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Osmose reversa cresce no mercado industrial

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O mercado brasileiro de membranas de osmose reversa movimentou cerca de 3,41 milhões de unidades em 2024 e deve atingir 5,78 milhões até 2035, com crescimento anual de 4,91%, segundo levantamento da Spherical Insights. O avanço reflete a maior demanda por tratamento de água em setores industriais que dependem da pureza hídrica como requisito técnico e regulatório, especialmente nas indústrias farmacêutica, cosmética, alimentícia e de bebidas.

A osmose reversa consiste na passagem forçada da água por membranas semipermeáveis sob alta pressão, removendo até 99% de sais dissolvidos, microrganismos, matéria orgânica e compostos químicos. O processo é amplamente adotado em aplicações que exigem água de alta pureza, como a fabricação de medicamentos, o enxágue de superfícies industriais e a produção de bebidas. A conformidade com a Portaria GM/MS nº 888/2021 do Ministério da Saúde, que regulamenta padrões de potabilidade, torna a tecnologia indispensável em plantas sujeitas à fiscalização sanitária.

“A osmose reversa é hoje uma das tecnologias mais requisitadas em projetos industriais de tratamento de água, especialmente onde a pureza é um critério inegociável de produção”, afirma Nelson Isao Watanabe, fundador da Asstefil Indústria e Comércio de Filtros Ltda., empresa sediada em Santo André (SP) com mais de três décadas de atuação no desenvolvimento de soluções de filtragem para os segmentos residencial, comercial e industrial.

Sistemas de osmose reversa são projetados de forma personalizada conforme a vazão necessária, a composição da água de entrada e as exigências de cada setor. Em 2026, a integração dessas soluções com estratégias de reaproveitamento hídrico consolida o papel da tecnologia nas políticas de sustentabilidade industrial, reduzindo o consumo de água e os custos operacionais com insumos químicos em processos de tratamento convencional.



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Probióticos em vez de antibióticos na produção animal

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as bactérias resistentes a antibióticos representam um dos maiores riscos globais à saúde humana. Ao ampliar o conhecimento sobre bactérias formadoras de esporos e desenvolver pesquisas nessa área, a Evonik busca contribuir para a redução do uso de antibióticos na produção animal e para o combate à disseminação da resistência aos antimicrobianos.

Em 2021, mais de um milhão de pessoas morreram como resultado direto de patógenos resistentes a antibióticos. Especialistas estimam que esse número poderá chegar a aproximadamente dois milhões de mortes por ano até 2050. Parte do surgimento da resistência aos antibióticos é atribuída ao consumo elevado desses medicamentos.

“73% de todos os antibióticos utilizados no mundo são administrados na produção pecuária — para fins terapêuticos, profiláticos e como promotores de crescimento. Portanto, esse é o ponto de intervenção mais eficaz para conter o avanço da resistência”, explica Stefan Pelzer, responsável por Pesquisa em Microbioma da Evonik.

Na produção animal, diferentes estratégias vêm sendo utilizadas para reduzir a dependência de antibióticos. Entre elas estão aditivos para ração, como ácido butírico, compostos de origem vegetal e probióticos. Em 2025, as vendas globais de probióticos para o setor de alimentação animal alcançaram cerca de US$ 4 bilhões, com crescimento anual aproximado de 7%.

Nesse contexto, a Evonik desenvolve pesquisas com o Ecobiol®, probiótico baseado na bactéria Bacillus amyloliquefaciens CECT 5940. Os estudos são conduzidos no Biotech Hub da empresa, em Halle (Vestfália), com foco na compreensão de sistemas biológicos e no aprimoramento de produtos obtidos por biotecnologia.

O Ecobiol® atua no fortalecimento do microbioma intestinal e do sistema imunológico dos animais, além de auxiliar no controle da disseminação de patógenos como Escherichia coli, Salmonella e Clostridium. Um dos principais desafios para a produção animal é o Clostridium perfringens, bactéria associada à enterite necrótica subclínica em aves. A doença compromete a integridade intestinal, afeta o crescimento dos animais e pode provocar mortalidade precoce, gerando perdas econômicas globais estimadas entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões por ano.

Os probióticos utilizados como aditivos para ração podem contribuir para a prevenção dessa doença quando apresentam atividade no intestino delgado. “No caso de bactérias formadoras de esporos, como Bacillus amyloliquefaciens CECT 5940, que constitui a base do Ecobiol®, o fator decisivo é a rapidez e o local do sistema digestivo em que elas se transformam em células vegetativas ativas”, afirma Pelzer.

Utilizando o modelo de intestino de aves DAISy (Dynamic Avian Intestine in vitro System), a equipe de pesquisa avaliou como ocorre esse processo durante a digestão da ração. Os cientistas também identificaram que o processo de fabricação influencia o comportamento de germinação e desenvolvimento dos esporos.

Com base nessas descobertas, foi desenvolvido um produto com germinação mais rápida no intestino, sem modificação da cepa bacteriana. Segundo a empresa, esse comportamento favorece a multiplicação das bactérias no intestino delgado e amplia o tempo de atuação contra microrganismos patogênicos.

Um estudo realizado pela Oklahoma State University demonstrou que, em frangos de corte expostos ao patógeno Clostridium perfringens, essa germinação mais rápida melhorou as taxas de sobrevivência em 50% em comparação com um probiótico padrão disponível no mercado, além de reduzir significativamente os danos estruturais ao intestino.

Como as formulações de ração variam amplamente entre regiões e fases de desenvolvimento dos animais, os cientistas avaliaram o comportamento de germinação e desenvolvimento do Ecobiol® em diferentes tipos de ração.

As pesquisas relacionadas a probióticos e ao microbioma animal fazem parte dos esforços voltados à manutenção da saúde dos animais e à redução do uso de antibióticos na produção pecuária. Segundo Pelzer, os conhecimentos obtidos também podem contribuir para outras aplicações envolvendo produtos à base de Bacillus — seja em nutrição, cuidados pessoais, higiene oral, agricultura ou produtos de limpeza.

Evonik: Leading beyond chemistry

A Evonik vai além dos limites da química com sua combinação de força inovadora e experiência tecnológica de ponta. A empresa química global, com sede em Essen, Alemanha, está presente em mais de 100 países e registrou vendas de 14,1 bilhões de euros e lucro operacional (EBITDA ajustado) de 1,9 bilhão de euros em 2025. A motivação em comum de aproximadamente 31.000 colaboradores: oferecer aos clientes uma vantagem competitiva decisiva com produtos e soluções sob medida como uma superforça para a indústria, melhorando assim a vida das pessoas. Em todos os mercados. Todos os dias.

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