Mato Grosso
Com turismo em expansão, MT apresenta Plano de Ação para a Promoção Turística Internacional
Mato Grosso
Mato Grosso apresentou nesta quarta-feira (26.11), o Plano de Ação para a Promoção Turística Internacional, iniciativa desenvolvida em parceria pela Embratur, Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Sebrae. O documento reúne análises técnicas, diagnósticos e informações sobre o perfil e o potencial dos destinos mato-grossenses no mercado global, resultado de um trabalho conjunto entre instituições públicas e privadas. A apresentação aconteceu na agência do Sebrae, no Goiabeiras Shopping.
Dados do Ministério do Turismo e da Polícia Federal mostram que, em 2024, 1.255 turistas internacionais ingressaram no Brasil por Mato Grosso. A comparação entre o primeiro trimestre de 2025 e o mesmo período do ano anterior aponta crescimento de 6,6% no fluxo, sendo que cerca de 76% dos visitantes são de origem boliviana, reflexo da fronteira entre os dois territórios.
O documento é baseado no Plano Internacional de Marketing Turístico 2025–2027, conhecido como Plano Brasis. Elaborado pela Embratur em cooperação com os estados brasileiros e financiado pelo Sebrae, o material orienta ações específicas de promoção internacional, considerando as características e vocações regionais.
Entre os eixos estruturantes do plano estão o fortalecimento do posicionamento da imagem do Estado no exterior, a ampliação do fluxo de visitantes internacionais, o aumento da geração de receitas, a diversificação dos produtos turísticos e a melhoria da articulação entre os diversos atores envolvidos na cadeia do turismo.
Ao destacar as condições estruturais que favorecem o avanço do turismo internacional em Mato Grosso, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, ressaltou os investimentos em infraestrutura e a consolidação da conectividade aérea.
“Nosso aeroporto agora é internacional de forma permanente. Antes, essa condição era temporária. Além disso, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, em parceria com a Secretaria de Infraestrutura, está investindo em diversas obras de infraestrutura turística por todo o Estado”, afirmou.
Ao tratar sobre a necessidade de uma abordagem ampla e integrada para o desenvolvimento do setor, o gerente de Negócios e Estratégias para o Mercado Internacional da Embratur, Alexandre Nakagawa, destacou a importância de uma visão sistêmica.
“Muitas vezes, o olhar se concentra em apenas um segmento do turismo, sem considerar que ele é diretamente impactado por fatores como segurança, saneamento, infraestrutura aeroportuária e qualificação profissional. Por isso, é fundamental adotar uma visão sistêmica e integrada, em 360 graus”, pontuou.
Para o Sebrae-MT, o fortalecimento da promoção internacional está diretamente ligado ao desenvolvimento do empreendedorismo e da economia criativa no Estado. A diretora-superintendente da instituição, Lélia Brum, destacou o valor dos ativos naturais e culturais distribuídos pelo território mato-grossense.
“Em cada canto do nosso estado, nossas riquezas são atrativos únicos. E essa condição nos permite ampliar nossos sonhos, nossas estratégias e assegurar o desenvolvimento da cadeia do turismo, da economia criativa e das bases fundamentais que nós acreditamos para o empreendedorismo no nosso estado”, afirmou.
Mato Grosso reúne três grandes biomas e abriga destinos já reconhecidos por operadores internacionais, como o Pantanal, a Chapada dos Guimarães, Alta Floresta, Nobres e Campo Novo do Parecis. Nesse contexto, Cuiabá se consolida como a principal porta de entrada para os atrativos naturais e culturais do estado, além de se destacar como polo para eventos e turismo de negócios. Ao avaliar o momento vivido pelo setor e as perspectivas abertas com a implementação do plano, Maria Letícia Arruda, secretária adjunta de Turismo da Sedec, ressaltou o potencial do território mato-grossense.
“Este é um momento de grande importância para destacarmos o nosso estado, que reúne três biomas, possui uma vasta extensão territorial e um imenso potencial. Seguimos enfrentando desafios e trabalhando para superá-los todos os dias”, concluiu.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Idoso garante na Justiça continuidade de tratamento oftalmológico
Resumo:
- Clínica oftalmológica deverá manter e custear integralmente tratamento de idoso após agravamento de problema ocular.
- A decisão garante continuidade da assistência médica mesmo sem perícia conclusiva sobre responsabilidade.
Um idoso de 84 anos conseguiu manter decisão que obriga uma clínica oftalmológica a custear integralmente seu tratamento ocular, incluindo consultas, exames, procedimentos ambulatoriais e medicamentos prescritos, após mudança no quadro clínico que tornou inadequada a cirurgia inicialmente determinada. A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou recurso da empresa e confirmou a tutela de urgência.
O paciente ajuizou ação de obrigação de fazer com pedido de indenização por danos morais e materiais. Inicialmente, havia sido determinada a realização de cirurgia de vitrectomia para retirada de substância ocular. Contudo, com a evolução do quadro e a realização do procedimento, a medida perdeu o objeto. Diante disso, o juízo de origem adequou a tutela para garantir a continuidade do tratamento clínico voltado à recuperação da córnea e à preservação da visão do olho direito.
A clínica recorreu, sustentando que a nova decisão impôs obrigação ampla e contínua de custeio sem delimitação técnica ou temporal, bem como sem realização prévia de perícia médica para comprovar eventual nexo causal entre sua conduta e o atual problema. Alegou ainda que o comprometimento visual teria relação com cirurgia anterior realizada em outra unidade de saúde e que parte do atendimento vinha sendo viabilizada pelo Sistema Único de Saúde.
Ao analisar o recurso, a relatora, desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira, destacou que a decisão questionada apenas ajustou a tutela de urgência à realidade clínica superveniente, conforme autoriza o artigo 296 do Código de Processo Civil. Ressaltou que, nesta fase processual, não se discute de forma definitiva a existência de erro médico ou responsabilidade civil, matérias que dependem de instrução probatória mais aprofundada, inclusive eventual perícia.
Segundo o entendimento adotado, a ausência de laudo conclusivo não impede a adoção de providências emergenciais quando há risco de agravamento da saúde, especialmente em se tratando de paciente idoso e com quadro ocular sensível. A manutenção do tratamento foi considerada medida reversível e necessária para evitar possível piora da visão.
O colegiado também afastou o argumento de que a clínica não poderia ser obrigada a fornecer medicamentos por não possuir farmácia própria. A decisão permite, alternativamente, o depósito judicial do valor correspondente para que o paciente adquira os colírios e demais remédios prescritos.
Em relação à multa diária, foi mantida a fixação de R$ 200 por dia em caso de descumprimento, limitada inicialmente a R$ 10 mil. Para a relatora, o valor é proporcional e adequado para assegurar o cumprimento da ordem.
Processo nº 1007607-59.2026.8.11.0000
Autor: Flávia Borges
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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