Cáceres
Nova rede de abastecimento de água beneficiará cerca de 300 famílias no bairro Bela Vista
Cáceres
Águas do Pantanal inicia implantação de 2,5 quilômetros de tubulação; obra tem prazo de até 60 dias e ampliará o acesso à água tratada na comunidade
A Prefeitura de Cáceres e a Autarquia Águas do Pantanal iniciaram uma nova obra de ampliação da rede de abastecimento de água no bairro Bela Vista. A intervenção prevê a implantação de aproximadamente 2,5 quilômetros de tubulação e deverá beneficiar cerca de 300 famílias da comunidade.
A obra representa um avanço importante para a infraestrutura do bairro, especialmente para os moradores que aguardavam a expansão do atendimento. A iniciativa permitirá que a rede de água chegue mais perto das residências, criando condições para novas ligações e ampliando o acesso da população a um serviço essencial.
Durante o início dos trabalhos, a diretora executiva da Águas do Pantanal, Samara Brant, destacou o impacto social da iniciativa para as famílias do bairro. “Estamos dando um grande passo, que é fazer a água chegar até a porta do cidadão, para que as pessoas tenham dignidade e melhores condições para cuidar de suas famílias”, afirmou.
A execução da obra é resultado da parceria entre a Prefeitura de Cáceres, responsável pela busca dos recursos e pela articulação com a comunidade, e a Águas do Pantanal, que elaborou o planejamento técnico e será responsável pela implantação da nova rede.
Segundo a diretora, a demanda apresentada pelos moradores foi considerada no planejamento das ações de infraestrutura destinadas ao bairro. Parte da comunidade também procurou o município para regularizar os imóveis e viabilizar o atendimento pelos serviços públicos.
A execução durante o período de seca reduz a possibilidade de interrupções provocadas pelas chuvas e proporciona melhores condições para o trabalho das equipes e dos equipamentos.
Samara Brant afirmou que a Autarquia organizou previamente o cronograma físico e financeiro para assegurar a continuidade dos serviços até a conclusão da obra. “Não é que a obra pode ser concluída nesse prazo: ela será concluída. O planejamento foi preparado para a execução durante os 60 dias, com a meta desafiadora de entregar antes do período previsto”, declarou.
As equipes responsáveis acompanharão cada etapa da implantação, desde a preparação do terreno até a instalação e os procedimentos técnicos necessários para a entrada da nova estrutura em funcionamento.
Além de ampliar a infraestrutura urbana, a obra terá impacto direto na saúde, na segurança sanitária e na qualidade de vida da população. O acesso regular à água tratada contribui para os cuidados domésticos, a higiene, a alimentação e a permanência das famílias no local onde vivem.
Para a Águas do Pantanal, a ampliação do sistema também reforça o compromisso da instituição com o atendimento das regiões em desenvolvimento e com a universalização progressiva dos serviços de saneamento em Cáceres.
A Autarquia orienta os moradores a acompanharem os canais oficiais para obter informações sobre o andamento dos trabalhos, possíveis intervenções nas vias e a conclusão das diferentes etapas da obra.
Cáceres
Com dois candidatos a deputado estadual, MDB de Cáceres, vai dividido para eleição presidencial
Estudo mostra que o eleitorado regional representa 9,3% de MT; vitória para estadual e federal exige chapa competitiva, redução da dispersão de votos e expansão para outros polos.

Por: Adriane Barbosa do Nascimento
A Região Oeste de Mato Grosso possui 245.705 eleitores distribuídos em 22 municípios. É um contingente expressivo, equivalente a aproximadamente 9,3% do eleitorado estadual. Diante desse número, uma pergunta se torna inevitável: a região tem força suficiente para eleger um deputado estadual e um deputado federal em 2026?
A resposta é positiva, mas exige uma explicação importante. No Brasil, deputados não são eleitos apenas pela quantidade individual de votos. Primeiro, é necessário que o partido ou a federação alcance votação suficiente para conquistar uma cadeira. Somente depois se verifica quais candidatos foram os mais votados dentro daquela chapa. Em outras palavras, não basta o candidato ter votos; sua legenda também precisa ser competitiva.
Para deputado estadual, Mato Grosso dispõe de 24 cadeiras. Pelas projeções baseadas no eleitorado atual e no comparecimento de 2024, o quociente eleitoral poderá ficar próximo de 80 mil votos. Isso não significa que todo candidato precise alcançar esse número individualmente. Significa que a federação deve construir uma votação estadual próxima ou superior a essa faixa para participar, com maior segurança, da distribuição das cadeiras.
