Cáceres
Deputado pretende mobilizar classes produtoras da região para reverter projeto de Lula sobre mudança na reserva do Taiamã
Cáceres
Assunto: Reflexo da Mata ciliar no Rio Paraguai;
Local: Estação Ecológica do Taiamã, MT;
Data: 11/2010;
Autor: Palê Zuppani
Sinézio Alcântara – Expressão Notícias
Uma grande mobilização de autoridades regionais, entidades e a classe produtora do Estado, é proposta pelo deputado Valmir Moretto, na tentativa de reverter a decisão do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que estabelece ampliação e mudança na Estação Ecológica do Taiamã, em Cáceres.
A ampliação de duas Unidades de Conservação (UCs), uma em Cáceres e outra em Poconé, foi anunciada pelo presidente Lula, no mês de março, durante a COP15 em Campo Grande (MS). A ampliação irá acrescer 104,2 mil hectares de proteção direta ao bioma pantaneiro no estado.
“Estamos em contato com representantes da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), autoridades regionais e a classe produtora do Estado, no sentido de promovermos uma grande mobilização para reverter essa situação” diz Moretto.
Casa a mobilização não for suficiente, de acordo com o deputado, a ideia será recorrer à justiça. “Caso contrário teremos que buscar a justiça, que é o caminho que sobra e que temos, para não travar o Estado, especialmente, a Grande Cáceres e o Vale do Guaporé, que tem grande expectativa da operacionalização da hidrovia”
Assim como produtores, autoridades e os governos estadual e municipal, Moretto é de opinião de que a ampliação da reserva, sob a justificativa de “preservação do “pulso de inundação”, fenômeno essencial para a sobrevivência da fauna e flora da região” irá trazer impactos ao desenvolvimento regional, atingindo propriedades rurais e projetos estratégicos, como a hidrovia do rio Paraguai.
O deputado assinala que “a ampliação e a mudança de localização da reserva, do lado esquerdo para o direito do rio, irá travar toda a hidrovia, podendo provocar prejuízos incalculáveis para projetos estruturais da toda região, como a Zona de Processamento de exportação (ZPE), que irá depender muito da hidrovia”.
Preocupação do deputado é compactuada com gestor da ZPE
A contrariedade manifestada pelo deputado Moretto, também reflete no posicionamento da direção da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Mato Grosso, em Cáceres.
“Não nos opomos à ampliação da Reserva de Taiamã, reconhecemos a importância da preservação ambiental para as futuras gerações. Todavia, a ausência de estudos técnicos sobre cursos secundários do Rio Paraguai, como o Rio Bracinho, gera insegurança jurídica e pode comprometer processos naturais, além de interferir na livre navegação e nas atividades econômicas associadas”.
A observação é da gestora da ZPE Silvia Leiza Rodrigues ao acrescentar que “eventuais restrições à navegabilidade trariam impactos negativos relevantes à economia de Mato Grosso, afetando empreendimentos licenciados e o ambiente de investimentos. Soma-se a isso a existência de falhas no processo, como a ausência de estudos adequados, o descumprimento de etapas procedimentais e a não participação do Estado na decisão”.
Diante disso, segundo ela, é imprescindível que o Governo Federal adote uma abordagem sistêmica, considerando a relevância econômica de Mato Grosso no cenário nacional. Diz que “a ampliação da reserva deve observar critérios técnicos rigorosos, o devido processo legal e a participação dos entes federativos, assegurando o equilíbrio entre preservação ambiental, segurança jurídica e desenvolvimento econômico”
Cáceres
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Com a unificação das regiões Nascentes do Pantanal e Vale do Guaporé, o vereador de Cáceres desponta com viabilidade real para ultrapassar a barreira dos 20 mil votos e garantir representatividade histórica para a fronteira.
