Economia
Lançamento de studios movimenta R$ 13,8 milhões por hora
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Cem por cento das unidades vendidas em cinco horas e meia. Foi esse o resultado do Cadro, empreendimento de studios da Maxi em Uberlândia (MG): as vendas abriram às 8h e, às 13h30, não havia mais unidades disponíveis, em um lançamento que somou R$ 76 milhões em vendas, uma média de R$ 13,8 milhões por hora.
O resultado acontece em um momento aquecido para o setor. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o Brasil registrou recorde de lançamentos em 2025, com 453 mil unidades residenciais lançadas, alta de 10,6% sobre 2024, e um valor geral de lançamentos de R$ 292,3 bilhões, o maior da série histórica. A demanda se manteve firme mesmo com juros elevados, e metade dos consumidores ouvidos pela entidade declarou intenção de comprar um imóvel nos próximos 24 meses.
Dentro desse cenário, os studios e apartamentos compactos se firmaram como protagonistas. Na capital paulista, 83% dos imóveis lançados em 2024 tinham até 45 metros quadrados, de acordo com o Secovi-SP. A mudança é estrutural: levantamento do Banco Central e da Caixa Econômica Federal aponta que a área média dos imóveis financiados encolheu 12,75% desde 2018. O movimento responde a um novo perfil de morador e investidor, que prioriza localização e praticidade no lugar de metragem.
Esse tipo de produto também lidera em valorização e liquidez. Imóveis de um dormitório registraram a maior valorização entre as tipologias residenciais nos últimos 12 meses, com forte alta também na locação, segundo a Fipe. Em Minas Gerais, a Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato da Habitação (CMI/Secovi-MG) classifica a tendência como consolidada e aponta forte demanda dos compactos para locação e rentabilização, com apelo claro de liquidez. É justamente nesse público que o Cadro foi posicionado.
No projeto, o ponto de partida foi estratégico. Após um novo estudo, a Visimob identificou que o maior diferencial competitivo do empreendimento estava na localização, a uma quadra de centros comerciais, supermercados, do Parque do Sabiá e das principais vias da cidade, e próximo à universidade. O atributo conversa com um público específico: jovens adultos entre 23 e 39 anos em busca de uma moradia prática e otimizada, seja para morar sozinho, seja para gerar renda com locação. É o conceito de moradia de apoio, em expansão nas grandes cidades.
O lançamento chega em uma fase de expansão para a Maxi. Fundada em 2010 e reconhecida em Uberlândia pelos edifícios verticais, a incorporadora vive um momento de novos lançamentos e parcerias estratégicas.
“O Cadro chega em um momento de grandes lançamentos para a Maxi. São studios pensados para, além de uma localização privilegiada, entregar áreas de uso comum voltadas para o bem-estar de moradores que valorizam qualidade de vida e praticidade, seja para morar, seja para investir”, afirma Rafael Borges, sócio da Maxi.
O caso reforça uma leitura que ganha força entre incorporadoras: a marca, quando construída antes da obra, deixa de ser um detalhe estético e passa a ser fator de velocidade de venda. Esse componente costuma definir o desempate quando os argumentos racionais já não geram objeção. “A velocidade de venda é definida por vários fatores, e o preço costuma ser o principal. A região também pesa muito. Mas, quando esses pontos já não dão margem para objeção, entra a camada conceitual, e é ela que muitas vezes desempata. Nesse momento, deixamos de vender um projeto e passamos a vender um estilo de vida. O nível da conversa muda”, afirma Yuri Campos, sócio cofundador da Visimob.
A leitura também se apoia na experiência da Visimob com lançamentos anteriores. “Me lembro de um lançamento que fizemos antes mesmo do boom dos studios e que também foi 100% vendido, em que um dos destaques da incorporadora era um espaço para receber encomendas via drone. Não é só a inovação que importa, mas também como vamos comunicá-la ao cliente final, seja ele morador ou investidor”, afirma Victória Lacerda, head de estratégia da Visimob.
