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Cultura

Ativista João Silvério Trevisan ganha mostra em sua homenagem em SP

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Começa nesta terça-feira (28), no Itaú Cultural em São Paulo, a mostra gratuita “Todos os Gêneros”, que celebra a cultura LGBTQIAPN+ por meio de diferentes linguagens: teatro, dança, cinema e música.

O evento acontece ao longo de seis dias e homenageia o escritor, cineasta e ativista João Silvério Trevisan, que assumiu a homossexualidade nos anos de chumbo da ditadura militar, teve seu filme Orgia ou o Homem que Deu Cria censurado pelo regime e se exilou nos Estados Unidos nos anos 70. Na volta ao Brasil, em 1978, Trevisan fundou o grupo Somos, em defesa dos direitos dos homossexuais.

Aos 82 anos, o autor participa da abertura da mostra na noite desta terça-feira, em uma conversa sobre sua trajetória artística e produção literária. Durante a semana, Trevisan guia uma série de encontros sobre o processo de criação do romance Ana em Veneza, lançado em 1994.

Carlos Gomes, coordenador de Curadorias e Programação Artística do Itaú Cultural, destaca a contribuição do trabalho de Trevisan para o debate sobre a diversidade.

“A obra do Trevisan ajuda a gente a compreender um pouco mais da história da população LGBTQIAPN+ no Brasil, e mostra para gente como preservar a memória, sempre um gesto de resistência. É uma alegria imensa podermos celebrar a vida e a poética desse homem tão dedicado à poesia, à dramaturgia, à ficção”

Programação diversa

O evento traz também a peça Dionísia do Agreste, do coletivo baiano de drags As Rainhas do Centro, em uma mistura de Tieta do Agreste, de Jorge Amado, e As Bacantes, de Eurípedes.

Tem ainda a performance do artista chileno Omar Morán, o espetáculo Metendo a boca, do ator cearense Ricardo Tabosa; e o solo de dança DARKRUIM, de João Paulo Lima, ativista dos direitos das pessoas com deficiência.

Entre as sessões de cinema, está a exibição dos curtas-metragens Ferro’s Bar, sobre o movimento lésbico durante a ditadura militar; e Velcro, sobre um bar musical administrado por mulheres no Recife.

No fim de semana, é a vez das atrações musicais, com apresentações da cantora paulista Cida Moreira, que interpreta o cancioneiro de Angela Ro Ro no sábado (1º). No domingo (2), Cida volta ao palco com o show “Canções e poesia”, em um repertório variado, de David Bowie a Eduardo Dusek.

A mostra “Todos os Gêneros” segue até domingo. Toda a programação é gratuita, mas para algumas atividades é necessário retirar ingressos antes. Informações completas no site do evento.
 


Fonte: EBC Cultura

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Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira

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A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.

São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.

Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto. 

“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.

Marcus Lontra conta mais sobre o  trabalho de curadoria da mostra.

“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.

O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador  explica como a exposição reflete a diversidade do museu.

“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.

A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.

A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!


Fonte: EBC Cultura

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