Nesse cenário, uma candidatura estadual da Região Oeste seria competitiva com aproximadamente 28 mil a 35 mil votos, desde que a federação alcance algo próximo de 90 mil a 110 mil votos em Mato Grosso. A situação para deputado federal é mais difícil. Mato Grosso possui apenas oito cadeiras na Câmara dos Deputados, o que eleva consideravelmente o quociente eleitoral. A federação provavelmente precisará aproximar-se de 250 mil votos em todo o Estado para disputar uma cadeira em condições consistentes. O candidato regional, por sua vez, deveria buscar uma votação individual entre 50 mil e 65 mil votos.
Isso demonstra que a Região Oeste pode praticamente construir a base eleitoral de um deputado estadual, mas não consegue, sozinha, resolver a eleição de um deputado federal. A candidatura federal precisa partir da região com força — entre 30 mil e 38 mil votos — e ampliar sua presença em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e outros polos relevantes.
Também é importante compreender que as duas candidaturas não precisam dividir os eleitores regionais. A mesma pessoa pode votar em um candidato a deputado estadual e em outro a deputado federal. Uma dobradinha regional bem organizada permite que os dois recebam votos do mesmo eleitorado. O desafio está em apresentar candidaturas complementares, com identidade regional e capacidade de expansão estadual.
A força eleitoral da região está concentrada. Cáceres possui 62.365 eleitores e representa 25,39% do eleitorado regional. Somada a Pontes e Lacerda, Sapezal e Mirassol d’Oeste, essa participação chega a aproximadamente 56%. Os oito maiores municípios concentram mais de 76% dos eleitores. Isso mostra que uma estratégia regional precisa começar pelos maiores centros, mas não pode abandonar os municípios menores, onde uma presença organizada pode produzir resultados proporcionalmente relevantes.
Outro ponto merece atenção. Entre 2024 e 2026, a Região Oeste perdeu 688 eleitores, passando de 246.393 para 245.705. A redução é pequena, mas revela que o crescimento eleitoral não acontecerá automaticamente. A região precisará melhorar o comparecimento, reduzir a dispersão de votos e transformar identidade territorial em representação política efetiva.
Mais importante que perguntar quantos votos um candidato precisa ter é verificar três condições ao mesmo tempo: quantos votos a federação alcançará em Mato Grosso, qual será a posição do candidato regional dentro da chapa e quanto da votação obtida na região poderá ser ampliada para outras partes do Estado. A eleição depende do equilíbrio entre esses três fatores.
A Região Oeste possui eleitorado para exercer maior protagonismo político. O que ainda precisa construir é coordenação. Quando os votos se dispersam entre muitas candidaturas sem viabilidade de legenda, a região participa da eleição, mas não necessariamente conquista representação. Quando existe organização, chapa competitiva e um projeto territorial reconhecível, 245 mil eleitores deixam de ser apenas uma estatística e passam a constituir uma força política.
A eleição de 2026, portanto, não será apenas uma disputa entre nomes. Será também uma decisão sobre a capacidade da Região Oeste de transformar população, território e votos em presença efetiva na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Afinal, uma região politicamente representada não apenas reivindica: participa diretamente das decisões que definem investimentos, infraestrutura, saúde, produção e desenvolvimento.
Fonte de dados: BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Resultados – 2024. Portal de Dados Abertos do TSE. Brasília, DF: Tribunal Superior Eleitoral, 2024. Disponível em: https://dadosabertos.tse.jus.br/dataset/resultados-2024. Acesso em: 2 ago. 2026.
Autora: Adriane do Nascimento é Advogada, Consultora Econômica e Doutoranda em Direito Constitucional pelo IDP. Mestra em Economia, Políticas Públicas e Desenvolvimento, é registrada no CORECON-MT sob o nº 0001/ME. Especialista em Direito Tributário, Societário e Direito do Trabalho. É sócia-administradora da Sociedade de Advocacia Simões Santos, Nascimento & Associados. Foi consultora da Comissão Especial de Direito Tributário do Conselho Federal da OAB (2022–2024) e é autora de artigos e obras acadêmicas voltadas à tributação, desenvolvimento econômico e políticas públicas. Recebeu o 1º lugar no XXIX Prêmio Brasil de Economia (2023) e o 3º lugar no XXX Prêmio Brasil de Economia (2024), promovidos pelo COFECON.
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