Cuiabá
Michelly Alencar faz balanço do primeiro ano da gestão Abílio Brunini
Cuiabá
Débora Inácio | Assessoria de imprensa da vereadora Michelly Alencar
A vereadora Michelly Alencar (União Brasil) apresentou, nesta semana, durante uma entrevista a um veículo de comunicação local, um balanço dos 12 primeiros meses da gestão do prefeito Abílio Brunini (PL) e classificou o período como positivo, apesar dos desafios enfrentados no início do mandato. Segundo ela, a atual administração encontrou a Prefeitura de Cuiabá em situação crítica, com problemas em praticamente todas as áreas, mas conseguiu reorganizar parte da estrutura municipal e iniciar a entrega de melhorias à população.
De acordo com a parlamentar, a gestão começou o ano com dívidas acumuladas, salários atrasados, 13º e férias pendentes, além de serviços essenciais em colapso.
“A cidade estava com a infraestrutura comprometida, escolas depredadas, postos de saúde sem medicamentos e ruas esburacadas. Era um cenário de desordem administrativa”, afirmou.
Mesmo com o orçamento limitado, Michelly destacou que houve avanços significativos na educação, com a entrega de uniformes e materiais didáticos de melhor qualidade, além do reforço em ações para elevar o desempenho do município nos índices de alfabetização. Diversas escolas passaram por reformas estruturais, como troca de telhados, banheiros, pintura e revitalização de parquinhos. Ela lembrou ainda que, no início do ano, o estado precário das unidades escolares chegou a atrasar o início do calendário letivo.
Outro ponto citado foi a recuperação dos espaços esportivos. Campinhos e quadras, antes deteriorados ou até mesmo ocupados por facções criminosas, passaram por manutenção, receberam nova iluminação e limpeza, e integram um programa de revitalização que deve fechar o ano com 23 quadras totalmente reformadas.
Na saúde, a vereadora ressaltou a regularização da distribuição de medicamentos, que antes apresentava grande falta de itens básicos e essenciais, como dipirona e losartana. Ela também apontou a recomposição de profissionais nas unidades e a aquisição simultânea de medicamentos, que evitou novos desabastecimentos.
Outro avanço destacado foi a retomada da substituição da iluminação pública por lâmpadas de LED, travada na gestão anterior por falta de certidões necessárias para convênios.
“Após a regularização, a cidade começou a receber a iluminação moderna em bairros e avenidas”, afirmou.
A área de infraestrutura também apresentou progressos. Segundo Michelly, cerca de 70% da cidade foi contemplada com o programa de tapa-buracos. “Ainda não resolvemos tudo, mas saímos de uma situação caótica que colocava em risco motoristas e motociclistas”, observou.
A vereadora também citou os avanços no Centro Médico Infantil, que passou por vistoria técnica, recebeu equipamentos e começou a contratação de profissionais. A promessa é que a unidade comece a atender ainda este ano. Para ela, entregar uma obra desse porte no primeiro ano de gestão, após a situação encontrada, representa “um marco significativo”.
Michelly destacou ainda o andamento do programa de casas populares, que concluiu o cadastro das famílias e deve ser lançado em breve.
Ao final, a parlamentar afirmou que o primeiro ano foi marcado pela reorganização e reconstrução da estrutura administrativa do município.
“Com a casa arrumada, a expectativa é de que 2026 traga resultados ainda mais amplos. A gestão já demonstrou que está no caminho certo após um período de grande caos”, concluiu.
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
Cuiabá
Comerciantes impulsionam economia no Festival da Pamonha na Comunidade Rio dos Peixes
Com foco nos comerciantes da região, o 7º Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes segue movimentando a economia local e fortalecendo a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o evento reúne produtores e trabalhadores que encontram na tradição do milho uma importante fonte de renda e visibilidade.
Presidente da Associação dos Pamonheiros e à frente da organização desde a primeira edição, Katia Maraiki Schroeder destaca o crescimento contínuo do festival e o impacto direto para quem vive da produção. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano o sucesso é maior. Aumentou a quantidade de milho e de produtores. Começamos com nove e hoje já são 14, e só cresce”, informou.
A diversidade de produtos também chama atenção e amplia as oportunidades de venda ao longo dos dias de evento.
“Hoje tem uma variedade muito grande: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano aumenta mais. E os preços são acessíveis, entre R$ 10 e R$ 15, para todo mundo poder consumir”, disse Katia.
Além das tradicionais pamonhas doces, salgadas e recheadas, o público encontra variedade de produtos derivados do milho ao longo do festival. Entre eles estão cural, milho cozido, bolos, doces e até licor de milho, reforçando a diversidade gastronômica e a identidade cultural da região.
A expectativa de público também reforça o potencial econômico para os comerciantes. “A gente calcula entre 4 mil e 5 mil pessoas por dia, porque aqui é rota de passagem. Muita gente para, consome e segue viagem. Isso movimenta bastante.”
Na ponta da venda, quem também sente esse impacto é o comerciante Léo Rodriguez, que trabalha em uma das pamonharias participantes e destaca os produtos mais procurados.
“A nossa especialidade é o caldo de quenga, que é um prato típico, mas também temos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai é a pamonha e o caldo”, contou.
Com opções variadas, os preços seguem uma média acessível, o que ajuda a atrair consumidores. Para além das vendas, Léo reforça o papel social do festival na geração de renda para trabalhadores da comunidade.
“Ajuda muito, principalmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra, um complemento. Além disso, o pessoal divulga o próprio trabalho, que já é tradição. Isso aqui alimenta muitas famílias”, comentou.
Com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá e presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, o festival segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região.
Segundo o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, o festival vai além da valorização cultural e tem impacto direto na economia, ao envolver centenas de trabalhadores e movimentar toda a cadeia produtiva do milho, da produção à comercialização.
“Isso impacta diretamente na economia. São cerca de 300 pessoas trabalhando no evento, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo, da terra ao balcão, que gera renda, fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade e ainda fecha com sustentabilidade, reaproveitando os resíduos na própria produção”, pontuou.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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