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Estâncias turísticas paulistas reúnem opções para férias

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As férias escolares de julho coincidem com a temporada de atividades ao ar livre em municípios paulistas reconhecidos como estância. A rede reúne cidades do litoral, da serra e do interior, com estrutura voltada a diferentes perfis de viagem, de passeios de um dia até roteiros de aventura em rios e cachoeiras.

Esportes de aventura

O turismo de aventura concentra-se em municípios do interior e da serra, onde agências de receptivo credenciadas organizam transporte, equipamentos e monitoria. Brotas, a cerca de 240 quilômetros, é referência nacional no segmento, com rafting no Rio Jacaré-Pepira — 14 corredeiras entre os níveis II e IV —, bóia-cross, canionismo, arvorismo e tirolesa, além de rafting para crianças em trecho mais tranquilo, e cerca de 70 cachoeiras catalogadas.

Socorro, a cerca de 136 quilômetros, oferece conjunto semelhante — rapel, arvorismo, tirolesa, bóia-cross, escalada e trilhas —, com estrutura parcialmente adaptada para pessoas com deficiência. Analândia, a cerca de 220 quilômetros e reconhecida como Estância Climática, soma rapel, escalada, cachoeirismo e quadriciclo, com destaque para o Morro do Cuscuzeiro. Em São Bento do Sapucaí, o Monumento Natural Pedra do Baú reúne escalada, trilhas, via ferrata e rampa de voo livre.

Parques aquáticos

O Circuito das Águas Paulista concentra parques abastecidos por fontes termominerais. Em Olímpia, o Thermas dos Laranjais reúne mais de 50 atrações em águas aquecidas entre 26°C e 38°C, e o Hot Beach Olímpia organiza atrações por níveis de intensidade. Em Águas de Lindóia, o Thermas Hot World disponibiliza área específica para crianças, além de arvorismo e escalada. Em São Pedro, a cerca de 180 quilômetros, o Thermas de São Pedro conta com mais de 20 atrações, incluindo a maior piscina de ondas do estado.

Em Itu, Estância Turística desde 1979 e conhecida como Cidade dos Exageros, o Parque Maeda reúne parque aquático, pesque-pague, teleférico e jardim japonês. O município também deve ganhar o Cacau Park, parque de diversões da Cacau Show atualmente em construção, com inauguração prevista para 2027.

Parques naturais e cavernas

Em Campos do Jordão, o Parque Estadual, também identificado como Horto Florestal, ocupa cerca de um terço da área do município e reúne trilhas de diferentes níveis, piquenique, lago com pedalinhos e arvorismo. Em Eldorado, no Vale do Ribeira, a cerca de 292 quilômetros, o Parque Estadual Caverna do Diabo abriga a maior caverna do estado, com cerca de 6.340 metros de galerias mapeadas, das quais 600 metros integram o roteiro tradicional, acompanhado por monitor credenciado, funcionando de segunda a domingo em julho, das 8h às 17h.

No Vale do Paraíba, o Parque Nacional da Serra da Bocaina tem sede em São José do Barreiro, a cerca de 278 quilômetros, e se estende também por Bananal, reunindo trilhas, cachoeiras e mirantes, com destaque para a Cachoeira Santo Isidro e para a Trilha do Ouro, travessia de vários dias até o litoral do Rio de Janeiro.

Bate-volta próximo à capital

Roteiros de um dia são possíveis em estâncias a menos de 90 quilômetros de São Paulo. Em Atibaia, a cerca de 65 quilômetros, a Pedra Grande reúne trilhas, mirante e voo livre. Em Bragança Paulista, a cerca de 88 quilômetros, o Lago do Taboão oferece pista para caminhada, ciclismo e esportes náuticos, como caiaque e stand-up paddle.

Em Ribeirão Pires, a cerca de 40 quilômetros, o Parque Oriental Municipal Milton Marinho de Moraes reúne trilhas às margens da Represa Billings. Na Baixada Santista, Santos, Praia Grande, São Vicente e Guarujá ficam entre 70 e 90 quilômetros, com acesso pelas rodovias Anchieta e dos Imigrantes. Em Santos, a orla reúne o jardim litorâneo, o Aquário de Santos, o Museu Pelé e o funicular do Monte Serrat. Em São Vicente, a Ilha Porchat oferece mirante gratuito. Em Guarujá, a travessia por balsa dá acesso a praias como Pitangueiras e Astúrias.

Acampamento

Diversas estâncias de serra e litoral oferecem estrutura para acampamento, em terrenos particulares ou em unidades de conservação que autorizam a atividade mediante cadastro prévio. Municípios com forte vocação para turismo de aventura, como Brotas e Analândia, contam com áreas de camping junto a parques particulares. A confirmação de regras de acesso e funcionamento junto à administração de cada área é recomendada antes da viagem.

