Saúde
Várzea Grande recolhe doses da vacina Butantan-DV e mantém aplicação da Qdenga conforme orientação do Ministério da Saúde
Saúde
A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande informa que está seguindo integralmente as orientações do Ministério da Saúde (MS) após o anúncio da suspensão temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante Butantan-DV, divulgado nesta segunda-feira (8), pelo governo federal, para investigação de possíveis eventos adversos graves registrados em outras regiões do país.
No município, a vacina foi destinada exclusivamente aos profissionais da saúde. Em meados de fevereiro deste ano, Várzea Grande recebeu 510 doses encaminhadas pelo Ministério da Saúde e, já no dia seguinte ao recebimento, os imunizantes foram distribuídos à rede municipal para aplicação nos trabalhadores da área da saúde, conforme os critérios estabelecidos pelo programa federal.
Durante o período em que a vacina esteve disponível para esse público, a Secretaria Municipal de Saúde não registrou nenhuma notificação de reação adversa grave entre os profissionais imunizados. Também não houve relatos de sintomas como febre, dor abdominal intensa ou contínua, vômitos, tonturas, sangramentos, sonolência excessiva, irritabilidade ou qualquer outro sinal que motivasse investigação relacionada ao imunizante. O acompanhamento realizado pelas equipes de saúde não identificou intercorrências associadas à vacinação no município.
Com a suspensão preventiva da estratégia de vacinação com a Butantan-DV, a Secretaria Municipal de Saúde iniciou o recolhimento das doses remanescentes que ainda estavam disponíveis nas unidades de saúde. Os imunizantes serão armazenados na Rede de Frios do município, sob rigoroso controle de conservação e monitoramento, até que o Ministério da Saúde emita novas orientações sobre a continuidade ou não da aplicação da vacina.
A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, reforça que a medida é preventiva e não deve causar preocupação à população.
“Estamos seguindo rigorosamente a orientação do Ministério da Saúde. É importante destacar que as doses recebidas por Várzea Grande foram destinadas exclusivamente aos profissionais da saúde e que a suspensão ocorre por precaução, enquanto os órgãos competentes concluem as investigações. Nossa população pode ficar tranquila porque toda a rede está atenta, acompanhando as orientações técnicas e preparada para prestar qualquer atendimento necessário”, afirmou.
Responsável pela Rede de Frios do município, o superintendente de Vigilância em Saúde, José Carlos Valadares, reforçou que todas as doses remanescentes estão sendo recolhidas e armazenadas adequadamente.
“Assim que recebemos a determinação do Ministério da Saúde, iniciamos o processo de recolhimento das doses ainda existentes nas unidades. Todo o material será mantido na Rede de Frios, dentro das condições ideais de armazenamento, aguardando novas orientações do governo federal. É um procedimento técnico e preventivo que garante a segurança do processo de imunização”, explicou.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que todas as equipes da rede permanecem orientadas a monitorar possíveis reações adversas e prestar assistência à população sempre que necessário. A recomendação é que pessoas vacinadas recentemente procurem atendimento médico caso apresentem sintomas como febre persistente, dor abdominal intensa, vômitos ou qualquer alteração significativa em seu estado de saúde.
VACINA QDENGA
A secretária também esclarece que a suspensão não afeta a vacina Qdenga, disponível normalmente nas unidades de saúde para o público contemplado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). O imunizante é ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
“A Qdenga continua sendo aplicada normalmente, mantendo sua eficácia, segurança e respaldo dos órgãos reguladores. Não houve qualquer alteração nas recomendações para este imunizante, que permanece disponível para o público-alvo em nossas unidades de saúde”, ressaltou Valéria.
A SUSPENSÃO
O Ministério da Saúde informou que a suspensão temporária da Butantan-DV foi adotada após o registro de eventos adversos graves que estão sendo investigados. A medida não tem relação com a vacina Qdenga, produzida pela farmacêutica Takeda.
Enquanto aguarda novas definições do Ministério da Saúde, Várzea Grande mantém seu compromisso com a segurança da população, a transparência das informações e o cumprimento dos protocolos estabelecidos pelas autoridades sanitárias do país.
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Saúde
Hospital universitário no Rio inaugura era de UTIs Inteligentes no SUS
O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, conhecido como Hospital do Fundão, no Rio de Janeiro, inaugurou neste sábado (27) a primeira Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS).

Equipada com tecnologias de ponta, as UTIs Inteligentes otimizam o monitoramento de pacientes e contam com conectividade para fazer o cruzamento de informações. Os equipamentos são capazes de prever riscos e priorizar atendimentos, além de mostrar os dados mais relevantes diretamente no prontuário do paciente.
Há ainda conexão com ambulâncias 5G, que permite a transmissão em tempo real de sinais vitais para acelerar o atendimento pré-hospitalar.
