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Pesquisa para presidente 2026 movimenta debate eleitoral

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A divulgação de novas pesquisas para presidente em 2026 movimenta o debate eleitoral antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Levantamento do Datafolha divulgado em 20 de junho apontou Luiz Inácio Lula da Silva com 41% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 31% no cenário estimulado de primeiro turno. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 139 cidades, apresentou margem de erro de dois pontos percentuais e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-09956/2026.

Outro levantamento, publicado pela Genial/Quaest em 10 de junho, registrou 39% para Lula e 29% para Flávio Bolsonaro em um dos cenários de primeiro turno. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores presencialmente em 120 municípios, com margem de erro estimada em dois pontos percentuais e registro BR-7661/2026. Os resultados representam as respostas dos entrevistados no período de realização de cada estudo e devem ser analisados junto à metodologia, à amostra e à margem de erro informadas.

Pesquisas eleitorais seguem regras de registro

Desde 1º de janeiro de 2026, empresas e entidades responsáveis por pesquisas de opinião relacionadas às eleições ou a possíveis candidaturas precisam registrar cada levantamento no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais, o PesqEle. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o procedimento deve ocorrer até cinco dias antes da divulgação.

O registro reúne informações como contratante, origem dos recursos, metodologia, período de realização, plano amostral, intervalo de confiança e margem de erro. A Justiça Eleitoral informa que não realiza controle prévio dos resultados, mas pode atuar quando provocada diante de possíveis irregularidades.

O calendário das Eleições 2026 estabelece o primeiro turno em 4 de outubro e eventual segundo turno em 25 de outubro. Além da Presidência da República, o eleitorado escolherá representantes para os governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas.

Ano eleitoral exige atenção na comunicação empresarial

O aumento da circulação de conteúdos sobre pesquisa eleitoral, intenção de voto e campanha presidencial também cria um ambiente que exige atenção das empresas em suas ações de comunicação. Materiais institucionais, campanhas internas, eventos e produtos personalizados precisam apresentar finalidade clara para evitar associação indevida com candidaturas ou partidos.

Rodrigo Pereira, CEO da Innovation Brindes, afirma que o contexto eleitoral deve ser considerado durante a definição de artes, mensagens e materiais corporativos. “Em ano eleitoral, materiais institucionais precisam ter finalidade clara para não serem confundidos com propaganda de candidatura. O briefing deve indicar o público, o objetivo e o contexto da ação”, explica.

A legislação estabelece limites específicos para materiais utilizados em campanhas políticas. O Tribunal Superior Eleitoral informa que é proibida a confecção, utilização e distribuição, por comitês, candidaturas ou com sua autorização, de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes e outros bens que possam proporcionar vantagem ao eleitorado.

A restrição diferencia a propaganda eleitoral das ações institucionais realizadas por empresas sem vínculo com candidaturas. Ainda assim, Pereira recomenda atenção quando cores, frases, números ou símbolos puderem ser associados ao cenário político. “Uma campanha corporativa pode ter finalidade interna, educativa ou comercial, mas a comunicação precisa deixar esse objetivo evidente. Em situações que envolvam referências eleitorais, a avaliação jurídica também deve fazer parte do planejamento”, declara.

Comunicação institucional mantém foco na empresa

Durante o período eleitoral, organizações podem manter ações de endomarketing, treinamentos, eventos, campanhas de relacionamento e distribuição de materiais corporativos sem conteúdo político-partidário. A definição do produto, da personalização e da mensagem deve permanecer conectada à identidade institucional e ao propósito original da iniciativa.

Segundo Pereira, a Innovation Brindes orienta que materiais personalizados sejam desenvolvidos a partir de informações claras sobre a ação. “O cuidado começa no briefing. A empresa precisa informar onde o material será utilizado, quem vai recebê-lo e qual mensagem pretende transmitir”, afirma.

A busca por pesquisa para presidente 2026 deve permanecer associada à divulgação de novos levantamentos e ao avanço do calendário eleitoral. Para empresas, o período amplia a necessidade de distinguir comunicação corporativa, manifestação institucional e propaganda eleitoral, mantendo atenção às regras definidas pela Justiça Eleitoral.



