Mato Grosso
Com décadas de atuação, servidoras veem pós-graduação como reconhecimento
Mato Grosso
A oportunidade de voltar à sala de aula tem sido encarada como um reconhecimento à trajetória profissional e um passo importante para aprimorar a atuação de servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso. A oferta de pós-graduações voltadas ao público interno demonstra a valorização de quem constrói a Justiça, especialmente daqueles com muitos anos de serviço.
Com 120 participantes, sendo 75% de servidores que atuam no primeiro grau de jurisdição, a formação tem despertado o interesse de servidoras experientes da Capital e do interior do estado, que veem na qualificação contínua uma forma de acompanhar as transformações do Direito e melhorar a prestação jurisdicional.
Aprofundar para melhorar
Para Maria Eterna Pereira Mello, técnica judiciária da 4ª Vara de Execuções Penais de Rondonópolis, com 27 anos de atuação no Judiciário, a iniciativa representa mais do que uma capacitação: é o reconhecimento de uma trajetória.
“A busca pela qualificação não é apenas um diferencial, é um dever profissional. Quando o Tribunal investe na formação dos servidores, especialmente os do interior, demonstra um compromisso real com a valorização de quem está na linha de frente”, afirma.
Segundo ela, aprofundar os conhecimentos em Direito Constitucional, base do ordenamento jurídico, é essencial para garantir atuação mais segura e alinhada aos princípios que regem a atuação do Judiciário.
“Uma equipe bem capacitada presta um serviço mais eficiente e humanizado. Isso impacta diretamente o cidadão, que busca no Judiciário a solução para suas demandas”, destaca.
A expectativa também é de aplicar o conhecimento adquirido na prática e ampliar a visão sobre os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “Quero compreender melhor como aplicar esses conceitos no dia a dia, entender as decisões relevantes e contribuir de forma mais qualificada para a prestação jurisdicional”, completa.
Reconhecimento e oportunidade
A percepção de valorização também é compartilhada por Márcia Duarte, técnica judiciária da Comarca de Primavera do Leste, que destaca o acesso à formação como um diferencial para servidores de fora da capital.
“Me senti privilegiada por estar nessa pós-graduação. O Tribunal sempre oferece oportunidades para servidores das comarcas participarem, e isso faz toda a diferença”, afirma.
Para ela, o principal objetivo é transformar o aprendizado em melhoria concreta no ambiente de trabalho. “Espero aprimorar meus conhecimentos e aplicar na prática, no meu setor”, pontua.
Sobre a pós
A pós-graduação terá duração até abril de 2027 e será ofertada na modalidade híbrida, com 60% das aulas presenciais e 40% virtuais. Estão previstos 16 encontros ao longo do período, distribuídos entre atividades presenciais e síncronas online.
Autor: Vitória Maria Sena
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
Mato Grosso
Rodoviários do Rio participam de audiência de conciliação
Rodoviários e patrões de empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro participam nesta quarta-feira (15), às 11 h, de mais uma audiência de conciliação na sede do Tribunal Regional do Trabalho a 1ª Região (TRT-RJ) para chegar a um acordo sobre o reajuste da categoria.
A data-base dos rodoviários é 1º de julho. Para a campanha salarial em andamento, o Sindicato dos Rodoviários do Rio e o patronal Rio Ônibus já fizeram três rodadas de negociação no TRT-RJ, sem chegar a um acordo.
Durante as negociações mediadas pela Justiça do Trabalho, a categoria flexibilizou a reivindicação de reajuste salarial de 17% para 12% (dividido em parcelas), mas as empresas ofereceram 4,5%. Antes, o Rio Ônibus havia ofertado 4,39%.
O desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic), pediu que os patrões aumentem a oferta de reajuste para 5%, o mesmo valor pago as categorias de rodoviários das cidades de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Paralisação
No dia 27 de junho, o Sindicato dos Rodoviários ajuizou o dissídio coletivo de greve e de natureza econômica. Na mesma data, o TRT-RJ, considerou a greve legal e concedeu liminar autorizando o início da paralisação. Determinou a manutenção de, no mínimo, 50% da frota operacional em cada linha e itinerário, sob pena de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento da medida.
Dois dias depois, no dia 29 de junho, os rodoviários do município do Rio de Janeiro iniciaram a paralisação. No dia 2 de julho, suspenderam o movimento, a pedido do TRT-RJ, mantendo o estado de greve, para que o sindicato patronal aumentasse a proposta de reajuste, mas não houve acordo.
Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial, valorização dos pisos remuneratórios, ampliação do auxílio-alimentação para R$ 1 mil e o pagamento do intervalo para refeição como hora extraordinária.
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