Cáceres
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Cáceres
Autor da Foto: Alessandro Firmino
A prefeita de Cáceres, Eliene Liberato Dias, recebeu em seu gabinete os empresários Douglas Santinni e Ricardo Pavan, ligados às iniciativas Café Visão e Baru, para uma conversa sobre o potencial econômico do baru e as possibilidades de inserção do município na cadeia produtiva do fruto. A prefeita esteve acompanhada pelo secretário municipal de Agricultura, Jeremias Pereira Leite.
Durante o encontro, os empresários apresentaram o trabalho que vem sendo desenvolvido para o aproveitamento da castanha do baru, fruto de uma árvore nativa bastante presente no Cerrado brasileiro e também encontrada na região de Cáceres. A proposta envolve desde a coleta até o processamento da castanha, com possibilidade de utilização na alimentação e na produção de diferentes derivados.
A iniciativa despertou o interesse da administração municipal principalmente pelo potencial de geração de renda para famílias, associações e grupos que já atuam com o extrativismo e com a agricultura familiar. A proposta apresentada está alinhada a uma cadeia que valoriza justamente extrativistas do Cerrado, agricultores familiares, mulheres organizadas e cooperativas.
Segundo o secretário Jeremias Pereira Leite, o encontro teve caráter inicial de prospecção e deverá resultar em uma nova agenda no município. A intenção é organizar visitas dos empresários a comunidades e associações que já desenvolvem atividades extrativistas, especialmente nas regiões da Corixinha e Rancho da Saudade, onde existem grupos de mulheres envolvidos na produção de alimentos e outras iniciativas de geração de renda. “Eles estão conhecendo a ocorrência do baru em nossa região e verificando as possibilidades de aproveitamento da castanha. Ficou acertado que vamos organizar uma nova agenda para que possam visitar associações e grupos que já realizam atividades extrativistas. A ideia é avaliar de forma mais detalhada como essa cadeia pode se transformar em mais uma alternativa de renda para essas famílias”, explicou Jeremias.
Outro ponto apresentado durante a reunião foi o desenvolvimento e teste de equipamentos destinados ao processamento da castanha. A mecanização de etapas como beneficiamento e preparação do produto pode agregar valor ao baru e facilitar sua comercialização. O projeto estadual apresentado pelos empresários também prevê estruturação da cadeia produtiva, envolvendo cooperativas, agricultura familiar, extrativistas e processamento industrial. O material aponta ainda a utilização de tecnologia específica para descasque, seleção e torra da castanha.
A prefeita Eliene Liberato Dias avaliou positivamente a possibilidade e colocou o município à disposição para aprofundar as tratativas. Para ela, iniciativas que aproveitam potencialidades naturais da região e fortalecem pequenos produtores e comunidades precisam ser estimuladas.
“Cáceres possui uma riqueza natural muito grande e precisamos olhar para essas potencialidades também como oportunidades de desenvolvimento e geração de renda. Ficamos muito animados com a proposta e queremos conhecer melhor todo esse trabalho. Já fizemos o convite para que eles retornem, visitem nossas comunidades e conheçam de perto as iniciativas que já existem. Se conseguirmos agregar tecnologia, mercado e valorização ao trabalho dessas famílias, estaremos criando novas oportunidades sem perder de vista a sustentabilidade e a preservação”, destacou a prefeita.
O potencial regional ganha ainda mais relevância porque o projeto MT Baru identifica o Pantanal como uma das áreas de origem do produto em Mato Grosso e relaciona a cadeia do fruto à geração de renda, preservação ambiental e fortalecimento das comunidades extrativistas. A proposta mais ampla prevê também ampliar a produção por meio de cooperativas e da agricultura familiar, estimular a industrialização e articular crédito, pesquisa e acesso a mercados.
Uma nova visita deverá ser organizada pela Secretaria Municipal de Agricultura, quando os empresários poderão conhecer diretamente as comunidades, identificar a disponibilidade do fruto e avaliar, junto aos produtores e ao município, as possibilidades concretas de implantação e fortalecimento dessa nova cadeia econômica em Cáceres.
Esdras Crepaldi / DRT 940 MT
Cáceres
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Assessroria
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT) realiza, nos dias 18 e 19 de novembro de 2026, o Seminário “Gestão Tripartite: A importância da integração União, Estado e Municípios na Gestão Ambiental”. O evento, que acontecerá na capital, tem como objetivo central fortalecer a cooperação entre os entes federativos, promover o intercâmbio de experiências e debater estratégias para aprimorar as políticas ambientais nos municípios, com foco prioritário na regularização de imóveis rurais.
O encontro ganha relevância diante do cenário normativo atual, moldado pela Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025). A legislação unificou as regras nacionais e gerou profundas transformações na integração e na coordenação entre as autoridades licenciadoras — sejam elas o Ibama, órgãos estaduais ou municipais — e os demais órgãos intervenientes.
Foco no Sudoeste e Parceria com Cáceres
Para esta edição, a região Sudoeste do estado recebeu atenção especial. Todos os 23 municípios da região foram convidados a participar das discussões. A organização e o suporte para a mobilização contam com a colaboração direta da Diretoria da Unidade Desconcentrada da SEMA-MT em Cáceres. A regional atua como peça-chave na articulação local para garantir a presença e o engajamento dos gestores municipais.
“E muito bom fazer a diferença na vida das pessoas. Nossa missão nas regionais vai além da fiscalização, trabalhamos lado a lado com os municípios para aproximar o Estado do produtor local. A participação unida da Região Sudoeste reflete o compromisso regional com o desenvolvimento sustentável”, declarou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres.
Avanços do CAR Digital 2.0 e Agricultura Familiar
Durante o seminário, o órgão ambiental apresentará as atualizações e os avanços tecnológicos do CAR Digital 2.0. A pauta principal será a regularização de pequenas propriedades e posses rurais de até 4 (quatro) módulos fiscais em Mato Grosso. O processo é conduzido com base nas diretrizes do Código Florestal, complementado pelas normas do Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA).
“A preocupação da Secretaria está totalmente voltada aos pequenos produtores e agricultores familiares que possuem CAF, PRONAF, DAP ou declaração de subsistência. Mudamos a perspectiva em torno da regularização rural, graças ao empenho do corpo técnico, reduzimos significativamente a burocracia e automatizamos processos, garantindo soluções rápidas sem abrir mão do rigor técnico”, afirmou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres-MT.
Reconhecimento e Fortalecimento Regional
O trabalho de descentralização e a busca pela eficiência no atendimento à população foram atribuídos ao esforço diário das Unidades Desconcentradas. Além da diretoria de Cáceres, as regionais de Tangará da Serra, Juína, Confresa, Rondonópolis, Barra do Garças, Sinop, Alta Floresta e Guarantã do Norte têm desempenhado um papel fundamental na redução de passivos ambientais históricos.
A consolidação desse modelo de gestão integrada conta com o apoio institucional e os investimentos promovidos pela Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e pelo Governador Otaviano Pivetta, voltados à valorização das unidades regionais e ao fortalecimento da fiscalização e regularização em todo o território mato-grossense.
“O fortalecimento das nossas regionais é um pilar estratégico para Mato Grosso. Investir nas estruturas do interior garante que a preservação ambiental caminhe em total harmonia com a força econômica e produtiva dos nossos municípios”, pontuou Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.
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