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Em mais uma ação voltada à responsabilidade social e ao cuidado com as pessoas, o Grupo Juba inaugurou no último sábado (23), em Rio Branco, a Associação de Equoterapia Manuel Jorge Ribeiro, um moderno centro terapêutico destinado ao atendimento de pessoas com deficiência ou necessidades especiais, como Transtorno do Espectro Autista (TEA), paralisia cerebral e síndrome de Down.
A solenidade de inauguração reuniu o fundador do Grupo Juba, Manuel Jorge Ribeiro, sua esposa Creuza Maria Cáceres Ribeiro, filhos, netos, autoridades municipais e convidados. O empreendimento social foi entregue à população como um importante instrumento de promoção do desenvolvimento biopsicossocial, ampliando o acesso a terapias especializadas na região.
A equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo em uma abordagem multidisciplinar, envolvendo profissionais das áreas de saúde, educação e equitação. Durante as sessões, o movimento tridimensional do animal simula a marcha humana, proporcionando estímulos motores, sensoriais e emocionais aos praticantes.

Além dos benefícios físicos, como melhora do equilíbrio, postura, coordenação motora e tônus muscular, a terapia também promove avanços emocionais e cognitivos, fortalecendo a autoestima, a autoconfiança, a concentração e a socialização dos pacientes.
O centro conta com quatro animais especialmente adestrados e treinados para o estímulo tridimensional de equilíbrio e postura, além de uma equipe multidisciplinar formada por profissionais de fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia e equitação.
A conexão com o cavalo proporciona estímulos naturais, criativos e sensoriais, favorecendo o aprendizado e despertando novas percepções de mundo. A prática é indicada a partir dos dois anos de idade e contribui significativamente para o desenvolvimento global dos praticantes.

Emocionado durante o pronunciamento, Manuel Jorge Ribeiro destacou a importância da entrega do empreendimento para Rio Branco e toda a região. “Foi aqui em Rio Branco que o Grupo Juba nasceu, em 1966, e até hoje mantemos o mesmo CNPJ. Com muito orgulho e satisfação estamos entregando para a sociedade um empreendimento no qual investimos no terreno, no projeto, na engenharia, em toda a estrutura física e nos materiais necessários para garantir um atendimento digno às pessoas que necessitam desse tratamento terapêutico”, afirmou Manuel Jorge Ribeiro.
Ele ainda ressaltou que o projeto nasce com propósito social e que a continuidade do atendimento dependerá da união de esforços e do apoio da sociedade.
O diretor administrativo do Grupo Juba, Mirko Ribeiro, falou em nome da família Ribeiro e destacou que todos os investimentos realizados, na casa dos 2 milhões de reais, foram custeados integralmente pela família. “Nos sentimos extremamente orgulhosos pela forma acolhedora como este projeto foi recebido pela população. Esse resultado demonstra o compromisso do Grupo Juba com as pessoas e com o desenvolvimento social das comunidades onde estamos presentes”, afirmou Mirko.
O prefeito de Rio Branco, Pabollo Victor Batista Siman, ressaltou a importância do município receber um centro terapêutico dessa magnitude, destacando o impacto positivo que a equoterapia terá na vida de dezenas de famílias da região.

Um levantamento prévio realizado no município revelou que, entre 39 mães de crianças diagnosticadas com TEA, apenas cinco conseguiam acesso a tratamentos especializados, e ainda assim por meio de decisões judiciais. Sensibilizado com a realidade enfrentada pelas famílias, Manuel Jorge Ribeiro decidiu custear integralmente a construção da estrutura física do centro, implantado nos fundos do Sindicato Rural.
A Associação de Equoterapia Manuel Jorge Ribeiro possui uma área total de 2.850 metros quadrados, com 1.487 metros quadrados de área construída, oferecendo uma estrutura moderna e preparada para acolher pacientes de Rio Branco e municípios da região.
Para o diretor Marcelo Ribeiro, com a entrega do novo centro terapêutico, o Grupo Juba reforça seu compromisso com a responsabilidade social, promovendo inclusão, dignidade e qualidade de vida para pessoas que necessitam de atendimento especializado.
Esdras Crepaldi / DRT 940 MT
Cáceres
Ex-alunas do Colégio Imaculada Conceição, de Cáceres, se reencontram após 50 anos

