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Cáceres

Prefeitura realiza neste sábado (15) Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação

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Cáceres

A Prefeitura de Cáceres realiza neste sábado (15/08) o Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação, com atendimento das 8h às 16h em unidades de saúde do município e também na Praça Major. A mobilização tem como objetivo facilitar o acesso às vacinas, atualizar as cadernetas e ampliar a proteção da população contra doenças imunopreveníveis.

Ao longo do dia, estarão abertas as unidades Santos Dumont, Cohab Nova, Guanabara, Santa Isabel/Marajoara, Cavalhada/Vila Irene, Rodeio, CAIC, Jardim Paraíso, Vista Alegre, Vila Real, Vitória Régia e Postão. As equipes estarão disponíveis para conferir a situação vacinal de crianças, adolescentes, adultos e idosos e aplicar as doses indicadas para cada público.

Como parte da programação, a Secretaria Municipal de Saúde também promove uma edição especial do Imuniza + Cáceres, na Praça Major, igualmente das 8h às 16h. A estratégia leva a vacinação para um ponto central da cidade e amplia as possibilidades de atendimento à população.

O secretário municipal de Saúde, Cláudio Henrique Donatoni, destaca que a mobilização foi organizada justamente para aproximar o serviço da comunidade. “Estamos mobilizando nossas equipes para garantir que a população tenha acesso à vacinação durante o Dia D. As unidades estarão abertas e também teremos o Imuniza na Praça Major. Nosso objetivo é facilitar o acesso e ampliar a proteção da nossa população”, afirmou Cláudio Henrique.

A coordenadora da Atenção Básica, Leiliane Muniz Fonseca, ressalta que as equipes estarão preparadas tanto para aplicar as vacinas quanto para orientar os moradores sobre eventuais doses em atraso. “Nossas equipes estarão preparadas para acolher a população, verificar as cadernetas e orientar sobre as vacinas necessárias. É uma oportunidade importante para colocar a vacinação em dia. A população pode procurar uma das UBS participantes ou o Imuniza na Praça Major”, explicou Leiliane.

A prefeita de Cáceres, Eliene Liberato, reforçou o convite para que as famílias aproveitem a mobilização. “Vacinar é um ato de cuidado e responsabilidade com a nossa comunidade. Estamos unindo esforços para facilitar o acesso da população e garantir que as famílias possam atualizar suas vacinas. Convido todos a participarem do Dia D e a fazerem parte dessa grande mobilização pela saúde de Cáceres”, declarou Liberato.

A secretaria reforça que para receber o atendimento, a orientação é levar a caderneta de vacinação e um documento de identificação. A partir da conferência, os profissionais de saúde poderão verificar quais doses estão pendentes e orientar cada pessoa de acordo com o calendário de vacinação.

Esdras Crepaldi / DRT 940 MT

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Com dois candidatos a deputado estadual, MDB de Cáceres, vai dividido para eleição presidencial

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Estudo mostra que o eleitorado regional representa 9,3% de MT; vitória para estadual e federal exige chapa competitiva, redução da dispersão de votos e expansão para outros polos.

Por: Adriane Barbosa do Nascimento

A Região Oeste de Mato Grosso possui 245.705 eleitores distribuídos em 22 municípios. É um contingente expressivo, equivalente a aproximadamente 9,3% do eleitorado estadual. Diante desse número, uma pergunta se torna inevitável: a região tem força suficiente para eleger um deputado estadual e um deputado federal em 2026?

A resposta é positiva, mas exige uma explicação importante. No Brasil, deputados não são eleitos apenas pela quantidade individual de votos. Primeiro, é necessário que o partido ou a federação alcance votação suficiente para conquistar uma cadeira. Somente depois se verifica quais candidatos foram os mais votados dentro daquela chapa. Em outras palavras, não basta o candidato ter votos; sua legenda também precisa ser competitiva.

Para deputado estadual, Mato Grosso dispõe de 24 cadeiras. Pelas projeções baseadas no eleitorado atual e no comparecimento de 2024, o quociente eleitoral poderá ficar próximo de 80 mil votos. Isso não significa que todo candidato precise alcançar esse número individualmente. Significa que a federação deve construir uma votação estadual próxima ou superior a essa faixa para participar, com maior segurança, da distribuição das cadeiras.