Por Assessoria
Cáceres, MT – A convenção estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) e da Federação Brasil da Esperança, realizada nesta quinta-feira (30/07), homologou as candidaturas majoritárias da chapa encabeçada por Natasha (PSD), Fávaro (PSD) e Taques (PSB), e também desenhou um cenário matemático altamente favorável para a região Oeste de Mato Grosso. Cézare Pastorello foi oficialmente confirmado como candidato a Deputado Estadual, assumindo o protagonismo de um projeto que visa garantir a terceira cadeira do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa (ALMT).
Nos bastidores do planejamento estratégico do partido, a candidatura de Pastorello ganhou musculatura decisiva. Inicialmente o representante natural da região Nascentes do Pantanal, onde o presidente Lula obteve 42 votos em 2022, o vereador cacerense agora absorve também o projeto eleitoral da região do Guaporé, após rearticulações partidárias. Sem concorrência interna nessa macrorregião, Pastorello tem à sua disposição uma base de 58 mil eleitores progressistas, tornando a meta de 20 mil votos para a eleição não apenas viável, mas o caminho mais seguro para o PT ampliar sua bancada.
A viabilidade da candidatura de Pastorello não se baseia apenas no montante de 58 mil votos potenciais, mas na sua distribuição estratégica. Essa base progressista forma um corredor eleitoral sólido em 22 municípios, ancorado por Cáceres (com potencial de mais de 21 mil votos) e sustentado por polos regionais importantes como Pontes e Lacerda e Mirassol d’Oeste. Essa consolidação territorial cria uma blindagem orgânica contra candidatos ‘paraquedistas’ de outras regiões e garante que o Oeste tenha, matematicamente, a chance mais real dos últimos anos de emplacar um representante autêntico na Assembleia Legislativa.
Em 2018 o PT elegeu dois deputados (Lúdio Cabral e Valdir Barranco, ambos na faixa dos 21 mil votos). Em 2022, a dupla foi reeleita com votações expressivas, mas a ausência de um terceiro nome com densidade acima de 18 mil votos impediu o crescimento da sigla na ALMT. É exatamente essa lacuna matemática que Pastorello preenche em 2026.
Pautas estaduais e perfil técnico
Para além da matemática eleitoral, o diferencial de Pastorello reside em sua capacidade de furar bolhas ideológicas. Conhecido por um mandato técnico e de entregas reais, ele foi o arquiteto da transposição dos cargos dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e de Endemias (ACE) em Cáceres. O feito histórico o transformou em uma referência para os mais de 4,5 mil agentes distribuídos por todos os 142 municípios de Mato Grosso, garantindo-lhe uma base estadualizada e orgânica.
Durante a convenção, Pastorello delineou sua visão estratégica: “Irei agir localmente, a partir de Cáceres, mas pensando no Estado. A região Oeste só recebeu relances de atenção em relação à habitação popular, infraestrutura e segurança. Comemoramos novas viaturas, quando o Orçamento do Estado deveria estar com aportes reais e vultosos na região de fronteira. Isso é apenas um exemplo do que perdemos por não termos um representante daqui, que more aqui, que viva a nossa realidade.”
O candidato também acenou para a construção de pontes em um estado majoritariamente conservador, unindo a defesa inegociável dos serviços públicos com o desenvolvimento regional sustentável. “É preciso fazer uma grande e ampla defesa dos serviços públicos, que no fim das contas, é usado pela população mais humilde. Defender os servidores é defender quem precisa do serviço. Além disso, o desenvolvimento sustentável é pauta urgente. Hoje, o grande produtor está acordando para a realidade das mudanças climáticas e olhando para a agroecologia como referência, não como ameaça. Tenho a capacidade de dialogar com ambos, e isso é bom para Mato Grosso”, concluiu.
Com o Oeste unificado, o apoio massivo de servidores de diversos segmentos e o perfil de um fiscalizador rigoroso que dialoga com diferentes setores produtivos, Pastorello se consolida como o candidato do PT na região e como o voto útil de todo eleitor que exige um parlamentar técnico, corajoso e que enxerga para além das barreiras ideológicas.
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