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Prefeitura de Cáceres amplia atendimento dermatológico e reforça cuidado com a saúde da pele

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Cáceres

A Prefeitura de Cáceres, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, vem fortalecendo os atendimentos especializados na rede pública, com atenção especial à dermatologia. Atualmente, o município conta com duas profissionais dermatologistas para atender a população, a dra. Marina Dalbem, por meio do consórcio, e a dra. Bárbara Bisinella, contratada pelo município para atuar junto ao Centro de Especialidades Médicas, o CEM.

A ampliação do atendimento faz parte de uma estratégia da gestão municipal para garantir mais acesso, cuidado e resolutividade aos pacientes que necessitam de avaliação dermatológica. Em uma cidade de clima quente, com forte incidência solar durante grande parte do ano, a preocupação com doenças de pele, especialmente o câncer de pele, tem sido tratada como prioridade pela Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Cláudio Henrique Donatoni, a contratação de mais uma dermatologista demonstra o compromisso da gestão em cuidar das pessoas de forma preventiva e humanizada. “Cáceres é uma cidade muito quente, onde a população está bastante exposta ao sol. Por isso, fortalecer o atendimento dermatológico é uma medida importante de prevenção, diagnóstico e tratamento. A contratação da dra. Bárbara veio para complementar os serviços já ofertados pelo consórcio e ampliar o cuidado com os nossos pacientes”, destacou o secretário.

O Centro de Especialidades Médicas atende uma grande demanda de usuários encaminhados com prescrição para consulta dermatológica. Com a atuação da dra. Bárbara Bisinella no CEM, o município passa a ter maior capacidade de atendimento, podendo chegar a cerca de 400 consultas dermatológicas por mês.

Além das consultas, os atendimentos dermatológicos também possibilitam a realização de pequenas cirurgias, procedimento fundamental para a retirada de lesões suspeitas ou que necessitam de avaliação mais detalhada. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, são realizadas, em média, cerca de 50 pequenas cirurgias por mês, além dos procedimentos feitos também pela médica contratada pelo município, quando há necessidade de atendimento complementar.

A coordenadora de Regulação, Silvana Maria, explicou que a ampliação do serviço tem contribuído diretamente para reduzir a demanda reprimida e oferecer mais segurança aos pacientes. “Muitos usuários chegam ao CEM com necessidade de avaliação dermatológica e, em vários casos, o atendimento não termina apenas na consulta. Há pacientes que precisam de pequenas cirurgias e, quando necessário, também de biópsia. O município tem garantido esse fluxo para que o paciente seja acompanhado, investigado e tratado com responsabilidade”, afirmou Silvana.

Silvana reforçou ainda que a contratação da dra. Bárbara Bisinella foi pensada justamente para complementar os atendimentos realizados pela dra. Marina Dalbem, via consórcio, ampliando o acesso da população ao especialista.

“Essa é uma preocupação da gestão com o cuidado integral do paciente. O número de casos suspeitos de câncer de pele tem chamado atenção, e quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de tratamento adequado. Por isso, esse reforço no atendimento dermatológico é tão importante”, completou a coordenadora.

Quando há indicação médica, o município também disponibiliza a realização de biópsias, exame essencial para confirmar ou descartar diagnósticos mais graves, como o câncer de pele.

Para o prefeito em exercício  de Cáceres, Luiz Landim, investir na ampliação dos serviços especializados representa mais do que aumentar o número de consultas. “Significa oferecer cuidado, prevenção e acolhimento aos usuários do Sistema Único de Saúde, garantindo que a população tenha acesso a exames, procedimentos e tratamentos necessários dentro da própria rede municipal”, concluiu Landim.

Esdras Crepaldi / DRT 940 MT

 

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Com dois candidatos a deputado estadual, MDB de Cáceres, vai dividido para eleição presidencial

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Estudo mostra que o eleitorado regional representa 9,3% de MT; vitória para estadual e federal exige chapa competitiva, redução da dispersão de votos e expansão para outros polos.

Por: Adriane Barbosa do Nascimento

A Região Oeste de Mato Grosso possui 245.705 eleitores distribuídos em 22 municípios. É um contingente expressivo, equivalente a aproximadamente 9,3% do eleitorado estadual. Diante desse número, uma pergunta se torna inevitável: a região tem força suficiente para eleger um deputado estadual e um deputado federal em 2026?

A resposta é positiva, mas exige uma explicação importante. No Brasil, deputados não são eleitos apenas pela quantidade individual de votos. Primeiro, é necessário que o partido ou a federação alcance votação suficiente para conquistar uma cadeira. Somente depois se verifica quais candidatos foram os mais votados dentro daquela chapa. Em outras palavras, não basta o candidato ter votos; sua legenda também precisa ser competitiva.

