Cultura
Começa a Semana Dança Cariri no interior do Ceará
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A arte da dança em suas mais variadas versões será celebrada a partir desta quinta-feira, no interior do estado do Ceará, com a abertura da 16ª edição do Festival Internacional Semana Dança Cariri. 

São 10 dias de evento com tema “Dançar é reescrever histórias” . A promoção é do Instituto de Artes Dança Cariri. As apresentações acontecerão nas cidades de Juazeiro do Norte e Crato, localizadas na região do Cariri cearense e contará com a participação de artistas e professores do Piauí, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás, além do Ceará e convidados do Chile e do México.
O diretor do Festival, Alysson Amâncio, dá mais detalhes da programação:
“Serão 28 atividades com espetáculos, oficinas, palestras, rodada de negócios, roda de conversas, residências artísticas, tudo completamente gratuito e com acessibilidade. Quem tiver interessado, é só entrar no nosso Instagram @semanadancacariri e tem tudo lá.”
A abertura será às 18h30, no BNB Cultural, em Juazeiro do Norte, com participação do artista visual Alexandre Heberte. Logo após a cerimônia de abertura, no mesmo espaço os artistas Ireno Júnior, Samuel Alvís e Datan Izaká da Plataforma Danças Que Temos Feito, do Piauí, apresentam o espetáculo “Guiança”. Em paralelo, às 19h30, o Teatro Patativa do Assaré, que fica no Sesc de Juazeiro, recebe o espetáculo “A Rainha”, de Mara Alexandre.
Além do BNB e do Patativa, as apresentações e ações formativas ocuparão o Teatro Luciany Maria do Instituto de Artes Dança Cariri, Centro Cultural Sérvulo Esmeraldo e Museu Casa Mestre Aldenir – espaços situados nas duas cidades anfitriãs. O Festival segue até o dia 26 de setembro.
Cultura
Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região
Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.
“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.
Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.
“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.
O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.
“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.
Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.
“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.
O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.
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