Mato Grosso
Evento teste leva 50 mil pessoas para show do Natanzinho no Parque Novo Mato Grosso
Mato Grosso
O cantor Natanzinho Lima atraiu mais de 50 mil pessoas ao Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, na noite desta quinta-feira (27.11). O espetáculo, que também contou com a gravação de um DVD, funcionou como um teste da estrutura do local para receber shows de grande porte.
Esse é o maior público já registrado em um evento realizado no Parque Novo Mato Grosso, que está sendo construído pelo Governo de Mato Grosso como o maior espaço multi-eventos da América Latina. Em 15 de novembro, mais de 37 mil pessoas foram ao local para assistir às provas da Stock Car e outras categorias do automobilismo nacional, no Autódromo Internacional do Estado.
Segundo as forças de segurança, o show de Natanzinho foi realizado sem ocorrência de acidentes, tumultos ou ações criminosas. A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) mobilizou mais de 410 agentes, sendo 330 policiais militares e 60 bombeiros militares, além de 17 policiais civis e oito agentes do próprio órgão, para reforçar a segurança do público.
“Estou muito feliz de estar em Cuiabá pela primeira vez. Eu tinha muita vontade de conhecer a cidade. Sou um artista sergipano, e o projeto do meu show foi muito bem acolhido pelo Governo do Estado, que disponibilizou esse espaço para a gente. Ser acolhido dessa forma me deixa muito feliz”, afirmou o cantor.
O estudante Jordy Alan afirmou que a construção de um espaço para shows tem um impacto forte para a cultura local. “É algo, para mim, muito grandioso. Faltava um espaço para grandes apresentações musicais como este. Ficou ótimo, e a expectativa é alta para os próximos”, apontou.
O servidor público Pedro Araújo destacou que a organização do espaço, ainda que em construção, foi extremamente positiva. “Foi uma iniciativa importante para fortalecer a cultura e oferecer lazer acessível à população. Agradeço pela oportunidade de participar. Todos os envolvidos estão de parabéns pela excelente execução do evento”, disse.
A estudante Liandra descreveu como gratificante ter um espaço na cidade para curtir shows de artistas nacionais. “Vir, apreciar esse novo parque que o governo deu para a gente e viver essa experiência é muito legal. Espero que seja o primeiro de muitos”, disse.
O publicitário Thiago Queiroz avaliou que a realização do show nacional reforça que a Capital está pronta a receber outras grandes apresentações. “Esse é um grande evento para Cuiabá, uma nova estrutura que o governo trouxe para a gente, e isso abre novas possibilidades. Isso é muito importante. Quanto mais possibilidades, mais movimenta o cenário da nossa cultura e abre portas para que mais artistas nacionais venham realizar shows dessa magnitude”, disse.
O governador Mauro Mendes afirmou que o Parque Novo Mato Grosso está sendo construído com o objetivo de ser um presente para os mato-grossenses. “Aqui teremos gente de todos os cantos do Estado e do país. Vamos ter grandes eventos e espetáculos, além de entretenimento no dia a dia, onde as famílias poderão vir aqui, trazer seus filhos, caminhar, curtir as outras atrações e se divertir das mais diversas formas possíveis”, comentou.
O presidente da MT Par Participações e Projetos (MTPar), Wener Santos, afirmou que o Parque Novo Mato Grosso, antes mesmo de sua conclusão, já se torna uma referência em nível nacional. “Estamos muito orgulhosos por esse dia. É um sonho do governo que está se tornando realidade”, disse.
Após o show de Natanzinho, as próximas atrações nacionais confirmadas são do cantor sertanejo Gusttavo Lima e do DJ Alok, que devem se apresentar nos dias 19 e 20 de dezembro, respectivamente, também no espaço para shows do Parque Novo Mato Grosso.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Idoso garante na Justiça continuidade de tratamento oftalmológico
Resumo:
- Clínica oftalmológica deverá manter e custear integralmente tratamento de idoso após agravamento de problema ocular.
- A decisão garante continuidade da assistência médica mesmo sem perícia conclusiva sobre responsabilidade.
Um idoso de 84 anos conseguiu manter decisão que obriga uma clínica oftalmológica a custear integralmente seu tratamento ocular, incluindo consultas, exames, procedimentos ambulatoriais e medicamentos prescritos, após mudança no quadro clínico que tornou inadequada a cirurgia inicialmente determinada. A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou recurso da empresa e confirmou a tutela de urgência.
O paciente ajuizou ação de obrigação de fazer com pedido de indenização por danos morais e materiais. Inicialmente, havia sido determinada a realização de cirurgia de vitrectomia para retirada de substância ocular. Contudo, com a evolução do quadro e a realização do procedimento, a medida perdeu o objeto. Diante disso, o juízo de origem adequou a tutela para garantir a continuidade do tratamento clínico voltado à recuperação da córnea e à preservação da visão do olho direito.
A clínica recorreu, sustentando que a nova decisão impôs obrigação ampla e contínua de custeio sem delimitação técnica ou temporal, bem como sem realização prévia de perícia médica para comprovar eventual nexo causal entre sua conduta e o atual problema. Alegou ainda que o comprometimento visual teria relação com cirurgia anterior realizada em outra unidade de saúde e que parte do atendimento vinha sendo viabilizada pelo Sistema Único de Saúde.
Ao analisar o recurso, a relatora, desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira, destacou que a decisão questionada apenas ajustou a tutela de urgência à realidade clínica superveniente, conforme autoriza o artigo 296 do Código de Processo Civil. Ressaltou que, nesta fase processual, não se discute de forma definitiva a existência de erro médico ou responsabilidade civil, matérias que dependem de instrução probatória mais aprofundada, inclusive eventual perícia.
Segundo o entendimento adotado, a ausência de laudo conclusivo não impede a adoção de providências emergenciais quando há risco de agravamento da saúde, especialmente em se tratando de paciente idoso e com quadro ocular sensível. A manutenção do tratamento foi considerada medida reversível e necessária para evitar possível piora da visão.
O colegiado também afastou o argumento de que a clínica não poderia ser obrigada a fornecer medicamentos por não possuir farmácia própria. A decisão permite, alternativamente, o depósito judicial do valor correspondente para que o paciente adquira os colírios e demais remédios prescritos.
Em relação à multa diária, foi mantida a fixação de R$ 200 por dia em caso de descumprimento, limitada inicialmente a R$ 10 mil. Para a relatora, o valor é proporcional e adequado para assegurar o cumprimento da ordem.
Processo nº 1007607-59.2026.8.11.0000
Autor: Flávia Borges
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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