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Comemorações dos 298 anos movimenta comércio e fortalece a economia criativa em Diamantino

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As comemorações pelos 298 anos de Diamantino também movimentaram a economia local. Ao longo dos três dias de programação, o aumento no fluxo de pessoas criou oportunidades para comerciantes, feirantes, artistas e trabalhadores de diferentes segmentos do município.

Somente nas três noites de shows, mais de 14 mil pessoas prestigiaram a programação preparada pela Prefeitura de Diamantino, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. O movimento refletiu não apenas dentro do evento, mas também em estabelecimentos e serviços da cidade.

Além dos feirantes que atuaram diretamente na programação, o período aumentou a procura por produtos, alimentação, roupas, serviços e outras atividades ligadas à preparação e participação do público nas comemorações.

A secretária municipal de Cultura e Turismo, Anna Clara Capistrano, falou sobre o impacto da programação na economia criativa e na valorização dos profissionais locais.

“Um evento desse porte movimenta artistas, músicos, produtores, comerciantes, prestadores de serviços e diferentes profissionais que trabalham direta ou indiretamente com a programação.” 

Ela completou: “A economia criativa gera oportunidades, amplia a visibilidade de quem trabalha no município e faz com que esse movimento também circule dentro de Diamantino.”

Entre os artistas que participaram da programação, o DJ Beto, falou sobre a importância de os profissionais locais também integrarem eventos de grande porte.

“Para nós, que somos de Diamantino, é uma honra participar de um evento desse tamanho, junto com artistas e bandas que vêm de fora. É muito importante a Prefeitura contratar e valorizar quem é daqui, porque isso dá reconhecimento ao nosso trabalho e permite que mais pessoas conheçam o que a gente faz.”

Na área de comercialização de alimentos, o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Milton Criveletto, destacou a participação dos feirantes e produtores da agricultura familiar na programação.

“A agricultura familiar e os feirantes estiveram presentes em um espaço preparado durante a programação. A proposta é valorizar quem vive em Diamantino, produz, comercializa e leva seus produtos para a população. Queremos que esses trabalhadores tenham cada vez mais oportunidades para divulgar, vender e fortalecer o seu trabalho.”

Entre os feirantes participantes, Diogo Rodrigues, que trabalha com cachorro-quente, batata frita e pastel, avaliou de forma positiva a participação no evento.

“Foi muito bom participar novamente de um grande evento como esse. A população compareceu e prestigiou bastante. Isso ajuda a movimentar não só quem está trabalhando aqui, mas também o comércio da cidade de forma geral. Eventos assim ajudam a movimentar e fortalecer a economia de Diamantino.”

Para Rafaela de Perácio, participar do evento também foi uma oportunidade de divulgar seu trabalho e alcançar novos públicos. 

“Foi uma oportunidade muito boa para divulgar o meu trabalho. Muitas vezes a gente trabalha mais por encomenda e nem todo mundo conhece o que fazemos. Participar de um evento desse tamanho é uma experiência nova para mim e ajuda mais pessoas a conhecerem os nossos produtos e também a prestigiarem o comércio local.”

Victor Renan de Oliveira, que atua no ramo de bebidas, também participou da programação e falou sobre a experiência de trabalhar durante o evento.

“Eu não tenho ponto físico em Diamantino, então minhas vendas acontecem principalmente em eventos públicos e feiras. Um evento como esse agrega muito ao nosso faturamento mensal, ajuda na divulgação do produto e também aproxima o nosso trabalho da população.”

A movimentação também foi percebida fora do espaço da festa. Entre os comerciantes do município, Mikaeli Mendes, contou que o movimento na loja aumentou nos dias que antecederam e acompanharam a programação.

“Tem sido ótimo. Sempre que acontecem eventos na cidade, isso ajuda muito o comércio. A gente se prepara, faz lançamentos pensando nesse movimento e também aproveita para prestigiar a programação. É um apoio importante para quem trabalha no comércio local.”

