARIANNA PERES
Da reportagem | Diário de Cuiabá
A região Oeste de Mato Grosso vem consolidando sua posição como uma das principais apostas para a expansão da agroindústria no Estado.
Impulsionada pela elevada produção de matérias-primas, localização estratégica e pela proximidade com a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a região reúne condições para ampliar a industrialização da produção agropecuária e fortalecer a competitividade da economia mato-grossense.
Levantamento do Observatório de Mato Grosso, vinculado ao Sistema Federação das Indústrias de Mato Grosso (Sistema Fiemt), mostra a importância econômica da região.
Os 32 municípios concentram 79% da produção estadual de cana-de-açúcar, 34% da produção de algodão, 26% do rebanho bovino, além de responderem por 12% da produção de soja e 7% da safra de milho.
Na avaliação da gerente de Desenvolvimento Industrial do Sistema Fiemt, Vanessa Gasch, esses indicadores evidenciam o potencial para ampliar a verticalização da produção, agregando valor às matérias-primas, antes da comercialização e estimulando a instalação de novas indústrias.
Hoje, a indústria responde por cerca de 15% do Produto Interno Bruto (PIB) regional, estimado em R$ 6,9 bilhões, e emprega aproximadamente 31 mil trabalhadores com carteira assinada, o equivalente a 14% dos empregos formais da região.
Os segmentos de alimentos e bebidas lideram a geração de postos de trabalho, concentrando 40% dos empregos industriais.
Em seguida aparecem as indústrias de biocombustíveis, com participação de 12%, as empresas de minerais não metálicos, com 7%, e a construção civil, responsável por 5% dos empregos do setor.
Para o presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel, o fortalecimento da indústria representa um dos principais caminhos para ampliar o desenvolvimento econômico de Mato Grosso, especialmente em regiões que já possuem forte vocação agropecuária.
Segundo ele, a transformação da produção, dentro do próprio Estado, gera maior valor agregado, amplia a arrecadação tributária, cria empregos qualificados e fortalece as economias locais.
“Mato Grosso possui cerca de 17 mil indústrias, responsáveis por mais de 200 mil empregos diretos. O setor responde por aproximadamente 15% do PIB estadual e por cerca de metade da arrecadação do ICMS, demonstrando sua importância para o crescimento econômico e para o financiamento de áreas como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura”, destacou.
Rangel avaliou que municípios como Pontes e Lacerda (448 km a Oeste de Cuiabá) estão posicionados para liderar esse novo ciclo de industrialização.
Além da forte produção agropecuária, a cidade está próxima da ZPE de Cáceres, empreendimento considerado estratégico para ampliar as exportações de produtos industrializados e atrair novos investimentos privados.
Na avaliação do dirigente, a combinação entre disponibilidade de matérias-primas, infraestrutura logística e ambiente favorável aos negócios cria condições para transformar o Oeste mato-grossense em uma nova fronteira de desenvolvimento industrial, reduzindo a dependência da exportação de commodities in natura e fortalecendo cadeias produtivas de maior valor agregado.
Cáceres
Mesmo com divisão entre partidos 5 nomes já se despontam para disputa da presidência da Câmara de Cáceres

Assessroria
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT) realiza, nos dias 18 e 19 de novembro de 2026, o Seminário “Gestão Tripartite: A importância da integração União, Estado e Municípios na Gestão Ambiental”. O evento, que acontecerá na capital, tem como objetivo central fortalecer a cooperação entre os entes federativos, promover o intercâmbio de experiências e debater estratégias para aprimorar as políticas ambientais nos municípios, com foco prioritário na regularização de imóveis rurais.
O encontro ganha relevância diante do cenário normativo atual, moldado pela Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025). A legislação unificou as regras nacionais e gerou profundas transformações na integração e na coordenação entre as autoridades licenciadoras — sejam elas o Ibama, órgãos estaduais ou municipais — e os demais órgãos intervenientes.
Foco no Sudoeste e Parceria com Cáceres
Para esta edição, a região Sudoeste do estado recebeu atenção especial. Todos os 23 municípios da região foram convidados a participar das discussões. A organização e o suporte para a mobilização contam com a colaboração direta da Diretoria da Unidade Desconcentrada da SEMA-MT em Cáceres. A regional atua como peça-chave na articulação local para garantir a presença e o engajamento dos gestores municipais.
“E muito bom fazer a diferença na vida das pessoas. Nossa missão nas regionais vai além da fiscalização, trabalhamos lado a lado com os municípios para aproximar o Estado do produtor local. A participação unida da Região Sudoeste reflete o compromisso regional com o desenvolvimento sustentável”, declarou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres.
Avanços do CAR Digital 2.0 e Agricultura Familiar
Durante o seminário, o órgão ambiental apresentará as atualizações e os avanços tecnológicos do CAR Digital 2.0. A pauta principal será a regularização de pequenas propriedades e posses rurais de até 4 (quatro) módulos fiscais em Mato Grosso. O processo é conduzido com base nas diretrizes do Código Florestal, complementado pelas normas do Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA).
“A preocupação da Secretaria está totalmente voltada aos pequenos produtores e agricultores familiares que possuem CAF, PRONAF, DAP ou declaração de subsistência. Mudamos a perspectiva em torno da regularização rural, graças ao empenho do corpo técnico, reduzimos significativamente a burocracia e automatizamos processos, garantindo soluções rápidas sem abrir mão do rigor técnico”, afirmou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres-MT.
Reconhecimento e Fortalecimento Regional
O trabalho de descentralização e a busca pela eficiência no atendimento à população foram atribuídos ao esforço diário das Unidades Desconcentradas. Além da diretoria de Cáceres, as regionais de Tangará da Serra, Juína, Confresa, Rondonópolis, Barra do Garças, Sinop, Alta Floresta e Guarantã do Norte têm desempenhado um papel fundamental na redução de passivos ambientais históricos.
A consolidação desse modelo de gestão integrada conta com o apoio institucional e os investimentos promovidos pela Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e pelo Governador Otaviano Pivetta, voltados à valorização das unidades regionais e ao fortalecimento da fiscalização e regularização em todo o território mato-grossense.
“O fortalecimento das nossas regionais é um pilar estratégico para Mato Grosso. Investir nas estruturas do interior garante que a preservação ambiental caminhe em total harmonia com a força econômica e produtiva dos nossos municípios”, pontuou Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.
-
Economia6 dias atrásVivência nas quadras inspira criação do Pró Torneios
-
Economia6 dias atrásPitney Bowes Brasil e Clique Retire oficializam parceria
-
Economia6 dias atrásRegispel lança marketing sensorial de cereja no Royal
-
Cáceres2 dias atrásJustiça Eleitoral – Encerra-se nesta terça-feira prazo para que candidatos e partidos apresentem prestação de contas
-
Economia2 dias atrás99Food estreia em Florianópolis e amplia mercado de delivery
-
Justiça7 dias atrásFachin devolve relatoria do caso do INSS a Mendonça e mantém Master
-
Justiça6 dias atrásJustiça manda Meta excluir posts sobre demissão por voto político
-
Política7 dias atrásEBC conclui republicação de conteúdos após período de defeso eleitoral
