Sorriso
Em nova rodada de reuniões, prefeito recebe líderes do Estrela do Sul, Jardim Amazônia, Green Park e Vila Rica
Sorriso
Projeto da Casa dos Conselhos traz presidentes de todas as Associações de Bairro de Sorriso para apresentaram suas demandas
“Quero dialogar com todos os presidentes de bairro, ouvir as demandas e quero que participem de uma reunião com todos os secretários, para que possamos atender nossos líderes comunitários como eles merecem”, destacou o prefeito Alei Fernandes aos quatro presidentes de bairro recepcionados nesta quinta-feira (12 de março): Edson Batista Ribas Bonet, do Estrela do Sul e Jardim Ocidental; Francirleia de Oliveira, do Jardim Amazônia; José Carlos de Oliveira, do Green Park; e Manoel dos Reis Moreira Filho, do Vila Rica.
“Agradeço muito por esta acolhida, só este momento de abrir as portas, ouvir as demandas, já é muito importante para nós”, afirmou o Manoel, que trouxe ao responsável pelo Executivo Municipal a necessidade de melhorar a logística da Avenida Noemia Dalmolin, dotando a via de mais acessos.
“Mais que ouvir, queremos analisar todo pedido feito, toda situação apresentada e oferecer soluções, que, muitas vezes, poderão não ser em um curto prazo, mas que sim, entrarão em nossa agenda de trabalho”, complementa o prefeito.
Presidente do Green Park, o ex-vereador Zé da Pantanal, debutante na função de presidente de bairro (sim… ele já exerceu a função por 15 anos), também reiterou a importância do momento de tête-a-tête entre os líderes comunitários e o prefeito. Entre as demandas trazidas pelo Zé, está a necessidade de reforçar a importância de que os proprietários de terrenos baldios os mantenham limpos.
O prefeito adiantou ao líder comunitário que a intenção da Prefeitura é de construir, junto à Câmara, uma lei que normatize a manutenção de terrenos baldios, com o plantio de grama, por exemplo. “Estamos atentos a esta situação, que é organização urbana, é limpeza, é saúde e segurança”, asseverou o gestor.
“Eu trago a voz da comunidade do Jardim Amazônia”, afirmou Francirleia de Oliveira, complementando que, a pedido dos moradores do Portal Kaiabi e do Jardim Tropical, também representa os moradores destes dois bairros.
A líder expôs a necessidade de pavimentar um trecho da Rua Tucunaré, ainda sem asfalto, assim como melhorar a infraestrutura urbana da via, que carece de iluminação e limpeza. O gestor anotou todas as demandas e antecipou que, para aquela região, está planejada a implantação de um espaço comunitário pra lá de especial, com a instalação de um parque e um polo de gastronomia.
“Antes, nos sentíamos meio isolados, mas agora, percebemos que estamos no centro de um grande eixo de desenvolvimento”, comentou a presidente, reforçando que a comunidade tem se mostrando muito participativa em busca de melhorias para o bairro.
Uma delas, que já vem sendo buscada por Francirleia por meio da articulação com o Procon e a concessionária Águas de Sorriso é a solução para vazamentos de esgoto no bairro. “Sabemos que a solução definitiva só virá depois das obras, mas precisamos de uma solução que seja eficiente, ainda que paliativa”, ponderou, destacando o empenho do Procon em solucionar a questão.
“Vamos reforçar o pedido junto à Águas de Sorriso, que, neste ano deve avançar a passos largos na implantação do esgotamento sanitário em Sorriso”, confirmou o prefeito.
O líder comunitário que encerrou a edição do “Fala, presidente” foi o representante dos bairros Estrela do Sul e Jardim Ocidental. Edson Bonet destacou que a comunidade pede melhorias na estrutura de lazer do bairro. “Iniciamos o processo de instalação de uma praça, mas não avançou”, contextualizou, complementando que os equipamentos já instalados acabaram sofrendo danos pelo mau uso e também pelo vandalismo.
Além de um local que oferte opções para a prática esportiva e o lazer, o presidente também pediu um espaço público fechado, que permita a reunião da comunidade e, quem sabe, a viabilização de um polo cultural na região.
“Vamos buscar uma estrutura que atenda não somente estes dois bairros, mas outros da mesma região, como o São Francisco, por exemplo”, planejou o prefeito.
Fala, Presidente
Na semana passada, a Casa dos Conselhos deu início ao programa “Fala, Presidente”, que consiste em ampliar o diálogo da Prefeitura com líderes comunitários. Sempre às quintas-feiras o prefeito Alei Fernandes senta para um cafezinho regado a muita conversa com quatro presidentes de Bairro.
Relembre:
Casa dos Conselhos inicia projeto para trazer presidentes de…
Sorriso
Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro
Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.
Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).
Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.
Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.
Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.
Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.
“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.
Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.
Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.
Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.
Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.
Sobre o ISPN
O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.
A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).
Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.
Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.
Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.
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