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Cáceres

Alunos da Escola Municipal Dom Máximo vivenciam saberes e sabores da cultura cacerense em aula de campo na casa da Dona Regina

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Estudantes dos 1º anos da Escola Municipal Dom Máximo Biennés participaram de uma aula de campo voltada ao conhecimento e à valorização da cultura local. A atividade levou as crianças até a casa de Dona Regina, conhecida pela produção tradicional do bolo de arroz, proporcionando um encontro entre os conteúdos trabalhados em sala de aula e os saberes preservados pela comunidade.

A ação integra o Projeto Regiões do Brasil, desenvolvido pela escola. Dentro da proposta, as turmas dos primeiros anos estudam a Região Centro-Oeste, conhecendo suas características geográficas, culturais e tradições. Com a visita, esse aprendizado ganhou forma e sabor, aproximando os estudantes da história e da cultura presentes no próprio território onde vivem.

Participaram da atividade as turmas do 1º Ano A, da professora Marta Norberta; 1º Ano B, da professora Márcia Aparecida Destácio; 1º Ano C, da professora Nilma da Silva Oliveira; 1º Ano D, da professora Katiane Santana; e 1º Ano F, da professora Maria Luciana Rodrigues.

A diretora Ivoneide Assunção apoiou a realização da proposta e destacou a importância de proporcionar às crianças o contato direto com manifestações da cultura cacerense, que envolvem não apenas a culinária, mas também histórias familiares, memórias, modos de fazer e conhecimentos transmitidos entre gerações.

A experiência também está alinhada às ações de Educação Patrimonial desenvolvidas na Rede Municipal de Ensino, que reconhecem o território e os saberes da comunidade como importantes fontes de aprendizagem. Nessa perspectiva, o patrimônio vai além de prédios, monumentos e objetos históricos, estando presente também nas práticas, narrativas, conhecimentos e tradições preservadas pelas pessoas.

Durante a visita, Dona Regina compartilhou com as crianças a história de sua relação com o bolo de arroz. Ela contou que aprendeu os primeiros ensinamentos sobre o preparo da iguaria com a mãe e a avó, recordando o tempo em que, ainda muito jovem, ajudava a triturar o arroz no pilão.

O próprio ambiente onde a tradição continua sendo mantida se transformou em espaço de aprendizagem. O forno a lenha, as grandes panelas e assadeiras, o preparo dos bolinhos e as histórias contadas por Dona Regina mostraram às crianças que uma receita pode guardar muito mais do que ingredientes e técnicas culinárias: pode carregar memórias, relações familiares, modos de viver e a identidade de uma comunidade.

Para o assessor pedagógico da escola, professor Adson Seba, a experiência mostra as possibilidades de aprendizagem existentes quando a escola se aproxima do território. “A escola não precisa olhar para longe para encontrar conhecimentos importantes. Quando as crianças conhecem pessoas como Dona Regina e compreendem o que existe por trás de uma tradição como o bolo de arroz, elas começam também a reconhecer o valor da cultura do lugar onde vivem.”

O assessor pedagógico professor Lucas Mateus Faria Silva, que acompanha as ações de Educação Patrimonial da Rede, acrescentou que iniciativas como essa ampliam a compreensão das crianças sobre o conceito de patrimônio. “Educação Patrimonial também é reconhecer os saberes das pessoas que fazem a história da nossa cidade. O bolo de arroz envolve memória, trabalho, identidade e transmissão de conhecimentos.”

A aula de campo ampliou os conteúdos trabalhados anteriormente em sala de aula e aproximou os estudantes da cultura regional. Conforme registrado pelas professoras, mais do que aprender como o bolo de arroz é preparado, as crianças puderam compreender que cada receita também carrega histórias, memórias, trabalho, identidade e tradição.

A secretária municipal de Educação, Luciana de Souza Gattass Crepaldi, ressaltou que propostas dessa natureza reforçam o compromisso da Rede Municipal com a valorização dos conhecimentos construídos e preservados pela própria comunidade. “Valorizar os saberes locais é também reconhecer a nossa história e fortalecer o sentimento de pertencimento das crianças. Quando a escola aproxima os estudantes das pessoas, das memórias e das tradições de Cáceres, ela mostra que a comunidade também educa e que esses conhecimentos fazem parte do patrimônio que queremos preservar para as próximas gerações”, finalizou Luciana.

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