LUCAS DO RIO VERDE
Projeto no Cras III evita desperdício de alimentos e beneficia 59 famílias
LUCAS DO RIO VERDE
O reaproveitamento de alimentos tem mudado a rotina de muitas famílias em situação de vulnerabilidade em Lucas do Rio Verde. A ação faz parte de um trabalho desenvolvido pela Secretaria de Assistência Social e Habitação, por meio do Cras III, em parceria com o Instituto MBRF, através do projeto Acelera ESG.
Somente nos cinco primeiros meses de funcionamento do projeto, mais de cinco toneladas de alimentos passaram a ser aproveitados e chegaram à mesa de quem mais precisa, ajudando a complementar a alimentação e a reduzir os gastos do dia a dia. Desde o início das atividades, em 1º de agosto de 2025, já foram realizadas 228 entregas de cestas de alimentos, beneficiando cerca de 59 famílias atendidas pela unidade.
O processo começa com o apoio de alguns supermercados parceiros que se dispuseram a fazer as doações, como o Mercado Sacolão e as unidades do Mercado Primavera, que repassam frutas, verduras e legumes que não vão mais para o balcão de vendas, mas que ainda estão bons para consumo. Esses alimentos são recolhidos pela própria equipe do Cras III e levados até a unidade.
(Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti)
A primeira-dama e secretária de Assistência social e Habitação, Janice Ribeiro destacou que o resultado do projeto é fruto de um trabalho em conjunto, entre o Cras e as instituições envolvidas. “Esse projeto mostra como o trabalho da Assistência Social pode ir além do atendimento emergencial, conseguimos unir cuidado, responsabilidade social e parceria. Quero agradecer aos supermercados que acreditaram nessa causa e ao Instituto MBRF, por meio do projeto Acelera ESG, por caminharem junto com o Município, cada alimento doado representa dignidade para as famílias atendidas.”
A coordenadora do Cras III, Rosângela, explica que o projeto vai além da doação de alimentos.“Quando o alimento chega aqui, ele é separado, higienizado e organizado pelas próprias mulheres atendidas pelo Cras. Parte vai direto para as famílias e outra parte é usada nas oficinas. O mais importante é ver como esse processo transforma a vida de quem participa”, destacou.
(Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti)
Além de evitar o desperdício, a atividade abre caminhos para a geração de renda, fortalece a autoestima e cria novas possibilidades para o futuro das participantes.
A aposentada Nadir Terezinha Borges, de 64 anos, participa das atividades e conta que o reaproveitamento de alimentos trouxe alívio para o orçamento da casa. “Levar alimento pra casa ajuda muito a diminuir os gastos. Hoje a gente faz molho de tomate, doce de banana, doce de maçã. E o principal tempero que a gente coloca em tudo é o amor”, relata.
(Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti)
Os resíduos orgânicos que não podem ser usados para consumo viram adubos, que retorna para a terra e fortalece a produção da horta, que também faz parte do projeto. Cuidada pelos próprios usuários da unidade, ela complementa a alimentação das famílias e se tornou um espaço de convivência e bem-estar, como no caso da senhora Ivone Kasbung.
(Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti)
Ivone é acompanhada pelo Cras III e encontrou no projeto, um espaço de acolhimento e superação, em um momento difícil da vida. Após enfrentar um câncer de mama, ela passou a conviver com ansiedade, depressão e síndrome do pânico. Foi no Cras III que encontrou apoio para seguir em frente.“A horta e os projetos daqui foram uma terapia pra mim. Quando eu estava mal, eu vinha pra cá mexer com a terra, plantar, cuidar e depois colher, me ajudou a sair de casa e a não ficar sozinha com os meus pensamentos. Aqui eu criei vínculos, fiz amizades e me senti acolhida, o Cras é um lugar onde a gente é escutada e cuidada. Hoje eu me sinto mais forte pra continuar”, conta.
(Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti)
O trabalho coletivo, o cuidado com o cultivo e a colheita representam, para muitas famílias, um verdadeiro recomeço. O trabalho realizado no Cras III mostra que ações simples podem gerar grandes transformações. Ao reaproveitar alimentos, o município fortalece a economia verde, combate o desperdício e, principalmente, cuida das pessoas que mais precisam.
LUCAS DO RIO VERDE
Aberta a votação para escolha do prato típico de Sorriso
População já pode votar nos três finalistas do ‘Encantos da Gastronomia’ do Senac-MT; resultado será anunciado em maio
A população de Sorriso já pode participar da escolha do prato típico do município. Está aberta a votação popular do ‘Encantos da Gastronomia – Edição Sorriso’, projeto de turismo gastronômico promovido pelo Sistema Comércio do estado, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial em Mato Grosso (Senac-MT).
Os três pratos finalistas – ‘Ossobuco com Farofa de Soja’, ‘Sabores do Cerrado’ e ‘Três Povos à Moda Sorrissense’ – foram selecionados após três dias de execução, degustação e avaliação das receitas por uma comissão julgadora.
Agora, a decisão está nas mãos da população, que pode votar por meio do site www.mt.senac.br.
O prato mais votado será reconhecido como o prato típico de Sorriso, reforçando a identidade cultural e gastronômica do município.
Para o presidente do Sistema Comércio de Mato Grosso, Wenceslau Júnior, a etapa de votação representa o envolvimento direto da comunidade na construção dessa identidade.
“Chegamos a um momento muito importante do projeto, em que a população passa a ser protagonista dessa escolha. Mais do que eleger um prato, estamos valorizando a cultura, fortalecendo o turismo e impulsionando a economia local. O ‘Encantos da Gastronomia’ conecta tradição, identidade e desenvolvimento”, destaca o empresário.
O diretor regional do Senac-MT, Edson Dahmer, reforça o papel da iniciativa como ferramenta de valorização do território.
“O projeto evidencia o potencial da gastronomia como vetor de desenvolvimento. Cada prato finalista carrega história, memória e a identidade de Sorriso. Agora, convidamos toda a população a participar desse momento e ajudar a escolher o prato que melhor representa o município”, afirma o dirigente.
Entre os finalistas, o candidato Marcelo Magalhães de Lima, autor do prato ‘Ossobuco com Farofa de Soja’, aposta na valorização dos ingredientes locais.
“Esse prato foi pensado para representar Sorriso. Ele traz o ossobuco com a soja, banana-da-terra, farinha e especiarias da região, acompanhado de arroz com alho frito. É uma combinação que valoriza nossos ingredientes e a identidade local”, explica.
A receita surgiu de encontros entre amigos e do desejo de unir elementos característicos da região, como a soja e a banana-da-terra, resultando em um prato que traduz convivência, tradição e criatividade.
Já o candidato Christian Adalbert Baumgarten, com o prato ‘Sabores do Cerrado’, destaca a diversidade cultural presente na receita.
“É uma mistura de várias culturas, assim como a nossa cidade. Tem o risoto de pequi, o pintado assado e a farofa de cuxá. É um prato que representa esse acolhimento de Sorriso, que recebe pessoas de diferentes lugares e faz todos prosperarem aqui”, pontua.
Inspirado na formação multicultural do município, o prato reúne influências do Sul, Nordeste e Centro-Oeste, combinando ingredientes regionais em uma proposta que traduz o espírito acolhedor de Sorriso.
A candidata Paula Arruda Ribeiro, autora do prato ‘Três Povos à Moda Sorrissense’, evidencia a construção histórica e cultural do município.
“Esse prato representa a nossa gente. A costela traz o povo do Sul, a mandioca é essencial para o mato-grossense e a farofa com soja representa o Nordeste e a força da nossa terra. É um prato simples, mas cheio de significado e identidade”, ressalta.
A receita homenageia os povos que contribuíram para o desenvolvimento da cidade, unindo tradição, trabalho e pertencimento em uma composição que simboliza a história de Sorriso.
A votação segue aberta até o dia 7 de maio, quando o prato vencedor será anunciado durante evento de encerramento do projeto no município.
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