Saúde
Prefeitura estuda medidas para reorganizar espaço e melhorar circulação dos passageiros
Saúde
São focos das alterações a definição de áreas mais adequadas para a circulação de pessoas, embarque e desembarque de passageiros, além de um espaço específico para vendedores ambulantes
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, estuda medidas para reorganizar o espaço físico do Terminal André Maggi, no centro da cidade. O estudo tem por objetivo melhorar a circulação de passageiros, ampliar a segurança e tornar o ambiente mais acessível aos usuários do transporte público.
Entre as ações em análise está a definição de áreas mais adequadas para a circulação de pessoas, embarque e desembarque de passageiros, além da avaliação da ocupação de espaços por vendedores ambulantes. A proposta é promover uma organização que contribua para o bom funcionamento do terminal, respeitando também o direito ao trabalho dos ambulantes.
De acordo com o secretário da Pasta, Gerson Scarton, a presença de vendedores em parte do espaço pode impactar na organização do fluxo, principalmente, nos horários de maior movimento, quando há grande concentração de passageiros. Essa ocupação dentro das áreas de circulação pode gerar aglomerações e dificultar o acesso dos passageiros aos ônibus.
Mesmo diante desse cenário, a Prefeitura avalia alternativas para melhorar a organização do espaço, incluindo a possibilidade de destinar áreas específicas para a atuação dos vendedores ambulantes, desde que isso não comprometa a circulação de passageiros nem o funcionamento do transporte coletivo.
A presença de ambulantes no terminal também está amparada por legislação municipal. A Lei nº 3.117/2007 estabelece a obrigatoriedade de cessão de espaço no interior do Terminal André Maggi para a Associação de Vendedores Ambulantes.
Outra medida em estudo é a formação de uma equipe responsável por atuar no local com o objetivo de organizar o fluxo de pessoas, orientar os usuários e contribuir para maior segurança dentro do terminal.
A Secretaria orienta que os usuários do transporte público registrem sugestões, críticas ou reclamações por meio do WhatsApp (65) 98464-7476 ou pela Ouvidoria Municipal, no telefone 0800 647 4142.
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Saúde
Saiba como manifestar intenção de doar órgãos por meio de cartórios
Mais de 32 mil brasileiros já utilizaram cartórios de notas para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos, desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024.

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.
Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.
Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.
A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.
Oferta e demanda
Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa.
São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.
Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.
Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.
Autorização familiar
Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.
Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.
É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão.
“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.
No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.
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