Nesse cenário, uma candidatura estadual da Região Oeste seria competitiva com aproximadamente 28 mil a 35 mil votos, desde que a federação alcance algo próximo de 90 mil a 110 mil votos em Mato Grosso. A situação para deputado federal é mais difícil. Mato Grosso possui apenas oito cadeiras na Câmara dos Deputados, o que eleva consideravelmente o quociente eleitoral. A federação provavelmente precisará aproximar-se de 250 mil votos em todo o Estado para disputar uma cadeira em condições consistentes. O candidato regional, por sua vez, deveria buscar uma votação individual entre 50 mil e 65 mil votos.

Isso demonstra que a Região Oeste pode praticamente construir a base eleitoral de um deputado estadual, mas não consegue, sozinha, resolver a eleição de um deputado federal. A candidatura federal precisa partir da região com força — entre 30 mil e 38 mil votos — e ampliar sua presença em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e outros polos relevantes.

Também é importante compreender que as duas candidaturas não precisam dividir os eleitores regionais. A mesma pessoa pode votar em um candidato a deputado estadual e em outro a deputado federal. Uma dobradinha regional bem organizada permite que os dois recebam votos do mesmo eleitorado. O desafio está em apresentar candidaturas complementares, com identidade regional e capacidade de expansão estadual.

A força eleitoral da região está concentrada. Cáceres possui 62.365 eleitores e representa 25,39% do eleitorado regional. Somada a Pontes e Lacerda, Sapezal e Mirassol d’Oeste, essa participação chega a aproximadamente 56%. Os oito maiores municípios concentram mais de 76% dos eleitores. Isso mostra que uma estratégia regional precisa começar pelos maiores centros, mas não pode abandonar os municípios menores, onde uma presença organizada pode produzir resultados proporcionalmente relevantes.

Outro ponto merece atenção. Entre 2024 e 2026, a Região Oeste perdeu 688 eleitores, passando de 246.393 para 245.705. A redução é pequena, mas revela que o crescimento eleitoral não acontecerá automaticamente. A região precisará melhorar o comparecimento, reduzir a dispersão de votos e transformar identidade territorial em representação política efetiva.

Mais importante que perguntar quantos votos um candidato precisa ter é verificar três condições ao mesmo tempo: quantos votos a federação alcançará em Mato Grosso, qual será a posição do candidato regional dentro da chapa e quanto da votação obtida na região poderá ser ampliada para outras partes do Estado. A eleição depende do equilíbrio entre esses três fatores.

A Região Oeste possui eleitorado para exercer maior protagonismo político. O que ainda precisa construir é coordenação. Quando os votos se dispersam entre muitas candidaturas sem viabilidade de legenda, a região participa da eleição, mas não necessariamente conquista representação. Quando existe organização, chapa competitiva e um projeto territorial reconhecível, 245 mil eleitores deixam de ser apenas uma estatística e passam a constituir uma força política.

A eleição de 2026, portanto, não será apenas uma disputa entre nomes. Será também uma decisão sobre a capacidade da Região Oeste de transformar população, território e votos em presença efetiva na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Afinal, uma região politicamente representada não apenas reivindica: participa diretamente das decisões que definem investimentos, infraestrutura, saúde, produção e desenvolvimento.

Fonte de dados: BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Resultados – 2024. Portal de Dados Abertos do TSE. Brasília, DF: Tribunal Superior Eleitoral, 2024. Disponível em: https://dadosabertos.tse.jus.br/dataset/resultados-2024. Acesso em: 2 ago. 2026.

Autora: Adriane do Nascimento é Advogada, Consultora Econômica e Doutoranda em Direito Constitucional pelo IDP. Mestra em Economia, Políticas Públicas e Desenvolvimento, é registrada no CORECON-MT sob o nº 0001/ME. Especialista em Direito Tributário, Societário e Direito do Trabalho. É sócia-administradora da Sociedade de Advocacia Simões Santos, Nascimento & Associados. Foi consultora da Comissão Especial de Direito Tributário do Conselho Federal da OAB (2022–2024) e é autora de artigos e obras acadêmicas voltadas à tributação, desenvolvimento econômico e políticas públicas. Recebeu o 1º lugar no XXIX Prêmio Brasil de Economia (2023) e o 3º lugar no XXX Prêmio Brasil de Economia (2024), promovidos pelo COFECON.

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