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Mato Grosso

PopRuaJud reduz barreiras e assegura inclusão de imigrantes no mercado de trabalho

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Mato Grosso

Dois homens sorriem abraçados em um mutirão de serviços públicos. O da esquerda, de boné preto, segura um documento oficial; o da direita, de camisa verde, faz sinal de positivo.Recomeçar a vida em um outro país nem sempre é uma tarefa fácil. Barreiras burocráticas e linguísticas, choque cultural e, muitas vezes, até o preconceito estão entre os desafios que imigrantes precisam superar fora de seus países. Esse caminho, no entanto, se torna mais fácil quando o poder público oferece o apoio adequado a essas pessoas.

Essa foi a sensação experimentada pelos imigrantes Manuel Ernesto Ramirez Hidalgo e Ángel Daniel Colina Cárdenas, atendidos no Mutirão PopRuaJud de Rondonópolis, na quinta-feira (9). Um da Colômbia e o outro da Venezuela, os amigos deixaram suas famílias, atravessaram fronteiras e chegaram ao município com o mesmo propósito: novas oportunidades de trabalho.

Close de homem de pele clara e cabelos escuros penteados para cima. Ele veste camisa verde clara e olha atentamente para o lado durante uma conversa em um ambiente amplo.No mutirão, os atendimentos integrados facilitaram o acesso ao documento e eliminou um entrave que antes dificultava a busca por um emprego formal. A partir do acolhimento recebido no PopRuaJud, a informalidade deixou de ser a única opção para os amigos, que agora podem trilhar um caminho profissional mais digno e seguro.

“Estou com esperança de voltar a trabalhar. Deixei toda minha família na Colômbia e vim em busca de uma nova oportunidade. Meu amigo me avisou dessa ação e viemos regularizar nossa carteira de trabalho. Com tudo certo vai ficar mais fácil para conseguir um emprego na agricultura, eventos ou cozinha”, disse o colombiano Manuel Ernesto Ramirez Hidalgo, de 32 anos.

Close de jovem negro de boné preto, falando ao microfone enquanto segura um documento. Ele tem uma expressão concentrada e aponta para o papel durante a entrevista.Para o venezuelano Ángel Daniel Colina Cárdenas, 24 anos, o PopRuaJud representou a renovação da esperança. “Deu tudo certo. Fomos atendidos e tudo que precisávamos para conseguir a carteira foi arrumado para nós. Quero encontrar um trabalho em restaurantes e com a carteira de trabalho isso já fica mais fácil”, completou.

De acordo com o membro do Comitê Nacional PopRuaJud, desembargador Mário Kono de Oliveira, a concentração de várias instituições públicas e privadas em um mesmo espaço foi fundamental para resolver situações como as dos amigos Manuel e Ángel.

Homem de cabelos grisalhos, veste terno cinza e concede entrevista ao canal TV Justiça. Ele olha para a repórter com expressão serena e profissional.“Criamos um sistema multiportas, com órgãos federais, estaduais, municipais, sociedade organizada, entidades e empresas privadas. Todos imbuídos no mesmo propósito de atender as necessidades administrativas, documentais e também de empregabilidade dessas pessoas. Quando isso acontece, conseguimos atingir o objetivo de levar dignidade e cidadania”, pontuou Kono.

Mutirão PopRuaJud

O Mutirão PopRuaJud em Rondonópolis foi realizado com o objetivo de garantir acesso a serviços essenciais à população em situação de rua e vulnerabilidade social. A iniciativa segue as diretrizes da Resolução nº 425 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que institui a Política Nacional Judicial de Atenção a Pessoas em Situação de Rua.

