Cáceres
Águas do Pantanal amplia rede de abastecimento e beneficia moradores do Residencial Bela Vista
Cáceres
Legenda: Extensão de rede no residencial Bela Vista
Autor da Foto: Ronivon Barros
Depois de anos de espera, moradores do Residencial Bela Vista, no bairro Santo Antônio, passaram a contar com uma nova estrutura de abastecimento de água. A Autarquia Águas do Pantanal concluiu a extensão de 2.540 metros de rede, beneficiando diretamente 337 moradores da comunidade.
A obra foi executada em menos de 60 dias, prazo estabelecido pela autarquia para a conclusão dos serviços, e representa uma importante melhoria na infraestrutura do bairro.
Durante a entrega, a diretora da Águas do Pantanal, Samara Brant, destacou o impacto social da intervenção e o compromisso da gestão municipal com a ampliação do acesso à água tratada. “Estamos aqui no Residencial Bela Vista, no bairro Santo Antônio, trazendo essa obra de infraestrutura, uma extensão de rede que beneficia centenas de famílias. Água é vida, é saúde e significa mais qualidade de vida para a população”, afirmou.
Segundo Samara, a execução da obra contou com a participação da comunidade e do poder público. Ela também agradeceu ao presidente do bairro, aos moradores e aos vereadores pelo apoio para que a intervenção pudesse ser realizada.
Para os moradores, a chegada da rede representa a realização de uma reivindicação antiga. Marcelo Serafim conta que a comunidade esperava pelo abastecimento há cerca de sete anos. “Fazia sete anos que a gente pedia água. Muitas vezes precisávamos usar água da caixa da calha. Agora, finalmente, temos essa conquista”, relatou.
O presidente do bairro Santo Antônio, Márcio Luiz dos Santos, também destacou a importância da obra para os moradores e agradeceu pelo atendimento à reivindicação da comunidade.
A ampliação da rede de abastecimento integra as ações da Prefeitura de Cáceres, por meio da Águas do Pantanal, voltadas à melhoria da infraestrutura e à ampliação dos serviços essenciais nos bairros do município.
O prefeito em exercício, Luiz Landim, ressaltou o caráter social da obra e a importância de levar serviços públicos que contribuam diretamente para a qualidade de vida da população. “É uma obra social, que leva dignidade, saúde e qualidade de vida para as famílias. Garantir o acesso à água é garantir um direito essencial da população”, destacou Landim.
Cáceres
“Angeliquinha” é presa na Bolívia após mais de 1 ano foragida em MT

Apontada como uma das lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá, a “Angeliquinha”, foi localizada e presa na Bolívia após mais de um ano foragida da Justiça. A captura ocorreu nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra.
Ela tinha seis mandados de prisão em aberto e acumula mais de 260 anos de condenações.
Angeliquinha estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando escapou da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Durante o período em que permaneceu escondida, novos mandados de prisão foram expedidos contra ela, chegando a seis ordens judiciais em aberto.
As investigações apontam que, mesmo fora do sistema prisional, ela mantinha influência sobre atividades criminosas no extremo norte de Mato Grosso, principalmente em Alta Floresta e municípios da região. Entre as ações atribuídas ao grupo estão o tráfico de drogas, extorsões e a exploração de atividades ilegais em áreas de garimpo.
Além dos seis mandados, Angeliquinha possui mais de 260 anos de condenações decorrentes de diferentes processos. Entre os crimes pelos quais foi condenada estão homicídios, tráfico de drogas e participação em organização criminosa.
O cerco contra a estrutura ligada à investigada também avançou em março deste ano, quando a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown. A ação teve como alvo pessoas do círculo familiar de Angeliquinha, apontadas como responsáveis por dar suporte às atividades criminosas e auxiliar na movimentação de dinheiro obtido pelo grupo.
Ao todo, foram cumpridas 31 ordens judiciais, incluindo quatro mandados de prisão, sete de busca e apreensão, além do sequestro de veículos e imóveis, bloqueio de contas bancárias e suspensão de empresas.
Entre os alvos estavam o pai, a filha e o genro de Angeliquinha. Segundo as investigações, o grupo familiar teria utilizado empresas e outros negócios para movimentar e dar aparência lícita a recursos de origem criminosa.
Durante a apuração, os investigadores identificaram a movimentação de mais de R$ 20 milhões em aproximadamente um ano e sete meses. O valor, segundo a Polícia Civil, era incompatível com a renda declarada pelos envolvidos.
As investigações também apontaram uma possível ligação do grupo com a exploração de garimpos irregulares em Alta Floresta e Nova Bandeirantes. A atividade, conforme a apuração, estaria relacionada a outros crimes, como tráfico de drogas e extorsões.
Captura na Bolívia
A localização de Angeliquinha em Santa Cruz de la Sierra foi resultado do compartilhamento de informações entre as forças de segurança brasileiras e bolivianas. A operação contou com equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco), da Gerência Estadual de Polinter (Gepol) e da Polícia Boliviana.
Após a prisão, serão adotados os procedimentos legais para o retorno da foragida ao Brasil, onde deverá responder às ordens judiciais que permanecem em aberto.
Por MídiaJUR
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