Sorriso
Prazo final da declaração do MEI se aproxima e CAE de Sorriso oferece atendimento gratuito
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Sala do Empreendedor orienta microempreendedores sobre a DASN-SIMEI e alerta para multas e riscos de irregularidade
O prazo para a entrega da Declaração Anual do Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI) está chegando ao fim, e a orientação é não deixar para a última hora. Em Sorriso, os MEIs podem contar com atendimento gratuito do Centro de Atendimento ao Empreendedor (CAE) – Sala do Empreendedor, que auxilia desde o esclarecimento de dúvidas até a emissão de guias e apoio em processos administrativos.
A declaração é obrigatória para todos os microempreendedores individuais, inclusive aqueles que não tiveram faturamento no ano-base. Em 2026, o envio se refere ao exercício de 2025 e deve ser feito até 31 de maio. O não cumprimento do prazo pode gerar multa, além de deixar o CNPJ inapto, o que impede, por exemplo, a emissão de notas fiscais.
De acordo com o coordenador do CAE, Leonardo Kozak, é comum que a burocracia acabe ficando em segundo plano na rotina de quem empreende.
“Sabemos que muitos profissionais estão com a cabeça totalmente focada no trabalho, no atendimento ao cliente e na produção. Com isso, a parte burocrática acaba sendo esquecida. Nosso papel é ajudar para que o empreendedor não perca prazos e evite problemas futuros”, informa.
A DASN-SIMEI funciona como uma prestação de contas anual à Receita Federal e exige informações básicas, como o faturamento bruto do ano e se houve ou não contratação de empregado. Mesmo quem não teve receita deve declarar, informando valor zero.
Além da multa mínima por atraso, o MEI que deixa de declarar pode enfrentar sanções mais severas, como o bloqueio do CNPJ e dificuldades para acessar crédito, participar de licitações ou manter contratos formais. Em casos mais graves, a falta de regularização pode levar ao desenquadramento do regime do MEI.
O CAE informa que todo o atendimento é gratuito e voltado a orientar o empreendedor para manter a empresa em dia com as obrigações legais. O serviço inclui emissão de guias, informações fiscais, apoio administrativo e encaminhamento correto da declaração.
A recomendação é que os microempreendedores procurem a Sala do Empreendedor de Sorriso o quanto antes, garantindo a regularização dentro do prazo e evitando transtornos que podem comprometer suas atividades.
O CAE fica anexo ao Centro de Evento Ari José Riedi, na avenida Blumenau, nº 1451, Rota do Sol.
Contatos com a Sala do empreendedor
Whatsapp (66) 9 9743271
whatsapp (66) 9 99781726
Telefone (66) 3545-8381
Sorriso
Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro
Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.
Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).
Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.
Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.
Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.
Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.
“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.
Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.
Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.
Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.
Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.
Sobre o ISPN
O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.
A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).
Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.
Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.
Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.
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