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Mato Grosso

Comissão de Acessibilidade leva convite do TJMT Inclusivo a educadores durante formação

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Mato Grosso

“Só através do conhecimento é possível mudar a realidade.” A reflexão da assistente social Cleide de Oliveira marcou a visita da Comissão de Acessibilidade do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) à Escola dos Servidores, em Cuiabá, nesta terça-feira (17), onde está sendo realizado o curso de formação de facilitadores em Justiça Restaurativa.

Durante a visita, o juiz auxiliar da Vice-Presidência, Gerardo Humberto, representou a Comissão de Acessibilidade, coordenada pela vice-presidente do TJMT, a desembargadora Nilza Maria Pozza de Carvalho. Ele aproveitou o encontro com os profissionais para convidá-los a participar do “TJMT Inclusivo: Autismo e Direito das Pessoas com Deficiência”, que será realizado nos dias 15 e 16 de abril, em Cuiabá.

“Estamos aqui em nome da vice-presidente e coordenadora da Comissão de Acessibilidade para convidar todos os profissionais da educação para esse evento. Será um momento importante de discussão sobre o autismo e os direitos das pessoas com deficiência, com participação de especialistas e foco na formação de quem atua diretamente com esse público”, destacou o magistrado.

A proposta do evento é reunir cerca de 1,4 mil participantes, entre profissionais da educação, operadores do Direito e especialistas, com uma programação voltada à disseminação de conhecimento e ao fortalecimento de práticas inclusivas.

Capacitar para transformar

A visita ocorreu em um ambiente de formação continuada, voltado justamente ao aprimoramento de práticas restaurativas no contexto escolar. O curso promovido pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), e reúne assistentes sociais e psicólogos das 40 equipes psicossociais que atendem 139 escolas estaduais nos 11 municípios da Diretoria Metropolitana de Educação (DME).

A proposta da formação é capacitar profissionais que atuam diretamente nas escolas, fortalecendo estratégias de resolução de conflitos, promoção da cultura de paz e apoio às comunidades escolares.

Para Cleide de Oliveira, que atua na rede estadual, a formação e iniciativas como o TJMT Inclusivo são fundamentais para qualificar o atendimento à população.

“É muito importante, inclusive a título de conhecimento mesmo, para que a gente possa orientar a comunidade sobre a busca pela garantia de direitos. O autismo não está na aparência, é uma neuroatipicidade que precisa ser compreendida. Essa capacitação é grandiosa e necessária para todos os profissionais”, afirmou.

A assistente social Maria Cledia da Silva, do Centro Estadual de Atendimento e Apoio ao Deficiente Auditivo (CEAADA), também destacou a relevância da iniciativa.

“É uma excelente oportunidade de inclusão para a sociedade e para nós, enquanto equipe multiprofissional. É um tema cada vez mais presente e que precisa ser trabalhado, principalmente no ambiente educacional”, pontuou.

Sobre o TJMT Inclusivo

O “TJMT Inclusivo: Autismo e Direito das Pessoas com Deficiência” é gratuito e aberto a profissionais da educação das redes municipal, estadual e privada. A proposta é ampliar o conhecimento sobre o autismo, orientar sobre direitos das pessoas com deficiência e fortalecer práticas inclusivas nas escolas e na sociedade.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Moradores do campo receberão moradias do Minha Casa, Minha Vida

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O governo federal autorizou a contratação de 716 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida Rural, que beneficiará agricultores familiares, trabalhadores rurais e famílias quilombolas de 12 municípios brasileiros.

As moradias integram o eixo Cidades Sustentáveis e Resilientes do Novo PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], que reúne investimentos em habitação, saneamento, drenagem e mobilidade para melhorar a qualidade de vida da população . O programa amplia a presença em comunidades rurais, em que o acesso a uma moradia adequada se soma à permanência das famílias no território e à continuidade da produção agrícola.

As 15 propostas contempladas estão distribuídas em três estados. O Maranhão concentra a maior parte dos atendimentos, com 620 moradias, seguido pelo Piauí, com 50 unidades, e pelo Rio Grande do Sul, com 46 unidades habitacionais.

No Maranhão, serão beneficiados os municípios de Aldeias Altas, Caxias, Colinas, Dom Pedro, Matões, Mirador, Olho d’Água das Cunhas, Olinda Nova do Maranhão, Penalva e São João do Soter. No Piauí, a cidade contemplada é Coivaras e, no Rio Grande do Sul, Formigueiro.

O perfil das entidades responsáveis pelas propostas mostra o alcance social dos investimentos. As associações quilombolas de Caxias (MA), Colinas (MA) e Formigueiro (RS) respondem por 146 das moradias autorizadas. Sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras na agricultura familiar de Aldeias Altas, Dom Pedro, Penalva e Coivaras somam outras 300 unidades.

As propostas são apresentadas por entidades públicas ou por organizações privadas sem fins lucrativos. A Caixa Econômica Federal é responsável pela análise e pela operacionalização das contratações. Em todo o país, o Minha Casa, Minha Vida já ultrapassou 2,7 milhões de moradias entregues.



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