Sorriso
Prefeito de Sorriso recebe líderes do Benjamin Raiser, Morada do Bosque, Jardim América e São Mateus
Sorriso
Quinta-feira é dia de…”Fala, Presidente”. Neste dia, o prefeito Alei Fernandes reserva uma parte da agenda para ouvir os presidentes das Associações de Moradores de Bairros de Sorriso. No dia 26, vieram dialogar com o gestor do Município os presidentes dos bairros Benjamin Raiser, Maurici José Alves; Morada do Bosque 1 e 2, Jadiel Sousa Santos; Jardim América, Vilson Marcolan; e São Mateus, Vicente Sampaio da Silva.
Benjamin Raiser
Entre as pautas solicitadas pelo representante do Benjamin Raiser, estão a abertura da Avenida Rio Grande do Sul, instalação de mecanismos para reduzir a velocidade dos veículos nas ruas, uma praça e uma horta comunitária no bairro, um ecoponto e melhorias na arborização do bairro. “As podas de árvores tem sido feitas de forma muito rudimentar pela Energisa, sem o devido cuidado com a retirada dos galhos”, apontou Maurici.
O prefeito já antecipou que muitas das demandas trazidas pelo líder comunitário já estão integradas ao planejamento da Administração Municipal. “O prolongamento da Rio Grande do Sul depende apenas de alguns destraves burocráticos e nossa intenção é estender a via até a BR-163 e a situação da arborização, em especial as podas feitas para evitar acidentes na rede elétrica, vão pautar novas reuniões com a concessionária e com o Ministério Público, de forma a padronizarmos este serviço”, destacou, acrescentando que Sorriso deve ganhar novos ecopontos, de forma a permitir a destinação adequada de resíduos.
Morada do Bosque 1 e 2
O reforço do transporte coletivo, um espaço para o lazer e o esporte, bem como o reforço da segurança, principalmente em equipamentos públicos, como forma de coibir ações de vandalismo. Outros pedidos feitos pelo presidente Jadiel Santos são a necessidade de ampliar a equipe, bem como equipamentos, do PSF Jaiminho, revitalizar e instalar bancos, lixeiras, mesas e lixeiras na Avenida Jaime Barrichello, instalar redutores de velocidade e melhorar o fornecimento de água no bairro.
“Vamos já acionar a AGER, bem como a Águas de Sorriso, para buscar, de forma integrada, uma solução para o abastecimento de água, e as outras demandas todas já estão contempladas em nosso planejamento, e serão executadas aos poucos”, destacou o prefeito, acrescentando que também deve encaminhar ao Legislativo um projeto de lei para garantir uma ajuda financeira às associações de moradores de bairro.
Jardim América
O presidente Vilson Marcolan destacou ao prefeito a necessidade de resolver questões antigas do bairro, como a poluição causada por dois silos que estão localizados no Jardim América, bem como o Centro de Ressocialização de Sorriso. A presença do centro de detenção, segundo o líder comunitário, traz apreensão a todos os moradores.
Ciente da gravidade, o prefeito Alei Fernandes destacou que a construção de uma unidade de detenção fora da área central da cidade já vem sendo discutida há bastante tempo. “O Município cedeu uma área próxima à sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e este local, que será construído pelo Governo do Estado, não deve abrigar detentos de alta periculosidade, que serão enviados para outras unidades, e os reeducandos que ficarem ali terão a oportunidade de aprender algum ofício para então ser reinserido à vida em comunidade, tendo possibilidade de se autossustentar e ter uma vida digna, como qualquer cidadão de bem”.
São Mateus
A necessidade de melhorias para o Barracão Comunitário do São Mateus, bem como a melhoria viária foram as demandas trazidas por Vicente Sampaio, assim como a disponibilização de cursos profissionalizantes para os jovens e o reforço de ações para combater a criminalidade.
Ao líder comunitário, o prefeito afirmou que em breve o barracão do São Mateus deve ser elevado à categoria de Mercado Social. Outro ponto destacado pelo gestor municipal é o trabalho de escrituração de propriedades, por meio do Reurb.
Ao lado do coordenador da Casa dos Conselhos, Celso Marcon, o prefeito destacou ao presidente do São Mateus que uma escola técnica, bem como um escritório para incentivar ações de inovação, estão planejadas para toda a região. “Muitas pessoas possuem muito talento, mas não colocam em prática suas ideias inovadoras justamente por falta de oportunidade e é isso que queremos mudar, queremos dar esta oportunidade”, reiterou Alei.
Sorriso
Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro
Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.
Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).
Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.
Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.
Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.
Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.
“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.
Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.
Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.
Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.
Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.
Sobre o ISPN
O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.
A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).
Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.
Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.
Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.
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