A inauguração contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele destacou o papel da Inteligência Artificial (IA) na operação das UTIs Inteligentes.
“Com o uso da Inteligência Artificial, ela pode soltar alarmes da piora daquele paciente a partir dos dados que são monitorados”, descreveu.
Padilha apontou que a implementação de UTIs Inteligentes diminui o tempo de tratamento e a fila por atendimento no SUS.
“Você observa mais precocemente sinais de piora ou de melhora. Com isso, faz a ação, a medicação, a mudança de conduta mais rapidamente e você salva esse paciente”, disse o ministro.
“O paciente sai mais rápido da UTI, isso gira mais o leito, e você vai reduzindo o tempo de quem está esperando por uma UTI”, completou.
Segundo o ministério, o uso de tecnologias como IA e big data (para processar e analisar grandes volumes de dados) pode dividir por cinco o tempo de espera por atendimento de emergência.
Rede nacional
A UTI Inteligente do Hospital do Fundão, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), faz parte de um conjunto de investimentos que criam a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão do SUS, anunciada em novembro do ano passado.
Ao todo, o Ministério da Saúde planeja a criação de 14 UTIs Inteligentes, com investimento de R$ 180 milhões. Serão 280 leitos.
Veja os estados e hospitais que serão contemplados:
– São Paulo/SP: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP);
– Rio de Janeiro/RJ: Hospital Federal do Bonsucesso;
– Rio de Janeiro/RJ: Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);
– Belo Horizonte/MG: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG);
– Brasília/DF: Hospital Universitário de Brasília da Universidade de Brasília (HUB -UnB);
– Salvador/BA: Hospital Geral Roberto Santos;
– Recife/PE: Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip);
– Fortaleza/CE: Hospital Geral de Fortaleza (HGF);
– Teresina/PI: Hospital Getulio Vargas;
– Belém/PA: Hospital Beneficente Portuguesa;
– Curitiba/PR: Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (Huem);
– Porto Alegre/RS: Hospital Nossa Senhora da Conceição (GHC);
– Dourados/MS: Hospital Regional de Dourados (HRD);
– Manaus/AM: Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz.
A rede também prevê a adoção de cirurgia robótica, medicina de precisão e análises por IA para melhorar resultados e eficiência.
Os próximos locais a receber as UTIs Inteligentes são Amazonas, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Na primeira etapa de implantação, serão dez leitos em cada unidade.
Primeiro hospital inteligente
Ainda dentro da rede nacional, o Ministério da Saúde destina R$ 4,8 bilhões para a implementação e equipagem do primeiro hospital inteligente do país, o desenvolvimento de um centro de pesquisa translacional e a modernização de seis hospitais de excelência do SUS.
O hospital inteligente será o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI), que fará parte do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo o ministério, o ITMI atenderá cerca de 20 mil pacientes por ano e terá 800 leitos dedicados a emergências de adultos e crianças nas áreas de neurologia, neurocirurgia, cardiologia, terapia intensiva e outras especialidades.
O início das operações está previsto para 2027. A estrutura será integrada ao programa Agora Tem Especialistas, que atua em diversas frentes para reduzir o tempo de espera por atendimento especializado.
Para chegar aos recursos necessários, o Ministério da Saúde recebeu financiamento de R$ 1,7 bilhão com a instituição multilateral internacional Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecida como Banco do Brics, grupo que reúne países em desenvolvimento. O prazo para pagamento é de 30 anos.
Acelerador de radioterapia
Durante a visita do ministro, o Hospital da UFRJ inaugurou o primeiro acelerador linear da unidade, equipamento de ponta que reduz o tempo de realização de radioterapias. A instalação custou R$ 3,4 milhões.
Para Padilha, as inaugurações são “mais um passo para que o SUS e a universidade pública brasileira liderem a revolução tecnológica e digital”.
A física médica Bruna Lamis, da HU Brasil (antiga Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), empresa que faz a gestão do hospital, explica que o equipamento de radioterapia acelera o tempo de tratamento e consegue “preservar mais os órgãos em risco no entorno do tumor”.
Segundo a especialista, em comparação com máquinas tradicionais, a capacidade de realização de terapia sobe de 20 para 40 pacientes por dia.
De acordo com o Ministério da Saúde, o SUS deve receber 70 desses equipamentos este ano.
O médico epidemiologista e reitor da UFRJ, Roberto Medronho, considera que investimentos no hospital universitário levarão a unidade a voltar a ter papel de vanguarda.
“Voltaremos a ser o que éramos no passado. A incorporação tecnológica na área da saúde era feita nas nossas unidades aqui da UFRJ. Com iniciativas como essa, vamos voltar a ter esse mesmo protagonismo”, declarou à Agência Brasil.
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