Praia na baixa temporada e observação de baleias

O litoral norte de São Paulo recebe, entre maio e novembro, a passagem de baleias-jubarte em direção a águas mais quentes para reprodução, com maior concentração em junho e julho, segundo o Instituto Baleia Jubarte. Os passeios de observação são oferecidos em Bertioga, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba, do Circuito Litoral Norte.

A legislação federal determina distância mínima de 100 metros dos animais, além de restrições à aproximação e à permanência prolongada das embarcações. Em 2025, a região registrou mais de 800 avistamentos, segundo o consórcio turístico responsável pela gestão do destino. Fora da alta temporada de verão, o litoral paulista tende a receber menor circulação de visitantes, fator apontado pelo setor como movimentação econômica nos meses de menor fluxo.

Recomendações gerais

A contratação de operadoras credenciadas é indicada para atividades de aventura e observação de baleias. Preços, horários e regras de acesso variam entre destinos e estão sujeitos a alteração, recomendando-se confirmação direta com cada estabelecimento antes da viagem.

A Aprecesp (Associação das Prefeituras das Cidades Estância do Estado de São Paulo) reúne as 78 estâncias turísticas paulistas, distribuídas entre litoral e interior. Fundada em 1985, é uma entidade privada e sem fins lucrativos, responsável por representar os municípios turísticos junto a órgãos públicos e privados.



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Acessibilidade na CASACOR SP garante experiência para PCDs

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A CASACOR São Paulo 2026, a maior mostra de arquitetura, design, arte e paisagismo das Américas, realizará nesta edição um conjunto de ações voltadas à acessibilidade, atendendo visitantes com deficiência motora, visual e auditiva. O evento, realizado de 10 a 20 de outubro de 2026 no Centro de Exposições da cidade, contará com percursos adaptados, rampas, elevadores, banheiros acessíveis e recursos de comunicação na Língua Brasileira de Sinais (Libras), seguindo as diretrizes do Desenho Universal e mantendo a certificação da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) obtida nos três últimos anos.

O percurso acessível inclui rampas de inclinação adequada, circulação livre para cadeiras de rodas e elevadores que dão acesso a sete ambientes diferentes. Cada um desses espaços recebeu equipamentos de acessibilidade que permitem a visita a mezaninos e aos níveis superiores sem comprometer o conceito arquitetônico dos projetos. Nove banheiros foram adaptados, oferecendo cabines exclusivas, áreas familiares e, em alguns casos, instalações para crianças e pessoas de baixa estatura.

Diversos projetos da mostra incorporam recursos de acessibilidade como parte da linguagem dos ambientes. Entre eles, destaca‑se o “Nota em Linhas”, de Rafaella Manso, que dispõe de elevador para o pavimento superior; o Restaurante Raiz, de Marta Martins, que integra soluções de acessibilidade ao seu layout; “A Poética do Ritmo”, de Isabella Nalon, concebido para receber visitantes por meio de elevador; e a Casa da Marcenaria Brasileira, de João Panaggio, equipada com plataforma elevatória para percursos completos. Outros ambientes, como o banheiro Galeria (Carlos Navarro) e o Spa Raízes (Marcos Serrano Miralles), também contam com adaptações específicas.

Além das adaptações físicas, a edição 2026 oferece recursos para pessoas com deficiência visual e auditiva. Mapas táteis, audiodescrição e carrinhos motorizados estão disponíveis ao longo do circuito. O atendimento em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para visitantes surdos é realizado em parceria com a ICOM, empresa especializada em comunicação acessível.

A CASACOR recebeu, pelo terceiro ano consecutivo (2024‑2026), o Selo de Acessibilidade da CPA, em razão de recursos como rampas, elevadores, mapas táteis e audiodescrição. Darlan Firmato, Diretor de Operações da CASACOR São Paulo, afirmou que a preocupação com a inclusão tem mais de duas décadas: “A CASACOR busca ser acessível há 21 anos, carregando, nessa missão, pioneirismo e a obrigação universal de fazer da maior plataforma de arquitetura, design, arte e paisagismo das Américas um exemplo ao receber bem pessoas com deficiência motora, visual e auditiva”.

Silvana Cambiaghi, arquiteta e consultora de acessibilidade da mostra desde 2005, destacou que a acessibilidade não é tratada como adaptação pontual, mas como conceito integrado ao planejamento e à montagem dos ambientes: “Transformar a CASACOR em uma mostra acessível é um processo que começa muito antes da abertura ao público. A acessibilidade deve estar presente em todas as fases, do projeto à execução, com base nos princípios do Desenho Universal”, ressaltou, citando a participação do engenheiro Oswaldo Rafael Fantini e dos arquitetos Luis Fernando Estuqui e Marina Rangel.

A iniciativa reforça a trajetória iniciada em 2006, quando foram implementadas as primeiras adaptações – rampas, nivelamento de pisos, banheiros acessíveis e calçada tátil – e consolida a CASACOR como referência nacional em arquitetura universal.



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