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Combatente de Cáceres diz que foi atacado após denunciar abusos em treinamento militar na Ucrânia

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Cáceres

O combatente brasileiro Arisson Benevides, conhecido como “Periquito” e natural de Cáceres, divulgou neste domingo (21) um vídeo relatando sua versão sobre a agressão sofrida durante um curso de reciclagem realizado na Ucrânia. Hospitalizado após o episódio, ele afirmou que foi atingido na nuca com uma pedra após um desentendimento com uma instrutora brasileira durante o treinamento.

O caso ganhou repercussão nos últimos dias após colegas de Arisson relatarem que ele precisou receber atendimento médico e apresentou sinais de confusão mental após a agressão. Em nota divulgada posteriormente, lideranças de grupos de combatentes brasileiros afirmaram que o episódio não teve participação de militares ucranianos nem ligação com as Forças Armadas da Ucrânia.

“Olá pessoal, aqui é o Periquito. Vim dar um esclarecimento aqui, um depoimento. Graças a Deus eu estou vivo. Eu fui enviado juntamente com um veterano de guerra também, Sacha, pra gente estar fazendo uma reciclagem de 3 a 4 dias na Central City”, declarou.

Segundo ele, ao chegar ao local, encontrou situações que considerou inadequadas dentro do ambiente militar.

“Chegando nesse treinamento, nessa reciclagem, eu me deparei com coisas que não são cabíveis no meio militar. Excesso de regras, punições excessivas para os recrutas novos que chegaram agora”, afirmou.

O combatente acusou uma instrutora identificada como Yasmin e seu companheiro de submeterem recrutas a punições exageradas.

“Chegando lá, eu me deparei com essa Yasmin e esse Aline fazendo os recrutas novos que estão na formação de dois meses, 60 dias, a punição deles ficarem várias horas no sol, punição deles terem que correr excessivamente, punições somente para inflar o ego dela e do namorado dela”, disse.

“E nisso, ela veio pedir pra mim, pedir não, ela mandou pra mim e pra outros veteranos pra gente ter que correr no tempo dela. Eu disse que não, porque eu e meu amigo Sacha, a gente tem um atestado dado pelo próprio comitê do VDK médico, que proíbia a gente de fazer exercícios físicos, porque a gente tem sequelas da guerra”, afirmou.

Ainda conforme o relato, a instrutora teria debochado da situação e ameaçado aplicar punições.

“E eu falei pra ela, ela começou a zombar de mim, falou que eu era um recruta, igual a todo mundo, e se eu não fosse, ela ia me punir. Então eu falei pra ela ter respeito com veteranos de guerra, porque eu dei o meu sangue pela Ucrânia e ela não. Eu falei ao contrário de você, eu conheço a sua história. Você não tem missão na Ucrânia, você não fez nada pela Ucrânia e você não tem respeito pelos veteranos aqui na Ucrânia”, relatou.

Segundo Periquito, após a discussão, a mulher teria partido para agressão física.

“Nisso ela surtou. Ela veio pra cima de mim, tentou me agredir, me enforcar e pelo fato de eu ser homem, eu não revidei, tipo deixei ela me bater. Porque por mais que eu estivesse nervoso, eu jamais encostaria o dedo em uma mulher”, disse.

“E nisso os ucranianos, em vez de segurar ela, me segurou. E nisso, deles me segurarem, o namorado dela, a Aline, aproveitou pra me apunhalar pelas costas, com um pedaço de pedra na minha cabeça, na minha nuca e eu vim desfalecer. Fiquei desacordado, tendo convulsão”, declarou.

O combatente também agradeceu o apoio recebido após o episódio.

“Graças aos meus amigos, o Sacha me deu apoio, me acompanhou ao hospital e hoje eu estou aqui dando esse testemunho, esclarecendo o que aconteceu”, concluiu.

Antes do depoimento de Periquito, combatentes brasileiros que atuam na Ucrânia haviam divulgado vídeos classificando a agressão como uma “covardia”. Segundo eles, Arisson chegou a apresentar perda momentânea de memória e dificuldades para reconhecer pessoas próximas após o golpe.

Em nota divulgada após a repercussão do caso, lideranças de grupos de combatentes brasileiros afirmaram que a ocorrência aconteceu em um contexto pessoal e envolveria diretamente a brasileira Yasmin e um cidadão romeno identificado como Alim, apontado pelos combatentes como o autor da agressão.