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CNI reduz previsão de crescimento do PIB

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu de 2% para 1,6% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026. A revisão consta do Informe Conjuntural do 3º trimestre, divulgado em 28 de outubro, de acordo com a CNI, via Portal da Indústria. Segundo a entidade, o ajuste para baixo se deve principalmente às perspectivas menos favoráveis para a indústria, em especial a de transformação, e para os serviços, cujos efeitos devem se sobrepor ao avanço da agropecuária e da indústria extrativa.

Indústria, serviços e agropecuária

A projeção para o PIB da indústria passou de 2% para 1,3%, a maior revisão negativa entre os setores. A CNI estima que a indústria extrativa cresça 9,1%, mas que isso não seja suficiente para compensar o enfraquecimento da indústria de transformação. A previsão de alta de 0,6%, divulgada em julho, deu lugar a uma estimativa de queda de 0,7%. A entidade cita a retração da demanda interna, a piora das condições financeiras de empresas e famílias, a entrada de produtos importados e o aumento dos custos de produção. A construção teve a projeção de alta mantida em 1,5%, com apoio da expansão do Minha Casa, Minha Vida e de investimentos em infraestrutura.

No setor de serviços, a estimativa foi reduzida de 1,9% para 1,6%, em razão do volume de serviços praticamente estável desde o fim do ano passado e da desaceleração do comércio varejista, sobretudo nos segmentos mais sensíveis ao crédito. A agropecuária foi a única a ter a projeção revista para cima, de 1,8% para 2,5%, impulsionada pela revisão positiva da segunda safra de milho.

Mercado de trabalho

Apesar da desaceleração, a CNI avalia que o mercado de trabalho continuará sustentando a demanda. A entidade prevê alta de 1,2% na população ocupada em 2026 e queda da taxa de desemprego, hoje em 5,3%, para 5% ao fim do ano. A massa de rendimento real deve avançar 4,6% em relação ao ano passado.

Contas públicas, inflação e juros

Para as contas públicas, a CNI estima déficit primário de R$ 54,6 bilhões em 2026, equivalente a 0,4% do PIB projetado. Cerca de R$ 67,3 bilhões em precatórios e outras despesas não são computados na meta de resultado primário, o que, segundo a entidade, leva a um superávit de R$ 12,6 bilhões (0,1% do PIB) para fins de cumprimento da meta. A CNI projeta que a dívida bruta passe de 78,6% para 83,7% do PIB em um ano. As despesas federais devem crescer 4,6% em termos reais e a receita líquida, 5,9%. Na inflação, a confederação projeta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) suba 5,15% no ano, ante 4,26% em 2025, com pressão de alimentos, preços administrados e serviços nos últimos meses. Com isso, prevê que o Banco Central reduza a Selic em 0,25 ponto percentual em cada uma das duas reuniões restantes de 2026, levando a taxa básica a 13,25% ao ano.

Para a CNI, esse patamar ainda representa juro real de cerca de 9%, quase o dobro da taxa neutra estimada em 5%, e há espaço para uma flexibilização mais rápida sem prejuízo da convergência da inflação à meta.

Segundo a PrecPago, uma das líderes em antecipação de precatórios no país, a manutenção de R$ 67,3 bilhões em precatórios fora do cálculo do resultado primário ilustra o tamanho do estoque de obrigações da União que seguem fora da dinâmica orçamentária tradicional. A empresa destaca que a combinação de juros elevados e desaceleração da atividade econômica amplia o tempo de maturação do crédito no mercado, tornando o acompanhamento do cronograma de pagamentos do Judiciário um indicador cada vez mais crítico para a previsibilidade financeira de credores e agentes econômicos no país.

Crédito e comércio exterior

De acordo com o informe, as concessões totais de crédito devem subir 5,15% em 2026, com alta de 6,4% para as empresas e de 4% para as famílias. No comércio exterior, as exportações devem crescer 10,3%, para US$ 386,7 bilhões, enquanto as importações devem somar US$ 309,4 bilhões, alta de 6,4%. A balança comercial deve fechar o ano com superávit de US$ 77,3 bilhões, quase 30% acima do registrado em 2025.



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