Search
Close this search box.

Cáceres

Prefeitura de Cáceres e Sesi lançam programa gratuito de corrida e treinamento funcional, aula inaugural é hoje (13)

Publicado em

Cáceres

A Prefeitura de Cáceres, por meio das secretarias municipais de Educação e de Esporte e Lazer, amplia as ações de incentivo à prática esportiva e à qualidade de vida com a implantação do Sesi na Pista, programa gratuito que oferece treinos orientados de corrida, caminhada e exercícios funcionais.

A iniciativa é desenvolvida pelo Serviço Social da Indústria de Mato Grosso (Sesi MT), em parceria com a Prefeitura de Cáceres e apoio da Casa da Indústria de Cáceres.

Na manhã desta quinta-feira (13), representantes das instituições parceiras estiveram no gabinete da prefeita Eliene Liberato Dias para formalizar a parceria e assinar o convênio que viabiliza a realização do programa no município.

Participaram do encontro a gerente de Saúde do Sesi Cuiabá/Cáceres, Adriana Terçariol; o secretário municipal de Esporte e Lazer, Cristiano Neves; o diretor da Casa da Indústria de Cáceres, José Providência Rocha; e a coordenadora técnica Ginaira Brugnari. Na ocasião, os representantes também convidaram a prefeita para participar da abertura oficial do projeto.

A aula inaugural acontece nesta quinta-feira (13) e marca o início das atividades do Sesi na Pista em Cáceres. Para a abertura do programa, os participantes contarão com a presença especial da maratonista brasileira Nadir Sabino, maior campeã da tradicional Corrida de Reis, além do educador físico Gustavo Santos.

A prefeita Eliene Liberato Dias destacou a importância da parceria entre o poder público e o Sesi para ampliar as oportunidades de acesso da população ao esporte, à saúde e à qualidade de vida.  “Parcerias como essa incentivam hábitos saudáveis e oferecem mais qualidade de vida à nossa população, com atividades gratuitas, orientadas e acessíveis a todos”, destacou a prefeita.

O secretário municipal de Esporte e Lazer, Cristiano Neves, ressalta que a parceria amplia as oportunidades para que a população tenha acesso gratuito e orientado à atividade física. “É uma iniciativa que aproxima o esporte das pessoas e oferece condições para quem deseja começar ou manter uma rotina de exercícios com acompanhamento profissional. Queremos incentivar cada vez mais a população a ocupar os espaços públicos, praticar atividades físicas e cuidar da saúde”, afirmou Cristiano.

Os treinamentos serão realizados regularmente às terças e quintas-feiras, sempre no mesmo local e horário, com acompanhamento de profissionais de Educação Física. As atividades incluem corrida, caminhada e exercícios funcionais voltados ao desenvolvimento do equilíbrio, condicionamento físico, resistência e fortalecimento muscular.

As inscrições são gratuitas, e os 70 primeiros participantes inscritos receberão uma camiseta exclusiva do programa.

Esdras Crepaldi / DRT 940 MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cáceres

Médico desiste de candidatura a deputado por problemas de saúde

Publicados

em

Estudo mostra que o eleitorado regional representa 9,3% de MT; vitória para estadual e federal exige chapa competitiva, redução da dispersão de votos e expansão para outros polos.

Por: Adriane Barbosa do Nascimento

A Região Oeste de Mato Grosso possui 245.705 eleitores distribuídos em 22 municípios. É um contingente expressivo, equivalente a aproximadamente 9,3% do eleitorado estadual. Diante desse número, uma pergunta se torna inevitável: a região tem força suficiente para eleger um deputado estadual e um deputado federal em 2026?

A resposta é positiva, mas exige uma explicação importante. No Brasil, deputados não são eleitos apenas pela quantidade individual de votos. Primeiro, é necessário que o partido ou a federação alcance votação suficiente para conquistar uma cadeira. Somente depois se verifica quais candidatos foram os mais votados dentro daquela chapa. Em outras palavras, não basta o candidato ter votos; sua legenda também precisa ser competitiva.

Para deputado estadual, Mato Grosso dispõe de 24 cadeiras. Pelas projeções baseadas no eleitorado atual e no comparecimento de 2024, o quociente eleitoral poderá ficar próximo de 80 mil votos. Isso não significa que todo candidato precise alcançar esse número individualmente. Significa que a federação deve construir uma votação estadual próxima ou superior a essa faixa para participar, com maior segurança, da distribuição das cadeiras.