Por: Folha 5

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O combatente brasileiro Arisson Benevides, conhecido como “Periquito” e natural de Cáceres, divulgou neste domingo (21) um vídeo relatando sua versão sobre a agressão sofrida durante um curso de reciclagem realizado na Ucrânia. Hospitalizado após o episódio, ele afirmou que foi atingido na nuca com uma pedra após um desentendimento com uma instrutora brasileira durante o treinamento.

O caso ganhou repercussão nos últimos dias após colegas de Arisson relatarem que ele precisou receber atendimento médico e apresentou sinais de confusão mental após a agressão. Em nota divulgada posteriormente, lideranças de grupos de combatentes brasileiros afirmaram que o episódio não teve participação de militares ucranianos nem ligação com as Forças Armadas da Ucrânia.

“Olá pessoal, aqui é o Periquito. Vim dar um esclarecimento aqui, um depoimento. Graças a Deus eu estou vivo. Eu fui enviado juntamente com um veterano de guerra também, Sacha, pra gente estar fazendo uma reciclagem de 3 a 4 dias na Central City”, declarou.

Segundo ele, ao chegar ao local, encontrou situações que considerou inadequadas dentro do ambiente militar.

“Chegando nesse treinamento, nessa reciclagem, eu me deparei com coisas que não são cabíveis no meio militar. Excesso de regras, punições excessivas para os recrutas novos que chegaram agora”, afirmou.

O combatente acusou uma instrutora identificada como Yasmin e seu companheiro de submeterem recrutas a punições exageradas.

“Chegando lá, eu me deparei com essa Yasmin e esse Aline fazendo os recrutas novos que estão na formação de dois meses, 60 dias, a punição deles ficarem várias horas no sol, punição deles terem que correr excessivamente, punições somente para inflar o ego dela e do namorado dela”, disse.

“E nisso, ela veio pedir pra mim, pedir não, ela mandou pra mim e pra outros veteranos pra gente ter que correr no tempo dela. Eu disse que não, porque eu e meu amigo Sacha, a gente tem um atestado dado pelo próprio comitê do VDK médico, que proíbia a gente de fazer exercícios físicos, porque a gente tem sequelas da guerra”, afirmou.

Ainda conforme o relato, a instrutora teria debochado da situação e ameaçado aplicar punições.

“E eu falei pra ela, ela começou a zombar de mim, falou que eu era um recruta, igual a todo mundo, e se eu não fosse, ela ia me punir. Então eu falei pra ela ter respeito com veteranos de guerra, porque eu dei o meu sangue pela Ucrânia e ela não. Eu falei ao contrário de você, eu conheço a sua história. Você não tem missão na Ucrânia, você não fez nada pela Ucrânia e você não tem respeito pelos veteranos aqui na Ucrânia”, relatou.

Segundo Periquito, após a discussão, a mulher teria partido para agressão física.

“Nisso ela surtou. Ela veio pra cima de mim, tentou me agredir, me enforcar e pelo fato de eu ser homem, eu não revidei, tipo deixei ela me bater. Porque por mais que eu estivesse nervoso, eu jamais encostaria o dedo em uma mulher”, disse.

“E nisso os ucranianos, em vez de segurar ela, me segurou. E nisso, deles me segurarem, o namorado dela, a Aline, aproveitou pra me apunhalar pelas costas, com um pedaço de pedra na minha cabeça, na minha nuca e eu vim desfalecer. Fiquei desacordado, tendo convulsão”, declarou.

O combatente também agradeceu o apoio recebido após o episódio.

“Graças aos meus amigos, o Sacha me deu apoio, me acompanhou ao hospital e hoje eu estou aqui dando esse testemunho, esclarecendo o que aconteceu”, concluiu.

Antes do depoimento de Periquito, combatentes brasileiros que atuam na Ucrânia haviam divulgado vídeos classificando a agressão como uma “covardia”. Segundo eles, Arisson chegou a apresentar perda momentânea de memória e dificuldades para reconhecer pessoas próximas após o golpe.

Em nota divulgada após a repercussão do caso, lideranças de grupos de combatentes brasileiros afirmaram que a ocorrência aconteceu em um contexto pessoal e envolveria diretamente a brasileira Yasmin e um cidadão romeno identificado como Alim, apontado pelos combatentes como o autor da agressão.

Por: Folha 5

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