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Com mais de 70 toneladas, eixo da roda-gigante chega ao Parque Novo Mato Grosso

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O eixo da maior roda-gigante da América Latina chegou ao Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, na manhã desta sexta-feira (6.2). Com mais de 70 toneladas e 16 metros de comprimento, a peça foi fabricada na China, desembarcou no Porto de Santos (São Paulo) na semana passada e seguiu até Cuiabá por transporte terrestre, em carreta escoltada por batedores.

Este é o segundo carregamento de componentes do atrativo que chega à capital. O primeiro, referente à fundação, foi entregue em maio do ano passado e já se encontra instalado. A expectativa do Governo de Mato Grosso, responsável pela obra por meio da MT Participações e Projetos (MT Par), é de que as demais peças sejam entregues de forma gradual ao longo dos próximos meses.

Perspectiva da Roda Gigante retirtada do projeto do atrativo. Imagem: (MT Par)

Ao todo, 80 carretas irão transportar contêineres com os demais componentes, incluindo as 42 cabines, cada uma com capacidade para até seis pessoas, totalizando 210 visitantes por giro. Todas as peças estão atualmente no Porto de Santos e serão encaminhadas para Cuiabá conforme a liberação dos desembaraços aduaneiros pela Receita Federal.

A roda-gigante será instalada no canteiro central do Parque Novo Mato Grosso e, devido à sua dimensão e localização estratégica, poderá ser vista de vários pontos da cidade, inclusive da região central de Cuiabá e de Chapada dos Guimarães.

“Trata-se de um atrativo grandioso, acessível à população e que proporcionará uma vista panorâmica privilegiada da cidade. No Parque Novo Mato Grosso, ela integrará um conjunto de atrações como pistas de skate, motocross, kart e automobilismo, ampliando as opções de lazer, entretenimento e esporte”, destaca Wener Santos, presidente da MT Par.

A estrutura da roda-gigante ocupará uma área construída de 1.000,37 m², distribuída em três níveis: térreo, primeiro pavimento e cobertura, sendo esta última destinada ao embarque dos visitantes.

O Parque Novo Mato Grosso será o maior espaço multieventos da América Latina e está em construção a 8 km de Cuiabá, na rodovia de acesso à Chapada dos Guimarães. Com 300 hectares de área, o empreendimento tem como objetivo impulsionar o esporte, os negócios e o turismo em todo o estado.

Fonte: Governo MT – MT

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Cattani defende projeto sobre a Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt e destaca estudos realizados pela ALMT na região

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) defendeu durante sessão nesta quarta-feira (17), o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 11/2025 que tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e trata da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt. O parlamentar afirmou que a proposta tem sido alvo de interpretações equivocadas e reforçou que o objetivo não é extinguir a reserva, mas corrigir problemas decorrentes da ampliação de seus limites sobre áreas já ocupadas por famílias e produtores rurais.  

Segundo Cattani, o debate sobre a situação da reserva não começou com a apresentação do projeto. Em abril de 2025, a Assembleia Legislativa aprovou a criação de uma Comissão Especial para acompanhar e avaliar a situação da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, diante dos conflitos fundiários, das disputas judiciais e dos impactos relatados por moradores da região.

A partir da criação da comissão, foram realizadas visitas técnicas, reuniões com comunidades locais e estudos para levantar informações sobre os aspectos sociais, econômicos, ambientais e fundiários da área. De acordo com o parlamentar, parte das críticas feitas ao projeto ignora a realidade de comunidades que já estavam estabelecidas na região antes da ampliação da reserva.

“O governo assentou essas pessoas e algumas estavam lá muito antes de existir a Reserva do Guariba. Quando houve a ampliação da reserva, ela passou a abranger áreas consolidadas, onde vivem produtores e famílias há muitas décadas”, disse.  

Cattani ressalta que a proposta em tramitação não tem como objetivo extinguir a Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, mas sustar o decreto que ampliou seus limites sobre áreas que, segundo ele, já estavam consolidadas e ocupadas por famílias e produtores rurais. “O projeto não extingue a Resex Guariba-Roosevelt de forma nenhuma. Ele vai corrigir um erro que o Estado fez. Nós queremos preservar a reserva. Ninguém vai extinguir o Guariba. O que estamos discutindo é o decreto que ampliou a área sobre locais onde já existiam produtores rurais antes da reserva existir”, declarou.

Para subsidiar os trabalhos, a Comissão Especial da ALMT solicitou a elaboração do Projeto de Análise Técnica da Resex Guariba-Roosevelt, estudo que avaliou os impactos sociais, econômicos, ambientais e fundiários da região. O relatório preliminar será apresentado no próximo dia 29 de junho, durante audiência pública no distrito de Guariba.

“A Assembleia Legislativa está investindo nesse trabalho, que analisou todos os aspectos da reserva, econômico, social e ambiental. Esse estudo vai nos dar parâmetros para regulamentar tanto a própria reserva, que nós queremos preservar, como também dar segurança jurídica às pessoas que vivem naquela região”, afirmou.

Segundo Cattani, a atuação ocorre após sucessivos pedidos feitos pela própria população local. “Nós estamos atendendo um clamor da população daquela região, das pessoas que vivem lá e que buscam uma solução para a insegurança jurídica que enfrentam”, disse. “Os moradores da região não pedem privilégios. Eles pedem respeito, saúde, educação, oportunidades, segurança jurídica e condições dignas para permanecer onde sempre viveram. O Parlamento de Mato Grosso tem a obrigação de ouvir essas vozes”, completou o parlamentar, durante a sessão.  

Para o parlamentar, o trabalho demonstra que o tema vem sendo tratado de forma ampla e responsável, buscando conciliar a preservação ambiental com os direitos das famílias que vivem e produzem na região há décadas.

“O que nós queremos é preservar a reserva e, ao mesmo tempo, garantir segurança jurídica para quem está lá antes dessas ampliações. Uma coisa não impede a outra”, concluiu.

Gilberto Cattani defende que o debate seja conduzido com base em informações técnicas e na realidade vivida pelas comunidades locais. Segundo ele, a preservação ambiental e a garantia de direitos às famílias que ocupam a região não são objetivos incompatíveis e devem caminhar juntos na construção de uma solução definitiva para a área. 



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