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Mato Grosso

Entre o conflito e o acordo: Escuta Cidadã coloca soluções consensuais no centro do debate

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Mato Grosso

Nem todo conflito precisa terminar em sentença. Muitos começam e podem terminar no diálogo. É a partir dessa lógica que o eixo “Conciliação, Mediação e Solução de Conflitos” ganha espaço nas Oficinas de Escuta Cidadã do Poder Judiciário de Mato Grosso. A iniciativa será realizada ao longo de três dias e, no dia 7 de maio, o debate se volta especialmente para as formas de resolver conflitos de maneira mais ágil, eficaz e humanizada.

Além de discutir modelos, a proposta é escutar experiências reais. O que facilitou um acordo? O que dificultou? Em que momento o diálogo funcionou ou deixou de funcionar? A partir dessas respostas, o Judiciário busca compreender como tornar os caminhos consensuais mais acessíveis e próximos das necessidades das pessoas.

Nesse espaço, cada relato ajuda a revelar onde o sistema avança e onde ainda precisa evoluir. A escuta se transforma, assim, em ferramenta para fortalecer práticas que reduzam a litigiosidade e ampliem soluções construídas pelas próprias partes.

A iniciativa integra a construção do Planejamento Estratégico 2027–2032 que está orientado pela participação social. Ao reunir diferentes olhares, o Tribunal amplia a capacidade de aperfeiçoar, além de fluxos, a própria forma de lidar com o conflito.

As oficinas serão presenciais nos dias 6,7 e 8 de maio, no Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá, com duração média de três horas para cada assunto. A participação é aberta a cidadãos, advogados, defensores públicos, representantes de empresas e demais usuários. As vagas são limitadas e a seleção buscará formar grupos diversos e representativos.

Outros temas – Além da resolução de conflitos, as oficinas também abordarão outras dimensões do sistema de Justiça. No eixo “Acesso à Justiça e Atendimento ao Cidadão”, o foco está em compreender como as pessoas chegam ao Judiciário e como avaliam o atendimento recebido. Já em “Direitos, Inclusão e Proteção Social”, a escuta busca captar experiências relacionadas à equidade, acessibilidade e atendimento a públicos diversos.

No campo da “Justiça Digital e Sistema de Justiça”, os participantes poderão compartilhar percepções sobre o uso de plataformas e serviços digitais. E, por fim, o eixo “Futuro do Judiciário, Inovação e Sociedade” convida à reflexão sobre caminhos para uma Justiça mais moderna, eficiente e conectada com a realidade social.

Autor: Talita Ormond

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Rodoviários do Rio participam de audiência de conciliação

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Rodoviários e patrões de empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro participam nesta quarta-feira (15), às 11 h, de mais uma audiência de conciliação na sede do Tribunal Regional do Trabalho a 1ª Região (TRT-RJ) para chegar a um acordo sobre o reajuste da categoria.

A data-base dos rodoviários é 1º de julho. Para a campanha salarial em andamento, o Sindicato dos Rodoviários do Rio e o patronal Rio Ônibus já fizeram três rodadas de negociação no TRT-RJ, sem chegar a um acordo.

Durante as negociações mediadas pela Justiça do Trabalho, a categoria flexibilizou a reivindicação de reajuste salarial de 17% para 12% (dividido em parcelas), mas as empresas ofereceram 4,5%. Antes, o Rio Ônibus havia ofertado 4,39%.

O desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic), pediu que os patrões aumentem a oferta de reajuste para 5%, o mesmo valor pago as categorias de rodoviários das cidades de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Paralisação

No dia 27 de junho, o Sindicato dos Rodoviários ajuizou o dissídio coletivo de greve e de natureza econômica. Na mesma data, o TRT-RJ, considerou a greve legal e concedeu liminar autorizando o início da paralisação. Determinou a manutenção de, no mínimo, 50% da frota operacional em cada linha e itinerário, sob pena de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento da medida.

Dois dias depois, no dia 29 de junho, os rodoviários do município do Rio de Janeiro iniciaram a paralisação. No dia 2 de julho, suspenderam o movimento, a pedido do TRT-RJ, mantendo o estado de greve, para que o sindicato patronal aumentasse a proposta de reajuste, mas não houve acordo.

Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial, valorização dos pisos remuneratórios, ampliação do auxílio-alimentação para R$ 1 mil e o pagamento do intervalo para refeição como hora extraordinária.



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