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Diamantino realiza 11ª Conferência Municipal de Saúde e define propostas para fortalecer o SUS

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A Prefeitura de Diamantino, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou no dia 02 de junho a 11ª Conferência Municipal de Saúde, com o tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: cuidar do povo é cuidar do Brasil” no Centro de Formação Esportivo Mário Ferreira Mendes, no bairro Buriti. O encontro reuniu representantes da saúde e da comunidade para discutir propostas voltadas ao fortalecimento da saúde pública e ao planejamento das ações para os próximos quatro anos. 

Realizada a cada quatro anos, a conferência é um importante espaço de participação popular, onde a comunidade tem a oportunidade de contribuir com sugestões e diretrizes que irão nortear as políticas públicas de saúde no município, além de subsidiar as discussões nas etapas estadual e nacional.

O prefeito, Chico Mendes, destacou a importância da conferência como instrumento de planejamento e participação social.

“Este é um encontro democrático que permite ouvir a população, avaliar o que foi realizado e planejar as próximas ações para melhorar cada vez mais a saúde do nosso município.”

Para a secretária municipal de Saúde, Adélia Maria, a conferência é uma ferramenta fundamental para o planejamento das ações do setor e para a melhoria contínua dos serviços oferecidos à população.

“As discussões realizadas durante a conferência ajudam a direcionar investimentos, qualificar os serviços e garantir que as necessidades da população sejam consideradas no planejamento da saúde do município.” 

O palestrante, Eduardo Bonfim, falou sobre o tema central da conferência e sua relação com os debates realizados ao longo do evento.

“A palestra ajuda os participantes a entenderem melhor os temas que serão debatidos e a importância da participação de cada pessoa na construção de propostas que irão contribuir para a saúde do município nos próximos quatro anos.” 

O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Jacildo de Siqueira, explicou como funciona o processo de construção das propostas da conferência.

“Durante a conferência, os participantes foram divididos em quatro grupos, cada um responsável por debater um tema específico da saúde. Ao final dos trabalhos, foram definidas propostas e diretrizes que serão encaminhadas para a etapa estadual. Também elegemos os delegados que terão a missão de representar Diamantino e defender essas propostas nas próximas conferências.”

A servidora da saúde e representante das propostas escolhidas, Lucivânia Oliveira, compartilhou sua avaliação sobre as discussões promovidas ao longo do evento.

“Foi um momento muito rico, porque pudemos discutir os desafios da saúde pública e pensar em soluções para fortalecer o SUS e oferecer serviços cada vez mais eficientes para a nossa comunidade.”

Estiveram presente, o presidente da Câmara Municipal, Ranielli Lima, os vereadores Edes Béia e Edson da Silva, a secretária de Fazenda, Solange Maria, a secretária de Cultura e Turismo, Sandra Baierle, e a secretária de Gabinete, Marinêze Meira, que acompanharam as discussões e atividades realizadas durante a conferência.

Ao final do evento, foram consolidadas as propostas e diretrizes construídas pelos grupos de trabalho, que serão encaminhadas para as próximas etapas do processo conferencial. Confira abaixo as propostas e diretrizes aprovadas durante a 11ª Conferência Municipal de Saúde de Diamantino.

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Cáceres

Mato Grosso registra 26 feminicídios em 2026 e junho bate recorde de assassinatos de mulheres

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Maior parte dos crimes foi cometida por maridos que usaram faca como arma.

Dados do Observatório Caliandra revelam que Cuiabá e Várzea Grande lideram ranking de mortes e crimes já deixaram 32 crianças órfãs no estado

Por: VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT

Mato Grosso já contabiliza 26 casos de feminicídios confirmados em 2026. Os dados são do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado (MPMT), e apontam junho como o mês com o maior número de registros desse tipo de crime.

Cuiabá e Várzea Grande ainda lideram o ranking das cidades com mais vítimas de feminicídio. Cada uma registrou, até agora, três ocorrências. Também aparecem na lista Vila Bela da Santíssima Trindade e Tangará da Serra, com dois casos cada.

Já Tapurah, Sinop, São José do Xingu, Rondonópolis, Poxoréu, Porto dos Gaúchos, Nova Maringá, Nova Bandeirantes, Lucas do Rio Verde, Itaúba, Guarantã do Norte, Chapada dos Guimarães, Brasnorte e Castanheira registraram um caso cada.

Um dos últimos casos noticiados pelo  foi a morte da professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, que teve o corpo encontrado na segunda-feira, 29 de junho, em um assentamento na cidade de Castanheira (a 787 km de Cuiabá). Segundo o registro, vizinhos sentiram falta da vítima, que havia saído para os fundos de sua propriedade rural e não retornou.

Durante as buscas, ela foi encontrada dentro de uma represa. Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, foi preso pelo assassinato da mulher, que era sua namorada. Segundo a polícia, o suspeito teria estrangulado e quebrado o pescoço da vítima antes de jogar o corpo em uma represa. O Caliandra incluiu o assassinato dela no banco de dados do estado neste mês de julho.

Nesta semana, também foi confirmada a investigação por feminicídio da morte de Olga Beatriz, de 12 anos, que teria sido asfixiada pelo próprio pai. O inquérito foi concluído e a Polícia Civil indiciou o agressor, morador de Várzea Grande, que está preso preventivamente. O processo está em tramitação. O caso ainda não foi contabilizado nos dados do MPMT.

Ainda conforme o levantamento, facas e objetos semelhantes foram os itens mais utilizados nos crimes. Asfixia e estrangulamento aparecem empatados em segundo lugar. Armas de fogo ocupam a terceira posição, seguidas por atropelamento e espancamento.

Do total de casos, sete mulheres perderam a vida dentro da própria residência. O item “residência” ainda aparece em 13 ocorrências, podendo se referir à casa do criminoso ou a qualquer outro imóvel de familiares ou conhecidos. Quatro mortes ocorreram em ruas e avenidas das cidades.

Desprezo e discriminação pelo fato de serem mulheres, além do sentimento de posse, aparecem como as principais motivações apontadas para os crimes, praticados, em sua maioria, por ex-maridos ou ex-namorados.

Das 26 vítimas, apenas duas tinham medida protetiva ativa e oito haviam registrado boletim de ocorrência contra o agressor antes da morte. Mulheres pardas e com ensino médio completo lideram o perfil das vítimas em Mato Grosso.

Ainda conforme o Observatório Caliandra, 32 crianças ficaram órfãs em decorrência dos feminicídios registrados em 2026.

Denuncie

A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou situações de risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser registrado de forma online, por meio da Delegacia Digital.

Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.

O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes de feminicídio pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelece a Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.

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