Durante o mutirão, foram ofertados atendimentos jurídicos, serviços de assistência social, consultas na área da saúde, além de banho solidário e doações. A ação também contou com a parceria do programa “Registre-se!”, da Corregedoria-Geral da Justiça do Poder Judiciário de Mato Grosso, voltado à erradicação do sub-registro civil com a emissão de documentos básicos.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mato Grosso

Revista Interface Direito e Sociedade recebe artigos jurídicos

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Segue aberto o prazo para submissão de artigos científicos destinados à quarta edição da revista jurídica Interface Direito e Sociedade. O chamamento público, instituído pelo Edital n. 6/2026, teve início em 11 de maio e seguirá até 30 de junho. A revista é produzida pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e pela Universidade de Mato Grosso (Unemat).

O edital é assinado pela desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira, editora-chefe da revista científica e vice-diretora da Escola. A iniciativa é direcionada a magistrados(as), integrantes do Sistema de Justiça (Ministério Público, Defensoria Pública e Advocacia Pública), docentes, pesquisadores, discentes de pós-graduação e demais profissionais da sociedade civil com produção acadêmica nas áreas afins.

A submissão deve ser realizada por meio do sistema Protocolo Administrativo Virtual (PAV), dentro do prazo estabelecido.

https://pav.tjmt.jus.br/

Segundo a magistrada, o objetivo do chamamento é estimular a produção acadêmica, fomentar o diálogo interdisciplinar entre Direito, Sociologia e Filosofia e promover a qualificação científica da magistratura e dos integrantes do Sistema de Justiça. Os trabalhos podem abordar temas como teoria e prática jurisdicional, inovação, precedentes e processo, além de questões relacionadas à sociedade, instituições, cultura jurídica, acesso à justiça e reflexões no campo da teoria da justiça, ética e epistemologia jurídica.

A desembargadora Anglizey destaca ainda que a iniciativa reafirma o papel da Escola como espaço de construção do conhecimento jurídico. “Ao abrir este chamamento, a Esmagis-MT reforça seu compromisso com a produção acadêmica e com a reflexão qualificada no âmbito do Sistema de Justiça, estimulando um diálogo que ultrapassa a técnica e alcança a dimensão crítica e humanística do Direito”, afirma.

Ela também enfatiza a relevância da formação contínua para o aperfeiçoamento da Justiça. “Acreditamos que o conhecimento é motor permanente de transformação. É por meio do estudo que se ampliam horizontes, se aprimoram decisões e se fortalece uma atuação mais consciente, preparada e alinhada às demandas da sociedade”, acrescenta Anglizey.

Processo de avaliação

O processo de avaliação será realizado em etapas, com análise preliminar pela Comissão Editorial e posterior apreciação por pareceristas especializados, adotando o sistema de avaliação cega por pares (double blind peer review). Entre os critérios estão originalidade, relevância temática, consistência teórico-metodológica e qualidade argumentativa.

Cronograma

Conforme o cronograma, a avaliação editorial ocorrerá entre 6 e 17 de julho de 2026. O prazo para ajustes dos artigos aprovados com ressalvas será de 22 a 31 de julho. Em seguida, os trabalhos passarão pela avaliação dos pareceristas entre 10 de agosto e 11 de setembro de 2026. A divulgação dos artigos aprovados está prevista para 25 de setembro, e o lançamento da revista está marcado para 27 de novembro de 2026.

Regras para submissão

Os artigos devem ser inéditos, redigidos em língua portuguesa, com extensão entre 15 e 25 páginas e seguir as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Cada trabalho pode ter até quatro autores, sendo obrigatória a apresentação da documentação exigida no edital.

A submissão implica cessão não exclusiva dos direitos de publicação à Esmagis-MT, sem remuneração aos autores, garantindo a preservação dos direitos morais sobre a produção intelectual.

Clique aqui para acessar a íntegra do Edital.

https://direitoesociedade-mc.tjmt.jus.br/portaldireitoesociedade-prod/cms/Edital_n_006_2026_CIA_0027057_05_2026_Chamamento_Revista_Interface_Direito_e_Sociedade_2f64df3590.pdf

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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