No Cadro, o trabalho começou pelo próprio nome. Originalmente, “Cadro” nasceu como estilização da palavra “quadrado”, em referência ao Quadrado de Trancoso, o centro histórico baiano que inspirou a arquiteta na concepção do projeto. Diante do novo posicionamento, a Visimob ressignificou o nome, que passou a se ancorar na ideia de delimitação do espaço, em sintonia com a proposta de studios funcionais.
“Quando o branding parte da estratégia, e não só da estética, o efeito aparece na ponta, na velocidade de venda. O Cadro é um exemplo claro de como o nome e o conceito certos aceleram um lançamento”, afirma Diogo Bernini, sócio cofundador da Visimob.
Esse conceito se traduziu na identidade visual do projeto, que tem o quadrado como símbolo central. A forma geométrica representa estrutura, estabilidade e o aproveitamento inteligente dos ângulos e dos metros disponíveis. A construção visual foi completada por uma paleta de tons terrosos, inspirada em terracota e materiais naturais, e por uma tipografia geométrica de caráter contemporâneo, que equilibra requinte e a linguagem objetiva valorizada por esse perfil de comprador.
Economia
Modelo cooperativo chega a nove países e 100 mil clientes
Cerca de 1.500 pessoas se reúnem em 19 de dezembro, no Espaço Unimed, em São Paulo, para o encerramento do ano de um ecossistema econômico organizado a partir de princípios cooperativos. O encontro marca o balanço de 2026, período em que o modelo passou a reunir 11 mil clientes diretos e mais de 100 mil clientes indiretos, com presença em mais de 800 cidades brasileiras e em nove países.
Promovido pela Gfi Hub, com sede em Itapema (SC), o Gfi Celebration Experience tem, em 2026, a primeira edição, sucedendo encontros de outros formatos realizados pela empresa nos anos anteriores. A programação inclui palestra do empresário e palestrante Pyero Tavolazzi, apresentação do ator, humorista e ilusionista Maurício Dollenz e homenagens a integrantes do ecossistema que se destacaram ao longo do ano, seguidas de jantar de encerramento.
Expansão em 2026
Os números do ano, segundo dados da empresa, indicam a ampliação da presença geográfica do modelo. Além das 800 cidades, a operação alcança as 27 unidades federativas do país e mercados como Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Colômbia, Estados Unidos e Portugal. O ecossistema reúne empresas de áreas como consumo, saúde e bem-estar, tecnologia, conectividade e setor imobiliário, que operam de forma integrada.
Cooperação além do crédito
O movimento acompanha o avanço do cooperativismo no Brasil. O setor alcançou 29 milhões de cooperados em 2025 e movimentou R$ 848 bilhões, alta de 12% em relação a 2024, segundo o AnuárioCoop 2026, do Sistema OCB. As sobras, resultado equivalente ao excedente das cooperativas, somaram R$ 61,3 bilhões, avanço de 14,2% no período.
Historicamente concentrado no crédito, o modelo cooperativo começa a alcançar outras áreas da economia. É nesse campo que se insere o Mercado Econômico Cooperativo (MEC), conceito desenvolvido pela Gfi Hub que organiza o consumo e os serviços do dia a dia em uma estrutura compartilhada, de modo que o valor movimentado circule entre os participantes.
“O encontro de dezembro registra um ano em que o modelo passou a fazer parte da rotina de famílias em mais de 800 cidades”, afirma Odirlei Schuster, presidente da Gfi Hub.
Perspectivas para 2027
Para 2027, a empresa prevê aprofundar a internacionalização iniciada nos últimos anos. A estratégia declarada é adaptar o modelo às características comerciais, culturais, logísticas e regulatórias de cada país, com atuação junto a parceiros locais, em vez de reproduzir a operação brasileira. “A meta para 2027 é consolidar, nos novos mercados, a base construída no Brasil ao longo de 2026”, conclui Schuster.
Com mais de 100 mil clientes indiretos e operação em mais de nove países, o encontro de 19 de dezembro encerra o ciclo de 2026 do ecossistema e marca o início do ciclo de 2027. A celebração reúne o resultado do ano e abre o calendário seguinte, em um momento em que o modelo cooperativo, com 29 milhões de cooperados no país, amplia a presença em novas áreas da economia.
Para mais informações, basta acessar www.gfihub.com.br.
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