Nesse cenário, uma candidatura estadual da Região Oeste seria competitiva com aproximadamente 28 mil a 35 mil votos, desde que a federação alcance algo próximo de 90 mil a 110 mil votos em Mato Grosso. A situação para deputado federal é mais difícil. Mato Grosso possui apenas oito cadeiras na Câmara dos Deputados, o que eleva consideravelmente o quociente eleitoral. A federação provavelmente precisará aproximar-se de 250 mil votos em todo o Estado para disputar uma cadeira em condições consistentes. O candidato regional, por sua vez, deveria buscar uma votação individual entre 50 mil e 65 mil votos.

Isso demonstra que a Região Oeste pode praticamente construir a base eleitoral de um deputado estadual, mas não consegue, sozinha, resolver a eleição de um deputado federal. A candidatura federal precisa partir da região com força — entre 30 mil e 38 mil votos — e ampliar sua presença em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e outros polos relevantes.

Também é importante compreender que as duas candidaturas não precisam dividir os eleitores regionais. A mesma pessoa pode votar em um candidato a deputado estadual e em outro a deputado federal. Uma dobradinha regional bem organizada permite que os dois recebam votos do mesmo eleitorado. O desafio está em apresentar candidaturas complementares, com identidade regional e capacidade de expansão estadual.

A força eleitoral da região está concentrada. Cáceres possui 62.365 eleitores e representa 25,39% do eleitorado regional. Somada a Pontes e Lacerda, Sapezal e Mirassol d’Oeste, essa participação chega a aproximadamente 56%. Os oito maiores municípios concentram mais de 76% dos eleitores. Isso mostra que uma estratégia regional precisa começar pelos maiores centros, mas não pode abandonar os municípios menores, onde uma presença organizada pode produzir resultados proporcionalmente relevantes.

Outro ponto merece atenção. Entre 2024 e 2026, a Região Oeste perdeu 688 eleitores, passando de 246.393 para 245.705. A redução é pequena, mas revela que o crescimento eleitoral não acontecerá automaticamente. A região precisará melhorar o comparecimento, reduzir a dispersão de votos e transformar identidade territorial em representação política efetiva.

Mais importante que perguntar quantos votos um candidato precisa ter é verificar três condições ao mesmo tempo: quantos votos a federação alcançará em Mato Grosso, qual será a posição do candidato regional dentro da chapa e quanto da votação obtida na região poderá ser ampliada para outras partes do Estado. A eleição depende do equilíbrio entre esses três fatores.

A Região Oeste possui eleitorado para exercer maior protagonismo político. O que ainda precisa construir é coordenação. Quando os votos se dispersam entre muitas candidaturas sem viabilidade de legenda, a região participa da eleição, mas não necessariamente conquista representação. Quando existe organização, chapa competitiva e um projeto territorial reconhecível, 245 mil eleitores deixam de ser apenas uma estatística e passam a constituir uma força política.

A eleição de 2026, portanto, não será apenas uma disputa entre nomes. Será também uma decisão sobre a capacidade da Região Oeste de transformar população, território e votos em presença efetiva na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Afinal, uma região politicamente representada não apenas reivindica: participa diretamente das decisões que definem investimentos, infraestrutura, saúde, produção e desenvolvimento.

Fonte de dados: BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Resultados – 2024. Portal de Dados Abertos do TSE. Brasília, DF: Tribunal Superior Eleitoral, 2024. Disponível em: https://dadosabertos.tse.jus.br/dataset/resultados-2024. Acesso em: 2 ago. 2026.

Autora: Adriane do Nascimento é Advogada, Consultora Econômica e Doutoranda em Direito Constitucional pelo IDP. Mestra em Economia, Políticas Públicas e Desenvolvimento, é registrada no CORECON-MT sob o nº 0001/ME. Especialista em Direito Tributário, Societário e Direito do Trabalho. É sócia-administradora da Sociedade de Advocacia Simões Santos, Nascimento & Associados. Foi consultora da Comissão Especial de Direito Tributário do Conselho Federal da OAB (2022–2024) e é autora de artigos e obras acadêmicas voltadas à tributação, desenvolvimento econômico e políticas públicas. Recebeu o 1º lugar no XXIX Prêmio Brasil de Economia (2023) e o 3º lugar no XXX Prêmio Brasil de Economia (2024), promovidos pelo COFECON.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA