Cuiabá
Atletas de todas as idades transformam Corrida Bom Jesus em palco de superação e diversidade
Cuiabá
A 37ª Corrida Bom Jesus de Cuiabá foi além da competição. A prova reuniu histórias de superação, fé e diversidade, com atletas profissionais, paratletas, secretários municipais, vereadores, idosos, crianças e famílias inteiras dividindo o mesmo percurso de 10 quilômetros.
No topo do pódio masculino, Vitor Ferreira dos Santos confirmou o favoritismo e conquistou o bicampeonato, com o tempo de 00:30:49. Ele destacou a importância do evento no cenário esportivo estadual. “A corrida já é consolidada no calendário e contar com o apoio do poder público é fundamental para salvar vidas por meio do esporte”, afirmou.
Na segunda colocação, Jonailton França (00:31:38) celebrou a superação pessoal em um ano desafiador. “O mais importante é vencer os próprios limites. Foi um período difícil, mas confiei no meu treinamento”, disse.
Completaram o pódio masculino Alison Vinicios Leão Costa (00:32:18), João Brenno de Moraes Almeida (00:32:43) e Robert Kenedy (00:33:06).
Entre as mulheres, Francielly da Silva Marcondes garantiu o primeiro lugar (00:37:25), seguida por Sandra Rosa de Almeida (00:39:02) e Jéssica Suzan Rodrigues Santos Gouveia (00:39:15).
Terceira colocada geral, Jéssica destacou o caráter espiritual da conquista. “A corrida representa minha missão. A alegria vem de Deus e é ela que me fortalece para seguir”, declarou.
Camila Aparecida da Conceição (00:39:23) e Fernanda Proença da Rocha (00:40:42) completaram o pódio feminino.
Destaque para atletas PCD
A competição também evidenciou o protagonismo dos atletas com deficiência.
Daniel Silva do Nascimento venceu na categoria cadeirante masculino (00:32:01), reforçando sua trajetória de alto nível. “Consegui melhorar meu tempo e isso é resultado de muito trabalho”, afirmou o atleta, que acumula títulos importantes no currículo.
Carlos Henrique Vasconcelos foi o campeão na categoria membro superior masculino (00:37:58) e celebrou a conquista como um momento de grande alegria, dedicando a vitória à família.
Histórias que inspiram
Entre os participantes, histórias marcaram o evento. Aos 73 anos, Francisco Luna Bezerra completou mais uma edição da corrida, acumulando mais de 170 troféus e mais de 500 medalhas ao longo da vida. Mesmo enfrentando problemas de saúde, ele segue ativo no esporte. “Completar a prova já é uma vitória. O esporte é vida”, afirmou.
A diversidade também esteve presente entre gerações. Juan Renis Fernandes Costa, de apenas 8 anos, celebrou sua terceira participação. “Cruzar a linha de chegada é uma vitória”, resumiu.
Já a corredora Noemi, de 56 anos, destacou o significado do evento. “É uma celebração da vida e da saúde. Cuiabá faz parte de quem eu sou”, disse.
Famílias inteiras participaram da prova. A cuiabana Ivanil Dias Gomes acompanhou os filhos e ressaltou a importância do exemplo dentro de casa. “O esporte inspira e transforma. Comecei e meus filhos seguiram”, contou.
Para o professor de educação física Jefferson Gonzaga, que participou com o filho pequeno, o incentivo começa cedo. “O importante é praticar. O esporte é prevenção e qualidade de vida”, destacou.
Classificação geral (10 km)
Masculino
1º Vitor Ferreira dos Santos – 00:30:49
2º Jonailton França – 00:31:38
3º Alison Vinicios Leão Costa – 00:32:18
4º João Brenno de Moraes Almeida – 00:32:43
5º Robert Kenedy – 00:33:06
Feminino
1º Francielly da Silva Marcondes – 00:37:25
2º Sandra Rosa de Almeida – 00:39:02
3º Jéssica Suzan Rodrigues Santos Gouveia – 00:39:15
4º Camila Aparecida da Conceição – 00:39:23
5º Fernanda Proença da Rocha – 00:40:42
Não apenas uma disputa por posições. A Corrida Bom Jesus reafirmou seu papel como espaço de inclusão, superação e celebração da vida, onde cada participante, independentemente da idade ou condição, cruza a linha de chegada com sua própria vitória.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Comerciantes impulsionam economia no Festival da Pamonha na Comunidade Rio dos Peixes
Com foco nos comerciantes da região, o 7º Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes segue movimentando a economia local e fortalecendo a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o evento reúne produtores e trabalhadores que encontram na tradição do milho uma importante fonte de renda e visibilidade.
Presidente da Associação dos Pamonheiros e à frente da organização desde a primeira edição, Katia Maraiki Schroeder destaca o crescimento contínuo do festival e o impacto direto para quem vive da produção. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano o sucesso é maior. Aumentou a quantidade de milho e de produtores. Começamos com nove e hoje já são 14, e só cresce”, informou.
A diversidade de produtos também chama atenção e amplia as oportunidades de venda ao longo dos dias de evento.
“Hoje tem uma variedade muito grande: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano aumenta mais. E os preços são acessíveis, entre R$ 10 e R$ 15, para todo mundo poder consumir”, disse Katia.
Além das tradicionais pamonhas doces, salgadas e recheadas, o público encontra variedade de produtos derivados do milho ao longo do festival. Entre eles estão cural, milho cozido, bolos, doces e até licor de milho, reforçando a diversidade gastronômica e a identidade cultural da região.
A expectativa de público também reforça o potencial econômico para os comerciantes. “A gente calcula entre 4 mil e 5 mil pessoas por dia, porque aqui é rota de passagem. Muita gente para, consome e segue viagem. Isso movimenta bastante.”
Na ponta da venda, quem também sente esse impacto é o comerciante Léo Rodriguez, que trabalha em uma das pamonharias participantes e destaca os produtos mais procurados.
“A nossa especialidade é o caldo de quenga, que é um prato típico, mas também temos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai é a pamonha e o caldo”, contou.
Com opções variadas, os preços seguem uma média acessível, o que ajuda a atrair consumidores. Para além das vendas, Léo reforça o papel social do festival na geração de renda para trabalhadores da comunidade.
“Ajuda muito, principalmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra, um complemento. Além disso, o pessoal divulga o próprio trabalho, que já é tradição. Isso aqui alimenta muitas famílias”, comentou.
Com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá e presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, o festival segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região.
Segundo o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, o festival vai além da valorização cultural e tem impacto direto na economia, ao envolver centenas de trabalhadores e movimentar toda a cadeia produtiva do milho, da produção à comercialização.
“Isso impacta diretamente na economia. São cerca de 300 pessoas trabalhando no evento, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo, da terra ao balcão, que gera renda, fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade e ainda fecha com sustentabilidade, reaproveitando os resíduos na própria produção”, pontuou.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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