Por: REPÓRTERMT
Amigas que estudaram juntas em Cáceres retomaram o contato pelas redes sociais e transformaram a amizade virtual em um encontro presencial realizado em Cuiabá, cinco décadas depois de dividirem salas de aula, provas, recreios e confidências no Colégio Imaculada Conceição (CIC), em Cáceres.
O reencontro ocorreu em Cuiabá na última quinta (23) e reuniu mulheres que estudaram na instituição durante as décadas de 1970 e 1980, período em que o colégio era exclusivamente para meninas.
A aproximação começou por meio das redes sociais e de aplicativos de mensagens. Antigas amigas que haviam perdido contato conseguiram reconstruir os vínculos da época escolar.
As primeiras conversas deram origem a um grupo de WhatsApp batizado de “Meninas CHIC’S”. O espaço passou a ser utilizado diariamente para compartilhar lembranças, fotografias, histórias de familiares e acontecimentos da vida atual de cada integrante.
Caminhos diferentes
Depois de deixarem o colégio algumas permaneceram em Cáceres, enquanto outras se mudaram para diferentes localidades e até fora do país.
Ao longo dos anos, construíram carreiras, formaram famílias e acompanharam as transformações sociais e tecnológicas ocorridas desde o período em que estudavam juntas.
Apesar da distância, as lembranças da escola permaneceram como um ponto de ligação entre elas. Além da rotina nas salas de aula, o grupo recorda os tradicionais bailes de debutantes, as regras da instituição administrada por religiosas e as brincadeiras vividas nos corredores do colégio.
Durante o encontro, as participantes trocaram abraços, relembraram antigas histórias e homenagearam os laços que sobreviveram à passagem do tempo.
Força dos vínculos
Integrante do grupo, a psicóloga e assistente social Marimar Michels Carvalho destacou a importância emocional de reencontrar pessoas que fizeram parte de uma fase marcante da vida.
“Encontros como este são raridades que deveriam nos inspirar sempre. Eles provam que, não importa o quão longe a vida nos leve ou quantas marcas o tempo nos deixe, sempre haverá um lugar seguro para onde voltar”, afirmou.
Para Marimar, a reunião demonstra que a amizade construída durante a juventude permaneceu mesmo depois de décadas de afastamento.
“Vencemos o tempo, vencemos a distância e tiramos uma lição inestimável: o uniforme do colégio pode ter sido guardado há cinquenta anos, mas a irmandade criada sob ele nunca deixará de vestir a alma de cada uma”, completou.
A professora aposentada Milene Alves Garcia de Oliveira também ressaltou que, apesar das mudanças provocadas pelo passar dos anos, a essência das antigas estudantes continua presente.
“Meio século se passou desde os nossos tempos de escola. O que acho mais belo e emocionante em nossa trajetória é perceber que, apesar de cinco décadas, a essência daquelas garotas sonhadoras continua viva em cada olhar e gargalhada que compartilhamos hoje; às jovens de ontem e às mulheres extraordinárias de hoje, um brinde à nossa história.”

Passado e presente
A advogada Marley Paesano da Cunha Grelmann definiu o reencontro como uma oportunidade de unir as lembranças da juventude às experiências acumuladas ao longo da vida.
“Olhar para cada colega foi ver o passado e o presente se abraçarem com profunda gratidão. Mudamos, amadurecemos, mas a essência daquela amizade continua exatamente a mesma”, disse.
Segundo ela, o encontro mostrou que os vínculos verdadeiros podem permanecer mesmo diante da distância.
“Foi um encontro inesquecível, que provou que os anos passam, mas o que é verdadeiro dura para sempre”, completou.
A reunião foi realizada na residência da pedagoga Cristianne Torres Fontes Roder, ex-aluna que mora em Cuiabá e que abriu as portas de casa para receber as antigas colegas.
“Em um mundo cada vez mais conectado pelas telas, mas distante nos encontros, reencontrar pessoas que fizeram parte da nossa história é um presente. Nada substitui um abraço, uma boa conversa e a alegria de reviver lembranças com quem marcou a nossa vida”, afirmou.
Para Cristianne, receber o grupo também foi uma forma de transformar em realidade a convivência que havia sido retomada no ambiente virtual.
“Estou muito feliz por abrir as portas da minha casa para receber minhas amigas de infância e proporcionar esse encontro”, acrescentou.
Memórias preservadas
Para marcar o reencontro, as participantes usaram camisetas personalizadas com a frase “Memórias que o tempo não apaga”.
A mensagem resume o sentimento das integrantes do grupo, que deixaram Cáceres, construíram suas próprias trajetórias e ganharam o mundo, mas conservaram a amizade iniciada nos corredores do Colégio Imaculada Conceição.
O reencontro também abriu caminho para novas reuniões. Agora, as “Meninas CHIC’S” pretendem continuar fortalecendo os vínculos e escrevendo novos capítulos de uma amizade iniciada há cerca de 50 anos.
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