Para deputado estadual, Mato Grosso dispõe de 24 cadeiras. Pelas projeções baseadas no eleitorado atual e no comparecimento de 2024, o quociente eleitoral poderá ficar próximo de 80 mil votos. Isso não significa que todo candidato precise alcançar esse número individualmente. Significa que a federação deve construir uma votação estadual próxima ou superior a essa faixa para participar, com maior segurança, da distribuição das cadeiras.

Nesse cenário, uma candidatura estadual da Região Oeste seria competitiva com aproximadamente 28 mil a 35 mil votos, desde que a federação alcance algo próximo de 90 mil a 110 mil votos em Mato Grosso. A situação para deputado federal é mais difícil. Mato Grosso possui apenas oito cadeiras na Câmara dos Deputados, o que eleva consideravelmente o quociente eleitoral. A federação provavelmente precisará aproximar-se de 250 mil votos em todo o Estado para disputar uma cadeira em condições consistentes. O candidato regional, por sua vez, deveria buscar uma votação individual entre 50 mil e 65 mil votos.

Isso demonstra que a Região Oeste pode praticamente construir a base eleitoral de um deputado estadual, mas não consegue, sozinha, resolver a eleição de um deputado federal. A candidatura federal precisa partir da região com força — entre 30 mil e 38 mil votos — e ampliar sua presença em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e outros polos relevantes.

Também é importante compreender que as duas candidaturas não precisam dividir os eleitores regionais. A mesma pessoa pode votar em um candidato a deputado estadual e em outro a deputado federal. Uma dobradinha regional bem organizada permite que os dois recebam votos do mesmo eleitorado. O desafio está em apresentar candidaturas complementares, com identidade regional e capacidade de expansão estadual.

A força eleitoral da região está concentrada. Cáceres possui 62.365 eleitores e representa 25,39% do eleitorado regional. Somada a Pontes e Lacerda, Sapezal e Mirassol d’Oeste, essa participação chega a aproximadamente 56%. Os oito maiores municípios concentram mais de 76% dos eleitores. Isso mostra que uma estratégia regional precisa começar pelos maiores centros, mas não pode abandonar os municípios menores, onde uma presença organizada pode produzir resultados proporcionalmente relevantes.

Outro ponto merece atenção. Entre 2024 e 2026, a Região Oeste perdeu 688 eleitores, passando de 246.393 para 245.705. A redução é pequena, mas revela que o crescimento eleitoral não acontecerá automaticamente. A região precisará melhorar o comparecimento, reduzir a dispersão de votos e transformar identidade territorial em representação política efetiva.

Mais importante que perguntar quantos votos um candidato precisa ter é verificar três condições ao mesmo tempo: quantos votos a federação alcançará em Mato Grosso, qual será a posição do candidato regional dentro da chapa e quanto da votação obtida na região poderá ser ampliada para outras partes do Estado. A eleição depende do equilíbrio entre esses três fatores.

A Região Oeste possui eleitorado para exercer maior protagonismo político. O que ainda precisa construir é coordenação. Quando os votos se dispersam entre muitas candidaturas sem viabilidade de legenda, a região participa da eleição, mas não necessariamente conquista representação. Quando existe organização, chapa competitiva e um projeto territorial reconhecível, 245 mil eleitores deixam de ser apenas uma estatística e passam a constituir uma força política.

A eleição de 2026, portanto, não será apenas uma disputa entre nomes. Será também uma decisão sobre a capacidade da Região Oeste de transformar população, território e votos em presença efetiva na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Afinal, uma região politicamente representada não apenas reivindica: participa diretamente das decisões que definem investimentos, infraestrutura, saúde, produção e desenvolvimento.

Fonte de dados: BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Resultados – 2024. Portal de Dados Abertos do TSE. Brasília, DF: Tribunal Superior Eleitoral, 2024. Disponível em: https://dadosabertos.tse.jus.br/dataset/resultados-2024. Acesso em: 2 ago. 2026.

Autora: Adriane do Nascimento é Advogada, Consultora Econômica e Doutoranda em Direito Constitucional pelo IDP. Mestra em Economia, Políticas Públicas e Desenvolvimento, é registrada no CORECON-MT sob o nº 0001/ME. Especialista em Direito Tributário, Societário e Direito do Trabalho. É sócia-administradora da Sociedade de Advocacia Simões Santos, Nascimento & Associados. Foi consultora da Comissão Especial de Direito Tributário do Conselho Federal da OAB (2022–2024) e é autora de artigos e obras acadêmicas voltadas à tributação, desenvolvimento econômico e políticas públicas. Recebeu o 1º lugar no XXIX Prêmio Brasil de Economia (2023) e o 3º lugar no XXX Prêmio Brasil de Economia (2024), promovidos pelo COFECON.

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